O mundo nas pontas dos dedos

30 de Abril de 2014 at 22:54 Deixe um comentário

Por: Nathália Cristina Gonzalez Ribeiro

Bióloga. Mestranda em Biologia Comparada – PGB – UEM

  Por muito tempo na história humana, as pessoas com deficiência foram excluídas da sociedade devido a crenças de que tais indivíduos estivessem pagando um preço por pecados cometidos por eles ou por seus familiares. Entretanto, com o avanço da medicina e com a compreensão do funcionamento do organismo, as deficiências passaram a ser mais bem compreendidas e estudadas, criando-se então escolas e institutos especializados em educar e/ou readaptar cegos, surdos, mutilados de guerra, dentre outros para a vida em sociedade.

Mulher com deficiência visual tocando modelos de células sanguíneas. Foto: Nathália Cristina Gonzalez Ribeiro

Mulher com deficiência visual tocando modelos de células sanguíneas.
Foto: Nathália Cristina Gonzalez Ribeiro

  Com a criação de tais instituições, também surgiu a necessidade de elaborar estratégias educacionais diferenciadas, que dessem à pessoa com deficiência a condição de aprender, levando-se em consideração as suas limitações, como por exemplo, a língua de sinais e o método Braille.

  Falando-se de pessoas cegas ou com baixa visão, atualmente sabe-se que o tato é uma imensa porta para o aprendizado. É por meio do toque que a pessoa com deficiência visual vem a conhecer o mundo que a cerca. Sendo assim, no âmbito educativo, são indispensáveis as estratégias de ensino formal e não formal que utilizam objetos que possam ser manipulados, possibilitando o enriquecimento do conhecimento sobre o mundo.

Modelo de vírus do Herpes. Foto: Nathália Cristina Gonzalez Ribeiro

Modelo de vírus do Herpes.
Foto: Nathália Cristina Gonzalez Ribeiro

  Materiais táteis voltados para educação de pessoas com deficiência visual devem ser utilizados tanto no ensino formal (nas escolas) quanto no não formal (museus, centros de ciências, parques, zoológicos etc.). O uso de objetos que possam ser manipulados também enriquece e facilita o processo de ensino-aprendizagem de indivíduos sem deficiência, pois torna os assuntos mais interessantes, retira conceitos do abstrato e torna as aulas mais lúdicas e dinâmicas, além de garantir a inclusão das pessoas com deficiência por aproximar os métodos de ensino utilizados.

  A humanidade vive um momento de rápido crescimento social, científico e tecnológico e todo cidadão tem o direito de ter igual acesso às informações e ao conhecimento. A utilização de materiais táteis propicia às pessoas com deficiência visual conhecer por elas mesmas um pouco mais sobre o mundo que as rodeia, auxiliando numa real inclusão social.

Para saber mais:

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