Sangue? O meu é “O” e o seu?

27 de Maio de 2013 at 9:55 Deixe um comentário

Camila Rodrigues e Josiane Bazzo de Alencar
Mestrandas do Programa de Pós-graduação em Biociências Aplicadas a Farmácia – PBF UEM

01

Quando questionados qual o nosso tipo sanguíneo pensamos que, basicamente as pessoas podem ser de 4 tipos: A, B, AB ou O. E em relação ao fator Rh, positivo ou negativo, de acordo com o tipo sanguíneo de nossos pais, visto que há uma herança genética envolvida. De fato, os grupos sanguíneos mais conhecidos são os do sistema ABO (A, B, AB E O) e Rh (+ e -). Contudo, além destes, temos outros 33 sistemas com mais de 250 antígenos, os quais a maioria das pessoas desconhece a existência e a importância!!!!. Estes antígenos nada mais são do que moléculas da superfície de hemácias (recobrem as células vermelhas do sangue por fora) e que podem ser reconhecidas como diferentes, ao serem transfundidas de um indivíduo para o outro. Em resposta a isto, nosso sistema imunológico produz os anticorpos que irão destruir essas hemácias diferentes.

Em transfusões sanguíneas, os antígenos que causam maiores complicações, no indivíduo que receberá o sangue de outra pessoa (receptor), são do sistema ABO e Rh, por isso são os mais conhecidos. Porém, existem outros grupos que também podem causar complicações, como os sistemas denominados Duffy, Kell, Kidd, MNS e Diego (representados na figura acima). Dentre as reações mais graves podemos destacar: destruição das hemácias, que faz com que ocorram modificações na viscosidade do sangue, podendo até causar a morte do indivíduo receptor.

Essas reações acontecem devido à produção de anticorpos pelo sistema imune do paciente receptor do sangue, com o objetivo de eliminar células que contenham antígenos diferentes do próprio indivíduo. Mas, por que um indivíduo nem sempre responde com rejeição na primeira transfusão? Para produzir esses anticorpos, o indivíduo tem que entrar em contato pela primeira vez com o antígeno desconhecido, então o sistema imune passa a produzir anticorpos contra ele, sem desenvolver nenhuma reação grave. Em um segundo contato, o sistema imune consegue reconhecer estes antígenos como estranhos, pois nosso corpo já tem anticorpos produzidos pelo primeiro contato, acarretando a destruição das hemácias. Por exemplo, um indivíduo Rh negativo só deve receber transfusão de Rh negativo, caso receba sangue Rh positivo, ocorrerá formação de anticorpos contra Rh.

02

O sistema ABO é a única exceção neste caso, pois todos nós produzimos naturalmente os anticorpos ao longo da vida, ao ingerirmos alimentos e em contato com algumas bactérias que contêm antígenos de membrana semelhantes. Como exemplo, se uma pessoa tiver sangue tipo B, ao entrar em contato com o sangue do tipo A pela primeira vez, ela já terá os anticorpos produzidos naturalmente contra o antígeno A e a reação ocorrerá imediatamente.

Devido à gravidade das reações causadas pelo reconhecimento de antígenos estranhos ao organismo, é de suma importância o conhecimento, não somente dos sistemas ABO e Rh, mas também dos outros sistemas que podem causar as mesmas reações.  Nos bancos de sangue, este trabalho de triagem das bolsas de sangue vem se tornando cada vez mais rigoroso, com o intuito de aumentar o número de transfusões mais compatíveis e diminuir o risco dos pacientes produzirem anticorpos que possam levar a possíveis complicações em uma segunda transfusão.

Ficou interessado em saber mais? Acesse: http://hemovida.com.br/tipossanguineos.php

Entry filed under: Sem categoria. Tags: , , , , , .

Porque é tão importante tomar antibióticos corretamente? Blastocystis hominis: que bicho é esse?

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Site do MUDI

Arquivo


%d bloggers like this: