DIFICULDADE SOCIAL: TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO

8 de Novembro de 2014 at 14:55 Deixe um comentário

DANIELI SCOTTA

BIÓLOGA

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma síndrome neurobiológica crônica que afeta crianças e adultos de ambos os sexos, sendo diagnosticada principalmente em meninos em idade escolar. Esta associada à hiperatividade, impulsividade, agitação, ansiedade e principalmente desatenção nas tarefas executadas. Esses sinais manifestam-se na infância, porém, podem perdurar por toda a vida até o diagnostico.

Pacientes que manifestam o TDAH têm dificuldades em se relacionar tanto na família quanto na vida escolar. Apresentam dificuldades para se organizar, seguir instruções, cumprir tarefas entre outros. Os mesmo se distraem com facilidade e frequentemente esquecem-se dos seus afazeres.

O distúrbio não se trata de uma doença nova, sendo que foi descrita pela primeira vez por volta do século XIX e atualmente é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pode ser classificada como: TDAH com predomínio de sintomas de desatenção; TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade; TDAH combinado. Ela advém de várias causas sendo elas: genéticas/hereditárias, substâncias ingeridas na gravidez, sofrimento fetal, exposição a chumbo e problemas familiares.

O Sistema Nervoso central é o principal componente afetado, em especial a região frontal do cérebro. O sistema nervoso central é formado pelo conjunto do encéfalo e da medula espinal. Anatomicamente o encéfalo humano é dividido em Cérebro (Telencéfalo), Diencéfalo (tálamo, subtálamo, epitálamo e epitálamo), Tronco Encefálico (bulbo, ponte e mesencéfalo) e cerebelo. O cérebro ou telencéfalo é o elemento principal, para o qual são dirigidos os impulsos recebidos pelo sistema nervoso. Na morfologia cerebral distingue-se uma primeira separação em dois grandes hemisférios cortados por uma linha profunda, a fissura longitudinal do cérebro. Na superfície de cada um desses hemisférios existem três outros cortes, o sulco central, sulco lateral e o sulco parieto occiptal, esses sulcos delimitam quatro grandes áreas do cérebro denominadas de lobos: frontal, parietal, temporal e occipital.

A “casca” do cérebro é chamada de córtex cerebral e apresenta-se com dobras para dentro, que formam muitas fissuras. Esse pregueamento, formado pelos giros (saliências) e os sulcos, permite que a grande massa do córtex cerebral caiba no espaço limitado da caixa craniana. Abaixo do córtex fica a massa branca. A região frontal do cérebro, afetada no TDAH é composta pelo lobo frontal, mais especificamente pelos giros pré-central, frontal superior, frontal médio, frontal inferior. Regiões essas relacionadas com área motora, área de Broca, área interligada ao comportamento e memória de trabalho

Outra unidade afetada é o sistema límbico formado por neurônios e massa cinzenta, que tem formato de anel cortical e mantém relação com outras estruturas cerebrais, ele é constituído por: hipotálamo, corpos mamilares, tálamo, giro do cíngulo, amígdala, hipocampo. É responsável primeiramente pelo controle das emoções e posteriormente participa da aprendizagem e memória do ser humano.

No TDAH a região frontal e sistema límbico são afetados pela diminuição da presença de neurotransmissores em relação a um organismo normal, como a dopamina e noradrenalina que são responsáveis por passar informações entre as células nervosas, causando alterações neurobiológicas no individuo com o transtorno.

A Noradrenalina atua como neurotransmissor responsável pela atenção, sono, memória, aprendizagem, ansiedade, dor, humor e metabolismo cerebral. A dopamina está relacionada com atenção e prazer e mantém a atenção do indivíduo em uma determinada tarefa, mesmo que não seja muito prazerosa, ela é liberada quando estamos envolvidos numa tarefa chata e desagradável, por exemplo, que queremos ou precisamos terminar e pessoas que produzem pouca dopamina tem dificuldade de seguir um caminho determinado por muito tempo.

Acredita-se, que o TDHA é um problema de desequilíbrio químico no cérebro, sendo capaz de atenuar esses sinais com medicamentos anti-depressivos e estimulantes psíquicos como metilfenidato, a Ritalina, que são substâncias que aumentam as quantidades de dopamina e noradrenalina disponíveis no cérebro, melhorando o comportamento social do paciente diagnosticado. Para crianças, a associação do medicamento com os cuidado da equipe pedagógica agregam resultados positivos.

Os benefícios da medicação aparecem em pouco tempo, porem há reações adversas como insônia, falta de apetite, cefaléia, dores abdominais que ocorrem no início do tratamento enquanto o organismo ainda não desenvolveu tolerâncias a essas drogas.

O indicado é procurar um médico neurologista caso o indivíduo se encaixe no perfil de TDAH, pois um atraso no diagnóstico, pode não só causar problemas na aprendizagem, mas também problemas pessoais envolvendo auto-estima, levando um adolescente a possíveis problemas como depressão, álcool e drogas.

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