Dia Internacional das Mulheres

7 de Março de 2014 at 21:29 2 comentários

Por Carmem Patricia Barbosa Lopes

Profª Doutora do UNICESUMAR e da Universidade Estadual de Maringá

Carmen Portinho

Inicialmente, refleti sobre o que é ser mulher. Pensei que é ser sempre muito além do que o previsível ou mesmo o possível. É ser capaz de tomadas rápidas de decisões urgentes. É ter o dom de resolver problemas sem perder a serenidade ou o sorriso fácil. É ter em mente a visão ampla da situação e ser imparcial mesmo em detrimento de sua própria vontade…

Depois, busquei em minha memória as mulheres da minha história. Lembrei-me da minha mãe, madrasta, avós, irmãs, filhas, amigas… Fiquei feliz com minha análise ao ver o quanto são parecidas em aspectos nobres como a inacreditável habilidade em fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

Então, fui buscar na história da humanidade uma mulher que não poderia deixar de ser citada neste dia tão importante. Achei Carmen Portinho. Uma mulher fenomenal e de uma coragem imensurável.

Ela era engenheira e militante feminista e sempre esteve envolvida em projetos que visavam ampliar as conquistas femininas, inclusive em relação aos aspectos profissionais numa época onde tudo era muito difícil para as mulheres. Lutou fervorosamente pelo direito das mulheres na sociedade brasileira. Sonhou com o progresso feminino e pela emancipação das mulheres. Ousou! Foi à prática (como é próprio da maioria das mulheres). Participou da criação da União Universitária e, depois de formada, ajudou a fundar a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas. Dirigiu a Escola Superior de Desenho Industrial por vinte anos, representou o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher em 1987 e, em 1996, assumiu a construção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Carmen Portinho na luta pelo voto feminino

Carmen Portinho na luta pelo voto feminino

Permaneceu firme quando foi censurada por lecionar no Colégio D. Pedro II, uma vez que era a primeira mulher a dar aulas em um internato masculino. Foi além! Defendeu seus ideais, inclusive sugerindo às mulheres que não mudassem seus nomes após o casamento. Foi mulher também ao preocupar-se com o contexto social da época trazendo ao Brasil o conceito de habitação popular.

Poderia passar muito tempo falando da coragem e ousadia dela, mas sei que o essencial já foi passado. Que MULHER!

Ao pesquisá-la, já tinha gostado do seu lindo nome (o mesmo da minha mãe, o mesmo meu) e fiquei impressionada ao ver sua data de nascimento: dia 26 de janeiro! Nasci neste dia! Gostei das felizes coincidências. Inspirei-me ainda mais a ser parecida com ela.

Assim, desejo a todas as mulheres fabulosas que sejam corajosas como Carmen e que tenham um feliz dia das mulheres, lembrando de seu inestimável valor.

Com carinho…Carmem.

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2 comentários Add your own

  • 1. Jade  |  8 de Março de 2014 às 13:57

    Muito bom o texto.

    Responder
    • 2. deborasantana2012  |  10 de Março de 2014 às 20:36

      Obrigada Jade!

      Responder

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