Paracoccidioidomicose, o palavrão que preocupa

3 de Abril de 2013 at 8:51 5 comentários

Isis Regina Grenier Capoci
Patricia Haddad
Programa de Biociências aplicadas á Farmácia

Soletre comigo, P-A-R-A-C-O-C-C-I-D-I-O-I-D-O-M-I-C-O-S-E… paracoccidioidomicose, que palavrão não é mesmo?

mudiMas além da dificuldade de ser pronunciada, o que muitos não sabem é que a paracoccidioidomicose (PCM) causada pelo fungo Paracoccidioides spp, para os íntimos paracoco, é uma  das micoses sistêmicas (que pode atingir todo o nosso organismo) mais importantes do Brasil, é a oitava causa de morte por doença infecciosa crônica, sendo um problema de saúde publica. Em nossa região a PCM está bastante presente, porém ela é muitas vezes confundida com outras doenças como a tuberculose (doença causada por bactéria). Por isso, deve-se “voltar os olhos” a essa doença e a esse fungo. É importante saber que o paracoco vive no solo das plantações, por isso as pessoas que trabalham na lavoura podem “respirar” o fungo junto com a poeira da terra. Depois de respirar o fungo, pode ser que nada aconteça, mas a pessoa pode ficar doente após algumas semanas, ou o fungo pode ficar “dormindo” no organismo e provocar a PCM depois de muitos anos.

O fungo pode atacar nosso corpo em vários locais, como pulmão, boca, garganta, pele e linfonodos (conhecidos como ínguas quando inflamados). Nas pessoas a PCM pode causar febre, rouquidão, tosse, “caroços” no pescoço ou virilha, emagrecimento, fraqueza e feridas na boca que não melhoram com medicamentos comuns. Para nossa sorte, a PCM não é transmitida de uma pessoa para outra, nem através de objetos pessoais e nem alimentos. UFAAAAA! Ela pode atingir cachorros, tatus e outros animais, mas também não é transmitida do animal para o homem. O médico poderá detectar se o indivíduo tem o paracoco ou não através de exames, já que ele aparece no escarro, ferida ou outra parte do corpo do paciente.

O tratamento da PCM pode ser realizado em casa, ou em casos mais graves no hospital. Mesmo apresentando melhora nos primeiros meses, NÃO SE DEVE ABANDONAR O TRATAMENTO E NEM DEIXAR DE IR AS CONSULTAS DO MÉDICO, POIS ISSO PODE AGRAVAR A DOENÇA E TORNAR A CURA MAIS DIFÍCIL. O médico e os exames laboratoriais que vão decidir quando se pode parar o tratamento.
Fiquem ligados, a paracoccioidomicose existe e merece nossa atenção!

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  • 2. Veri  |  24 de Agosto de 2013 às 17:51

    eu estou diagnosticada com paracoccidioidomicose. Nunca morei em ambiente rural mas já frequentei para atividades arqueológicas. Há cerca de 2 anos atrás comecei com uma tosse mas não dei muita importância porque achei que era de origem alérgica. Nesse período notei caroços no pescoço. E a cerca de 6 meses atrás apareceu uma lesão no meu lábio inferior, que só aumentava de tamanho e estava com um aspecto horrível, que foi tratada como herpes labial. Procurei um dermatologista, fiz biópsia e foi detectado o fungo. Em seguida procurei uma pneumologista, fiz uma tomografia e lá no pulmão está o fungo. Não sei mais aonde ele pode estar. Vou fazer mais exames. Estou sendo tratada com itraconazol 100mg (2 cápsulas por dia após o almoço). Faz 12 dias que iniciei o tratamento e já notei melhoras significativas. A lesão regrediu, a tosse e os caroços no pescoço diminuiram e não tenho mais dor de garganta. O tratamento inicial terá duração de seis meses. Tenho consciências da importância de continuar me tratando mesmo com a aparente melhora pois essa doença pode deixar sequelas graves se não for bem cuidada e não quero isso para a minha vida.

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  • 3. Paracoccidioidomicose: como surgiu esse nome? | MUDI  |  10 de Junho de 2013 às 10:22

    […] já conhece um pouco sobre a Paracoccidioidomicose (PCM), por meio do texto publicado neste blog recentemente  , vamos descobrir como surgiu a doença e o porquê ganhou este […]

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  • 4. Isis Regina Grenier Capoci  |  5 de Abril de 2013 às 16:18

    Com certeza, essa doença precisa chegar ao conhecimento da nossa população.
    Obrigada🙂

    Responder
  • 5. Cristina Lorena Massocatto  |  4 de Abril de 2013 às 10:36

    Uma doença que está presente em nosso meio e ouvimos tão pouco falar.
    Muito bacana o texto!!
    Parabéns!

    Responder

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