Teoria da “evolução” do Microscópio

17 de Maio de 2014 at 20:08 Deixe um comentário

Paulo Watanabe

Biomédico.

 Mestrando em Biociências e Fisiopatologia-UEM

É impossível imaginar os avanços do conhecimento científico que temos hoje sem pensar em um equipamento de fundamental importância, o microscópio. Ele nos permitiu a descoberta de um mundo que até então era desconhecido e foi fundamental para quebrar paradigmas, como o da teoria da geração espontânea. Atualmente, possuímos aparelhos tão modernos que é possível observarmos macromoléculas, organelas, e até o DNA de uma célula, possuindo uma capacidade de aumento formidável. No entanto, não podemos esquecer as origens, como foi a descoberta e o avanço deste instrumento tão importante para a nossa evolução científica.

Precursor do telescópio feito pelos chineses em 2000 a.C.

Precursor do telescópio feito pelos chineses em 2000 a.C.

Estima-se, segundo alguns relatos, que tudo tenha começado, com os chineses em 2.000 a.C. que utilizavam uma espécie de tubo com uma lente no final, e então o preenchiam com água e o nível da água determinava o grau de ampliação que eles desejavam. Mais recentemente, Hans Jansen e seu filho Zacharias Jansen (holandeses), eram fabricantes de óculos e criaram o primeiro microscópio propriamente dito em 1590. Ele consistia de três tubos cilíndricos usados para apoiar a ocular. As lentes eram inseridas no final desses tubos. A lente da ocular era bi-convexa e a lente da objetiva era plano-convexa, uma combinação avançada para a época.

            Em 1625 Galileu Galilei iniciou seus experimentos com lentes. A invenção do microscópio foi erroneamente atribuída a ele, e foi contestada por muitos. Foi descrito como um “telescópio modificado para ver objetos de muito perto”. Johannes Faber, amigo de Galileu, conferiu ao instrumento o nome de microscópio, antes chamado de “occhialino”.

Exemplar do Microscópio de Hook.

Exemplar do Microscópio de Hook.

Em 1665 Robert Hooke publicou a obra Micrographia a qual possuía uma descrição detalhada de 57 observações realizadas com o microscópio que o próprio cientista fabricou. Nesta obra aparece pela primeira vez o termo célula, ao referir-se aos poros observados numa fina lâmina de cortiça, que o faziam lembrar-se das celas dos monges. Então, o holandês Antoni Van Leeuvenhoek, construiu seu próprio microscópio, que possuía uma ampliação de até 300 vezes, que possibilitou a primeira visualização das células vermelhas sanguíneas, bem como a descoberta das bactérias e do esperma humano em 1673. Foi o primeiro pesquisador a relatar observações em material biológico.

            Um dos maiores empecilhos daquela época era a tecnologia das lentes, hoje com o avanço da tecnologia ao nosso favor, a história deste equipamento fantástico ainda continua sendo escrita, e quem sabe, daqui mais alguns anos com o avanço da tecnologia, nós não possamos descobrir novos mundos e quebrar ainda mais paradigmas.

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