Marie Curie: a mulher que surpreendeu o mundo e mudou a história da ciência

17 de Março de 2014 at 20:14 Deixe um comentário

Por Cristina Lorena Massocatto – Doutoranda em Biociências e Fisiopatologia

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“A vida não é fácil para nenhum de nós. Mas e daí? Nós devemos ter perseverança e sobretudo a confiança em nós. Devemos acreditar que nós seremos agraciados por algo e que esta coisa deve ser alcançada.”   Marie Curie

 Para quem acha pouco ter sido a primeira mulher do mundo a ganhar um prêmio nobel, Marie Sklodowska  Curie foi a primeira a ganhar dois. Pode ser definida como uma das cientistas mais brilhantes que o mundo já viu. Em uma época em que as universidades eram dominadas pelos homens, Curie superou o preconceito e se dedicou a pesquisa científica, o que resultou em uma descoberta que acabaria com a sua vida anos mais tarde.

 Nasceu em Varsóvia, capital da Polônia, no dia 07 de novembro de 1867.  Sempre se mostrou uma excelente aluna e seus pais, que eram professores e conscientes da importância da educação, desde cedo estimularam o interesse de Marie pela ciência. Aos 24 anos se mudou para Paris, onde estudou matemática e física na Universidade de Sourbonne. Em 1894, conheceu o professor Pierre Curie, com quem se casou no ano seguinte. Em 1897, para a obtenção do título de doutora em física, Marie começou a pesquisar, juntamente com seu marido, outros elementos que fossem capazes de emitir radiação além do urânio (que na época já havia sido observado pelo cientista Henri Becquerel pela primeira vez em 1896). A partir daí, Marie descobriu dois novos compostos químicos: o primeiro, 400 vezes mais poderoso do que o urânio, recebeu o nome de polônio em homenagem à origem de Marie Curie e o segundo, ainda mais ativo do que o polônio, foi chamado de rádio, devido à sua radiação. Ela também foi a primeira a empregar o termo “radiotividade” tão utilizado hoje em dia. Em 1903, Marie defendeu sua tese e se tornou a primeira mulher a receber o título de doutora pela Universidade de Sourbonne. Ainda em 1903, Marie e Pierre Curie receberam o prêmio nobel de física juntamente com Becquerel pelos estudos da radiação. Em 1906, Pierre morreu e Marie assumiu seu lugar como professora se tornando a primeira mulher a ser membro de uma universidade francesa. Em 1911, ganhou o seu segundo prêmio nobel, desta vez de química, por suas descobertas e isolamento do elemento rádio.  Após a morte de seu marido, seu estudo se concentrou na aplicação terapêutica da radiotividade. Em 1914, tornou-se diretora do Instituto de Rádio (hoje chamado de Instituto Curie), o qual foi fundado por obra do seu esforço.

Contudo, sua colaboração no campo da radioatividade trouxeram graves consequências para a sua saúde. Ao entrar em contato com substâncias radioativas sem nenhum tipo de proteção, era comum Marie apresentar queimaduras. Em 4 de julho de 1934, morreu de uma leucemia provavelmente causada pela longa exposição a estes compostos. Os cadernos utilizados por Marie para anotações no laboratório permanecem radioativos até hoje.

A grande contribuição de Marie para a ciência é indiscutível. Graças a ela, hoje a radioatividade é utilizada, entre outras aplicações, nos conhecidos exames de raio X e no tratamento do câncer. Para essa incrível mulher, mãe, esposa, cientista… nossa eterna gratidão!

2Diploma do prêmio nobel de física

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