AVES PET: VOCÊ SABE COMO CUIDAR?

25 de Junho de 2014 at 21:58 Deixe um comentário

Mariana de Mello Zanim Michelazzo – Acadêmica do Curso de Medicina Veterinária da UDC –Centro Universitário das Cataratas, Foz do Iguaçu – Pr. Email: mariana.michelazzo@hotmail.com

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As aves têm se tornado cada vez mais a opção eleita quando se busca ter um animalzinho de estimação. Existem belos exemplares coloridos, com diferentes cantos e que interagem muito bem com o dono, assim como um cão ou um gato. Contudo, não podemos nos esquecer que as mesmas, assim como cães e gatos, dependem de cuidados especiais, que vão muito além de uma alimentação balanceada e uma gaiola bonita e limpa. Quem possui uma ave de estimação tem que ficar atento com a saúde e qualidade de vida desse animal, certificando-se com um médico veterinário de que sua ave está livre de doenças.

Dentre as possíveis doenças que podem acometer uma ave, está a Clamidiose,  uma zoonose (transmitida aos seres humanos) também conhecida como psitacose, ornitose ou febre dos papagaios. O patógeno causador dessa doença é a bactéria Chlamydophila psittaci, que infecta aves, mamíferos e répteis. Já foi diagnosticada em aproximadamente 160 espécies de aves selvagens e domésticas, acometendo, sobretudo, psitacídeos (papagaios, calopsitas e periquitos), pombos e perus.

A infecção ocorre pela inalação da bactéria suspensa na poeira de ambientes contaminados com fezes, partículas de penas e secreções oronasais das aves. A gravidade da doença depende da virulência da cepa bacteriana, do grau de exposição e da imunidade do indivíduo contaminado. A grande preocupação não está nas aves que apresentam sinais clínicos, pois essas são diagnosticadas e tratadas, mas sim nas aves portadoras assintomáticas da Clamidiose, que ficam liberando a bactéria no ambiente por meses e até anos.

A bactéria resiste no ambiente por até 8 meses em sujeira de gaiola, aproximadamente 2 meses em alimentos e rações e por até 3 semanas em superfícies duras. A boa notícia é que a bactéria é sensível ao calor e a agentes químicos como formalina, peróxido de hidrogênio 3%, etanol 70% e amônia quaternária. Assim, uma importante medida preventiva é o hábito de higienização do local onde a ave vive, fazendo trocas diárias de fundos de gaiolas e submetendo a mesma a limpeza com esses produtos químicos semanalmente.

As apresentações clínicas em humanos variam de uma doença semelhante a uma gripe leve até uma pneumonia atípica grave e doença sistêmica com envolvimento extra-pulmonar (conjuntivites, hepatites e miocardites). No caso de pneumonia, dificilmente se descobrirá a presença da C. psittaci, pois é muito semelhante à C. pneumoniae, que é a bactéria característica desta afecção e geralmente considerada a causa. Isso acaba por mascarar a real presença da C. psittaci nos humanos por falta de diagnóstico diferencial.

É fundamental que as pessoas que possuem aves pet procurem um médico veterinário para realizar o exame de PCR em suas aves e verificar a presença ou não dessa bactéria e tratar caso seja positivo para que assim esse relacionamento seja saudável e duradouro. Lembrando que as coletas para o teste de PCR devem ser feitas em dias alternados, por duas a três semanas, devido ao fato da ave, ora liberar bactérias nas fezes, ora não.

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