Alzheimer: amar acima de tudo, àquele que já não possa mais se lembrar de você!

23 de Junho de 2014 at 23:48 Deixe um comentário

Maiara Carnotti

Disponível em  Acesso em abril, 2014.

Disponível em <http://euvaldorosa.com.br/blog2013/?p=1281 > Acesso em abril, 2014.

A doença de Alzheimer se apresenta como demência ou perda de memória, orientação, atenção e linguagem. Apesar dos vários avanços alcançados no tratamento, ainda não existe uma cura. Essa doença além de afetar o paciente, que em sua grande maioria são idosos, tem imenso impacto na família e nos amigos que convivem com o paciente.

O lado emocional familiar é bastante abalado e muitas vezes estes se veem obrigados a mudar suas rotinas, para se adaptar às novas necessidades do ente querido. A carga dos cuidados necessários acaba tornando os familiares reféns desta doença, esgotando suas energias, desestruturando suas crenças e o lado emocional e moral. Isso reflete em doenças físicas dos cuidadores, estresse, dificuldade de aceitar o diagnóstico, perda de peso, insônia, abuso físico e verbal do paciente, uso de álcool e medicamentos psicotrópicos.

É importante no momento do diagnóstico, uma conversa esclarecedora e sincera entre o médico, família e o doente. Procurar ajuda em serviços sociais assim como grupos de apoio e profissionais qualificados, como exemplo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz).

Estudos mostram que a maioria dos cuidadores de pacientes com Alzheimer são mulheres, casadas que se ocupam com serviços domésticos em seus lares, concluíram o ensino médio e não possuem conhecimento muito amplo sobre a doença e os cuidados necessários. Devido a isso, se sentem inseguras, revoltadas, assustadas, preocupadas, com medo que os entes queridos se tornem inválidos, não reconheçam mais a família ou tenham atitudes obscenas.

            Quando questionados sobre a divisão de tarefas, afirmam que com o avanço da doença a família se mostra indiferente perante os cuidados com o idoso. Todas estas dificuldades refletem diretamente no convívio familiar e numa sobrecarga física e psicológica. Para tornar o caminho mais leve seguem algumas dicas:

  • Mantenha sua rede social;
  • Concilie as atividades, perante sua vida pessoal e familiar;
  • Busque alternativas para divisão de tarefas e aceite perdas;
  • Ofereça autonomia para os pacientes quando possível;
  • Tenha um relacionamento afetivo, compreensivo e de boa qualidade com o portador de Alzheimer.

            Não se sintam sozinhos! Existem livros de apoio como o disponível no site da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz): “Você não está sozinho”, grupos de apoio divididos por região e cidade no Brasil todo, atividades para pacientes, campanhas e ações informativas, textos e dicas para uma vida mais saudável tanto do portador da doença como dos cuidadores. De acordo com a legislação brasileira pessoas com Alzheimer têm direito à assistência médica e a medicamentos gratuitos, além de obter isenção do Imposto de Renda.

Lembre-se o fato de não poder se lembrar de você hoje, não apaga tudo que essa pessoa fez por você um dia!

Leia mais em: www.abraz.org.br

Fale conosco ABRAz: 0800-551906, de segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 16h.

Grupos de apoio no Paraná: Grupo de Apoio em Cascavel e Curitiba(abrazpr@gmail.com).

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