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Morcegos: conhecer para proteger

Prof. Dr. Henrique Ortêncio Filho

Professor Adjunto da Universidade Estadual de Maringá, Campus Goioerê

Coordenador do GEEMEA - Grupo de Estudos em Ecologia de Mamíferos e Educação Ambiental

Os morcegos são os únicos mamíferos verdadeiramente capazes de voar e, em todo o globo, já foram registradas mais de 1220 espécies. No Brasil, em torno de 25% das espécies de mamíferos pertencem ao grupo dos morcegos, com, cerca de, 170 espécies já identificadas. No Paraná, já foram identificadas mais de 60, das quais 12 constam no Livro vermelho de espécies ameaçadas de extinção do Estado.

Encontrados com certa facilidade em florestas, os quirópteros desempenham importantes funções dentro dos ecossistemas por interagirem com outros seres vivos, o que lhes confere relevante papel para a manutenção dos diversos processos ecológicos como: polinização, dirpersão de sementese controle de populações de insetos.

Aproximadamente 500 espécies de plantas tropicais polinizadas por morcegos. Em relação à dirpersão de sementes, os quirópteros contribuem de maneira decisiva na manutenção e regeneração natural das florestas, bem como de espécies economicamente úteis ao homem, tanto do ponto de vista alimentar quanto ornamental. Várias espécies de morcegos atuam no controle natural das populações de insetos, potenciais pragas agrícolas ou vetores de doenças. Determinados morcegos poderiam comer quantidades correspondentes a uma vez e meia o seu peso em uma só noite.

Sobre a alimentação, os morcegos distribuem-se em: insetívoros, carnívoros, piscívoros, polinívoros, nectarívoros, frugívoros e hematófagos e, amaioria, inicia suas ações ao anoitecer, podendo estender-se durante toda a madrugada.

Em função da falta de informação, os morcegos, são considerados pela população como animais perigosos, feios e assustadores. Fato este, que ocorre devido aos mitos e lendas existentes em torno desta ordem, gerando perseguições indiscriminadas e resultando em mortes. As doenças, potencialmente, transmissíveis por morcegos, como a raiva e a histoplasmose, representam forte razão para que o medo e o ódio da população por esses animais sejam comportamentos freqüentes.

Por isso, foi criado no ano de 2004 o GEEMEA (Grupo de Estudos em Ecologia de Mamíferos e Educação Ambiental). O grupo, coordenado pelo prof. Dr. Henrique Ortêncio Filho, da Universidade Estadual de Maringá, já contou com a participação de mais de 80 alunos de graduação e pós-graduação nas áreas de Ciências Biológicas, Medicina Veterinária, Licenciatura Plena em Ciências e Gestão Ambiental.

Uma forte preocupação do GEEMEA é desmistificar um animal que, devido à falta de informação da população, é perseguido e rejeitado constantemente e, sempre que possível são alvos de discriminação, embora esses animais sejam protegidos pela Lei de Proteção à Fauna Selvagem.

10 de Outubro de 2012 at 10:49 Deixe o seu comentário


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