POR QUE ESQUECEMOS?

11 de Agosto de 2014 at 21:24 Deixe um comentário

Larissa Renata de Oliveira Bianchi

Docente de Anatomia Humana da UEM

Você já deve ter se perguntado por que algumas coisas você tenta lembrar-se e não consegue. Algumas vezes vê uma pessoa, a reconhece, mas não se lembra de onde nem seu nome? Estuda para uma prova, entende o conteúdo, mas quando tenta resolver as questões não se lembra? Assiste a um filme, lembra de seu enredo mas esquece seu nome?

Calma! Vamos tentar entender o que está acontecendo.

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Provavelmente você não esta pirando nem ficando com amnésia.

O que acontece é que seu cérebro tem a capacidade de esquecer. Sua memória tem uma capacidade incrível, muito maior do que você imagina e jamais imaginou. E a chave para seu funcionamento não é tentar se lembrar de cada vez mais coisas, mas, aprender a esquecer.

Cientistas ingleses descobriram que quando você se lembra de algo, isso pode gerar uma consequência negativa – enfraquecer as outras memórias armazenadas no cérebro. “O enfraquecimento acontece porque se lembrar de uma coisa é como reaprendê-la”, explica o psicólogo James Stone, da Universidade de Sheffield.

As memórias são formadas por conexões temporárias, ou permanentes, entre os neurônios. Suponha que você pegue um papelzinho com um número de telefone. O seu cérebro usa um grupo de neurônios para processar essa informação. Para memorizá-la, fortalece as ligações entre eles – e aí, quando você quiser se lembrar do número, ativa esses mesmos neurônios.

 Só que nesse processo parte do cérebro age como se a tal informação (o número do telefone) fosse uma coisa inteiramente nova, que deve ser aprendida. E esse “pseudoaprendizado” acaba alterando, ainda que só um pouquinho, as conexões entre os neurônios. Isso interfere com outros grupos de neurônios, que guardavam outras memórias, e chegamos ao resultado: ao se lembrar de uma coisa, você esquece outras.

Esquecemos porque os mecanismos que formam e evocam a memórias são saturáveis. Não podemos fazê-lo funcionar constantemente de maneira simultânea para todas as memórias possíveis, as existentes e as que adquirimos a cada minuto. Isso obriga naturalmente a perder memórias preexistentes, por falta de uso, para dar lugar a outras novas.

Aprender a distinguir as informações que devemos deixar de lado e as que devemos guardar é uma arte difícil. Mas dela depende nossa SOBREVIVÊNCIA e nosso EQUILÍBRIO EMOCIONAL  e COGNITIVO.

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