A música pode mudar seu cérebro!

5 de Junho de 2013 at 10:16 4 comentários

Profa. Dra. Débora de Mello Gonçales  Sant´Ana

Farmacêutica e Pedagoga. Professora da Universidade Estadual de Maringá

01Não é preciso observar por muito tempo ficarmos admirados com a agilidade dos músicos, principalmente os profissionais. São capazes de executar movimentos diferentes em cada uma das mãos, seguir uma partitura com linguagem própria e ainda manter o ritmo. Como isso é possível? O cérebro dos praticantes de música à longo prazo, como os músicos profissionais, funciona de forma distinta, com maior capacidade de aprendizado, maior controle emocional e até mesmo melhor humor.  Para o desenvolvimento de tantas atividades, os músicos usam mais os dois lados do cérebro ao mesmo tempo (hemisférios cerebrais) do que normalmente nós, os não músicos fazemos. Estudos de imagem (como tomografias e ressonâncias magnéticas especiais) realizados com crianças que tocavam instrumentos musicais por 15 meses sequenciais demonstraram aumento na área do corpo caloso, uma região de comunicação entre os dois hemisférios cerebrais. Este aumento facilita a coordenação de movimentos motores ambidestros e distintos. Acredita-se ainda que o desenvolvimento de tantas atividades motoras, de planejamento, equilíbrio, audição e memória envolvam muitas áreas cerebrais ao mesmo tempo nos músicos.

02E em relação as crianças? Sempre nos perguntamos como e quanto a música pode influenciar seu desenvolvimento e funcionamento cerebral. Piaget (1973) descreveu que para o desenvolvimento integral do intelecto humano deve haver uma interação entre aspectos biológicos, sociais e físicos. O desenvolvimento da musicalidade na criança também depende da interação entre estes fatores.  A música é entendida pelo cérebro como uma forma de linguagem. Assim como a linguagem falada “envolve inflexões, entonações, ritmo, andamento e um contorno melódico …. a música é uma arte que se utiliza da linguagem de símbolos naturais ou convenções para a comunicação e expressão”.

Estudos realizados com estudantes universitários demonstraram que após a audição de sonatas de música clássica (ex: Mozart) melhoraram suas capacidades de relações espaciais e geometria ou atividades que dependiam das funções do lobo frontal. Não existem relatos de que bebês que ouvem uma música especificamente tenham aumento de inteligência, apesar de estudos terem sido interpretados desta forma por leitores, o que levou a uma simplificação exagerada dos resultados de estudos. Neste caso, ocorreu o conhecido “efeito Mozart” que distribuiu indiscriminadamente a informação de que a audição de Mozart por bebês os tornaria mais inteligentes. Este foi um mito presente em nossa sociedade por mais de dez anos e que levou a um consumo de obras por muitos pais desejosos de aumentar a inteligência de seus filhos. Certamente os bebês que ouvem ou ouviram Mozart tiveram ganhos em muitos aspectos de sua via, porém, o mecanismo não é direto, mas possivelmente por  estabilização do humor e melhora da atenção.

Por isso, pense bem, ouvir e praticar música pode sim ajuda-lo na busca de ter um cérebro ativo e ainda melhor.

(Ilustração 01 de Mário Donadon Leal)

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  • 1. Vinicius  |  12 de Janeiro de 2016 às 17:42

    Olá, gostaria de saber se o aumento do corpo caloso ocorre de forma mais intensa em crianças que praticam música ou em adultos que praticam.

    Responder
  • 2. helena delicia  |  12 de Setembro de 2013 às 7:47

    Profa. Dra. Débora de Mello Gonçales Sant´Ana
    Farmacêutica e Pedagoga. Professora da Universidade Estadual de Maringá
    01Não é preciso observar por muito tempo ficarmos admirados com a agilidade dos músicos, principalmente os profissionais. São capazes de executar movimentos diferentes em cada uma das mãos, seguir uma partitura com linguagem própria e ainda manter o ritmo. Como isso é possível? O cérebro dos praticantes de música à longo prazo, como os músicos profissionais, funciona de forma distinta, com maior capacidade de aprendizado, maior controle emocional e até mesmo melhor humor. Para o desenvolvimento de tantas atividades, os músicos usam mais os dois lados do cérebro ao mesmo tempo (hemisférios cerebrais) do que normalmente nós, os não músicos fazemos. Estudos de imagem (como tomografias e ressonâncias magnéticas especiais) realizados com crianças que tocavam instrumentos musicais por 15 meses sequenciais demonstraram aumento na área do corpo caloso, uma região de comunicação entre os dois hemisférios cerebrais. Este aumento facilita a coordenação de movimentos motores ambidestros e distintos. Acredita-se ainda que o desenvolvimento de tantas atividades motoras, de planejamento, equilíbrio, audição e memória envolvam muitas áreas cerebrais ao mesmo tempo nos músicos.
    02E em relação as crianças? Sempre nos perguntamos como e quanto a música pode influenciar seu desenvolvimento e funcionamento cerebral. Piaget (1973) descreveu que para o desenvolvimento integral do intelecto humano deve haver uma interação entre aspectos biológicos, sociais e físicos. O desenvolvimento da musicalidade na criança também depende da interação entre estes fatores. A música é entendida pelo cérebro como uma forma de linguagem. Assim como a linguagem falada “envolve inflexões, entonações, ritmo, andamento e um contorno melódico …. a música é uma arte que se utiliza da linguagem de símbolos naturais ou convenções para a comunicação e expressão”.
    Estudos realizados com estudantes universitários demonstraram que após a audição de sonatas de música clássica (ex: Mozart) melhoraram suas capacidades de relações espaciais e geometria ou atividades que dependiam das funções do lobo frontal. Não existem relatos de que bebês que ouvem uma música especificamente tenham aumento de inteligência, apesar de estudos terem sido interpretados desta forma por leitores, o que levou a uma simplificação exagerada dos resultados de estudos. Neste caso, ocorreu o conhecido “efeito Mozart” que distribuiu indiscriminadamente a informação de que a audição de Mozart por bebês os tornaria mais inteligentes. Este foi um mito presente em nossa sociedade por mais de dez anos e que levou a um consumo de obras por muitos pais desejosos de aumentar a inteligência de seus filhos. Certamente os bebês que ouvem ou ouviram Mozart tiveram ganhos em muitos aspectos de sua via, porém, o mecanismo não é direto, mas possivelmente por estabilização do humor e melhora da atenção.
    Por isso, pense bem, ouvir e praticar música pode sim ajuda-lo na busca de ter um cérebro ativo e ainda melhor.
    (Ilustração 01 de Mário Donadon Leal)

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  • 3. gusta bobo  |  12 de Setembro de 2013 às 7:42

    Profa. Dra. Débora de Mello Gonçales Sant´Ana
    Farmacêutica e Pedagoga. Professora da Universidade Estadual de Maringá
    01Não é preciso observar por muito tempo ficarmos admirados com a agilidade dos músicos, principalmente os profissionais. São capazes de executar movimentos diferentes em cada uma das mãos, seguir uma partitura com linguagem própria e ainda manter o ritmo. Como isso é possível? O cérebro dos praticantes de música à longo prazo, como os músicos profissionais, funciona de forma distinta, com maior capacidade de aprendizado, maior controle emocional e até mesmo melhor humor. Para o desenvolvimento de tantas atividades, os músicos usam mais os dois lados do cérebro ao mesmo tempo (hemisférios cerebrais) do que normalmente nós, os não músicos fazemos. Estudos de imagem (como tomografias e ressonâncias magnéticas especiais) realizados com crianças que tocavam instrumentos musicais por 15 meses sequenciais demonstraram aumento na área do corpo caloso, uma região de comunicação entre os dois hemisférios cerebrais. Este aumento facilita a coordenação de movimentos motores ambidestros e distintos. Acredita-se ainda que o desenvolvimento de tantas atividades motoras, de planejamento, equilíbrio, audição e memória envolvam muitas áreas cerebrais ao mesmo tempo nos músicos.
    02E em relação as crianças? Sempre nos perguntamos como e quanto a música pode influenciar seu desenvolvimento e funcionamento cerebral. Piaget (1973) descreveu que para o desenvolvimento integral do intelecto humano deve haver uma interação entre aspectos biológicos, sociais e físicos. O desenvolvimento da musicalidade na criança também depende da interação entre estes fatores. A música é entendida pelo cérebro como uma forma de linguagem. Assim como a linguagem falada “envolve inflexões, entonações, ritmo, andamento e um contorno melódico …. a música é uma arte que se utiliza da linguagem de símbolos naturais ou convenções para a comunicação e expressão”.
    Estudos realizados com estudantes universitários demonstraram que após a audição de sonatas de música clássica (ex: Mozart) melhoraram suas capacidades de relações espaciais e geometria ou atividades que dependiam das funções do lobo frontal. Não existem relatos de que bebês que ouvem uma música especificamente tenham aumento de inteligência, apesar de estudos terem sido interpretados desta forma por leitores, o que levou a uma simplificação exagerada dos resultados de estudos. Neste caso, ocorreu o conhecido “efeito Mozart” que distribuiu indiscriminadamente a informação de que a audição de Mozart por bebês os tornaria mais inteligentes. Este foi um mito presente em nossa sociedade por mais de dez anos e que levou a um consumo de obras por muitos pais desejosos de aumentar a inteligência de seus filhos. Certamente os bebês que ouvem ou ouviram Mozart tiveram ganhos em muitos aspectos de sua via, porém, o mecanismo não é direto, mas possivelmente por estabilização do humor e melhora da atenção.
    Por isso, pense bem, ouvir e praticar música pode sim ajuda-lo na busca de ter um cérebro ativo e ainda melhor.
    (Ilustração 01 de Mário Donadon Leal)

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  • 4. Igor  |  12 de Setembro de 2013 às 7:42

    Profa. Dra. Débora de Mello Gonçales Sant´Ana
    Farmacêutica e Pedagoga. Professora da Universidade Estadual de Maringá
    01Não é preciso observar por muito tempo ficarmos admirados com a agilidade dos músicos, principalmente os profissionais. São capazes de executar movimentos diferentes em cada uma das mãos, seguir uma partitura com linguagem própria e ainda manter o ritmo. Como isso é possível? O cérebro dos praticantes de música à longo prazo, como os músicos profissionais, funciona de forma distinta, com maior capacidade de aprendizado, maior controle emocional e até mesmo melhor humor. Para o desenvolvimento de tantas atividades, os músicos usam mais os dois lados do cérebro ao mesmo tempo (hemisférios cerebrais) do que normalmente nós, os não músicos fazemos. Estudos de imagem (como tomografias e ressonâncias magnéticas especiais) realizados com crianças que tocavam instrumentos musicais por 15 meses sequenciais demonstraram aumento na área do corpo caloso, uma região de comunicação entre os dois hemisférios cerebrais. Este aumento facilita a coordenação de movimentos motores ambidestros e distintos. Acredita-se ainda que o desenvolvimento de tantas atividades motoras, de planejamento, equilíbrio, audição e memória envolvam muitas áreas cerebrais ao mesmo tempo nos músicos.
    02E em relação as crianças? Sempre nos perguntamos como e quanto a música pode influenciar seu desenvolvimento e funcionamento cerebral. Piaget (1973) descreveu que para o desenvolvimento integral do intelecto humano deve haver uma interação entre aspectos biológicos, sociais e físicos. O desenvolvimento da musicalidade na criança também depende da interação entre estes fatores. A música é entendida pelo cérebro como uma forma de linguagem. Assim como a linguagem falada “envolve inflexões, entonações, ritmo, andamento e um contorno melódico …. a música é uma arte que se utiliza da linguagem de símbolos naturais ou convenções para a comunicação e expressão”.
    Estudos realizados com estudantes universitários demonstraram que após a audição de sonatas de música clássica (ex: Mozart) melhoraram suas capacidades de relações espaciais e geometria ou atividades que dependiam das funções do lobo frontal. Não existem relatos de que bebês que ouvem uma música especificamente tenham aumento de inteligência, apesar de estudos terem sido interpretados desta forma por leitores, o que levou a uma simplificação exagerada dos resultados de estudos. Neste caso, ocorreu o conhecido “efeito Mozart” que distribuiu indiscriminadamente a informação de que a audição de Mozart por bebês os tornaria mais inteligentes. Este foi um mito presente em nossa sociedade por mais de dez anos e que levou a um consumo de obras por muitos pais desejosos de aumentar a inteligência de seus filhos. Certamente os bebês que ouvem ou ouviram Mozart tiveram ganhos em muitos aspectos de sua via, porém, o mecanismo não é direto, mas possivelmente por estabilização do humor e melhora da atenção.
    Por isso, pense bem, ouvir e praticar música pode sim ajuda-lo na busca de ter um cérebro ativo e ainda melhor.
    (Ilustração 01 de Mário Donadon Leal)

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