Fungo presente na boca pode causar infecções em pacientes renais crônicos

11 de Julho de 2012 at 17:43 1 comentário

Janine Silva Ribeiro – Farmacêutica. Mestre e doutoranda em Biociências Aplicadas à Farmácia – UEM 

O nome “Candida”, para a maioria das pessoas não é estranho, ainda mais, quando se fala em “candidíase”, no entanto, a primeira relação que se faz é com a candidíase vaginal, um processo infeccioso que acomete mulheres, principalmente antes do período menstrual. Mas, vale à pena destacar que, Candida spp é um fungo que habita normalmente diversos locais do corpo humano, assim como pele e mucosas: respiratória, digestiva (da boca ao ânus) e genital. Pode ser encontrada na saliva, fezes e urina. Normalmente não causa doença, entretanto, esses mesmos micro-organismos podem causar infecções muito graves e até levar o doente à morte, especialmente entre os indivíduos imunodeprimidos. Esse processo está relacionado com a interação entre a Candida e o portador. Os indivíduos saudáveis (imunocompetentes) não desenvolvem estas doenças, pois possuem um sistema de defesa eficiente, no entanto, quando sua imunidade está comprometida, o micro-organismo que até então não fazia nenhum mal, aproveita da debilidade e inicia a doença. A infecção fúngica pode ser desde uma simples micose de pele até uma infecção generalizada que causa a morte do indivíduo.

Pacientes, com doença renal crônica, submetidos à hemodiálise são exemplos de quebra no equilíbrio entre o paciente e a Candida spp. A imunodepressão destes pacientes faz com que se tornem predispostos a infecções, principalmente aquelas de origem fúngica. Além disso, a debilidade desses indivíduos pode ser agravada quando são submetidos ao transplante renal.

Recentemente foi realizado um estudo em um Hospital Geral do Noroeste do Paraná, com pacientes renais crônicos em hemodiálise pela bioquímica mestre e doutoranda em Biociências Aplicadas a Farmácia Janine Silva Ribeiro e sua orientadora Terezinha Inez Estivalet Svidzinski, coordenadora do laboratório de micologia médica da UEM.  Ao avaliar a presença do fungo Candida spp na cavidade bucal destes pacientes, observou-se que 39% dos pacientes possuíam esse fungo, um valor considerado alto quando comparado com a presença deste micro-organismo na população jovem e saudável que é em média de 15,2%. Também foi observado que a idade mais acometida foi após os 45 anos.

Esses indivíduos que apresentam o fungo na boca, mesmo que não tenham infecções tem maior risco de desenvolver uma infecção, portanto, devem ser acompanhados periodicamente a fim de prevenir uma doença grave. Devem ainda ser orientados quanto à importância de manter uma boa qualidade de vida, bem como o tratamento específico para sua doença com acompanhamento médico constante.

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1 Comentário Add your own

  • 1. Janine Silva Ribeiro  |  12 de Julho de 2012 às 1:53

    Estou muito feliz por ver essa matéria. Em que tem como participantes a Prof° Terezinha e a Prof° Débora… Muito obrigada pelo apoio sempre.

    Responder

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