Efeitos neurotóxicos de venenos usados na lavoura

5 de Junho de 2014 at 19:41 1 comentário

Lainy Leiny de Lima

Mestranda do Programa de Biologia Comparada – PGB da Universidade Estatual de Maringá – UEM

Introduzido em 1946, o Ácido 2,4 Diclorofenoxiacético (2,4-D) é um dos herbicidas mais utilizados no Brasil e no mundo, sendo que seu principal objetivo é o controle de ervas daninha dicotiledôneas. Essas ervas têm um impactante efeito negativo na produção de muitos cereais, gramas e vegetais, dentre os mais conhecidos estão a cana-de-açúcar, milho, arroz, trigo e sorgo. O fato é que elas competem por água, luz e nutrientes, além de serem na maioria das vezes utilizadas como hospedeiras para pragas como insetos. Por esse motivo há uma grande disseminação de 2,4-D para combate das mesmas.

Doses elevadas do herbicida podem provocar fraqueza, mal-estar, vômitos, dificuldades respiratórias, bradicardia, hipotensão arterial, hipertermia, sudorese elevada, oligúria, enfraquecimento muscular, paralisia intercostal, dores musculares entre outros efeitos.

Apesar de pesquisas voltadas para sua neurotoxicidade mostrarem que o principal sistema atingido é o sistema nervoso central, como diminuição nos processos de sinalização celular, alterações nas reações de biossíntese e nos transportes de metabólitos e íons, ainda não há estudos significativos no sistema nervoso entérico. Este sistema é um dos primeiros a sofrerem os impactos da ingestão do herbicida. Estudos recentes mostram que a exposição direta a esse produto químico (contato com água contaminada devido a sua alta solubilidade ou a solos onde o produto persiste) pode causar desequilíbrios na homeostase do trato gastrointestinal, ou seja, comprometendo assim as funcionalidades dos movimentos peristálticos, da produção de muco, entre outras funções.

Estudos mais aprofundados devem ser realizados para um maior esclarecimento sobre os reais efeitos que a exposição de longo ou curto prazo ao herbicida pode gerar no organismo e ao meio onde o mesmo é disseminado, estudos estes devido a sua utilização comercial em grande escala.

Para maiores informações sobre 2,4-D como composição, propriedades físicas e químicas, legislação e entre outras informações, segue abaixo o link do artigo de revisão utilizado pela Universidade Federal do Maranhão e um texto de apoio para duvidas gerais mais frequentes sobre o mesmo.

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