Cinema no MUDI: Resenha sobre “Uma Mente Brilhante”

9 de Julho de 2012 at 14:22 Deixe um comentário

Após uma temporada de exibição de filmes envolvendo a ciência, os participantes do projeto de cinema foram convidados a produzirem uma resenha sobre alguma das películas selecionadas. Nesse contexto, a mestranda de Biociências Aplicadas a Farmácia da UEM, Tuane Krupek, expõe sua visão sobre o filme “Uma Mente Brilhante”.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Ron Howard

Elenco: Russell Crowe, Jennifer Connelly, Ed Harris, Paul Bettany, Scott Fernstrom, Josh Lucas, Ned Stuart

Produção: Brian Grazer

Roteiro: Akiva Goldsman

Fotografia: Roger Deakins

Trilha Sonora: James Horner

Duração: 134 min.

Ano: 2001

País: EUA

Gênero: Drama

Estúdio: Universal Pictures / DreamWorks SKG / Imagine Entertainment

Classificação: 12 anos

 

O filme é baseado na história real do matemático John Nash que consegue grande sucesso e uma carreira acadêmica respeitável, chegando a conquistar o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel em 1994. Porém, antes disso ele passa a ser atormentado por delírios e alucinações, é diagnosticado como esquizofrênico, então passa por diversas internações e precisa usar toda a sua racionalidade para distinguir o real do imaginário e voltar a ter uma vida normal.

A esquizofrenia abordada no filme foi assim denominada pelo psiquiatra suíço Eugem Bleuler em 1911. Seus sintomas são delírios, alucinações, distúrbios do pensamento, condutas estereotipadas e agressivas, pouco contato social, respostas emocionais pouco intensas, ansiedade e depressão, podendo chegar ao suicídio.  Apesar de o distúrbio ser bastante estudado suas causas ainda não estão esclarecidas, acredita-se que possa ser decorrente de desequilíbrios de substâncias neuroquímicas no cérebro, como a dopamina, serotonina e noradrenalina, que podem estar presentes mesmo antes do nascimento. Ou ainda o resultado infecções virais maternas e pressão sanguínea elevada durante a gestação que levam a distúrbios no desenvolvimento neural.

Está esclarecido que não é causada por um trauma infantil ou por um mau comportamento por parte dos pais, porém tem grande influência os fatores genéticos. A probabilidade de filhos esquizofrênicos é maior se um dos pais for esquizofrênico e muito maior se ambos forem. Na população geral a esquizofrenia aparece em uma de cada cem pessoas (1%), porém o fator de risco sobe para 3% se tiver um avô com a esquizofrenia, já se um dos pais ou um irmão sofre de esquizofrenia o risco é de 10-20%, e se acomete ambos os pais o risco é de 40-50%.

Porém a esquizofrenia pode ser tratada, até pouco tempo se acreditava que era incurável e que com o tempo se tornava uma doença crônica, mas atualmente sabe-se que uma porcentagem das pessoas que sofrem deste transtorno podem se recuperar por completo e ter uma vida normal, trabalhar, se casar, ter filhos.

O tratamento medicamentoso elimina vozes, visões e o falar consigo mesmo, diminui a tensão e agitação, ajuda a pensar com clareza e a concentrar-se melhor, reduz os medos, a confusão e a insônia, ajuda a falar de forma coerente, ajuda a sentir-se mais feliz, expansivo e sadio, ajuda a se comportar de forma mais apropriada, elimina pensamentos hostis, estanhos ou agressivos e diminui muito as recidivas e a necessidade de internação hospitalar.

Realizado em conjunto com a intervenção psicossocial que tem ênfase no trabalho colaborativo entre familiares e profissionais, compartilhando, por exemplo, informações sobre a doença ou discutindo conjuntamente os objetivos e tarefas durante o tratamento, pois o apoio da família é de grande importância para a melhora do paciente.

Com o filme também se pode refletir sobre a visão que a sociedade tem do cientista, muitas vezes abordado no cinema como louco, que vive sozinho trancado em seu laboratório, aparência característica de cabelos despenteados, óculos, jaleco branco e gargalhada maligna, realizando experimentações visando o mal dos demais e buscando se igualar a Deus. Porém este não é o cientista real, os pesquisadores que no Brasil geralmente atuam em universidades são seres humanos como outros quaisquer que com dedicação e muito estudo procuram solucionar questionamentos importantes, buscar novas tratamentos para doenças, desenvolver novas tecnologias, enfim realizam pesquisas com objetivo de proporcionar melhora na vida das pessoas.

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