A TELEVISÃO COMO INSTRUMENTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

5 de Julho de 2015 at 15:41 Deixe um comentário

Autor: Prof. Doutoranda Natália Maria Maciel Guerra Silva
Universidade Estadual do Norte do Paraná – Doutoranda em Biociências e Fisiopatologia pela Universidade Estadual de Maringá

TV 1

A televisão é um dos meios de comunicação mais populares no Brasil e, segundo o IBGE*, está presente em 95,1% das residências, por isso pode ser utilizada para um amplo processo de alfabetização científica e tecnológica.
Na TV aberta brasileira existem alguns programas específicos sobre divulgação científica como os programas da Rede Globo: “Globo Ciência”, “Globo Ecologia”, “Globo Rural”, “Como Será?,” “Mundos Invisíveis”, “Poeira nas Estrelas”, e da TV Cultura: “Cyberchase”, “Repórter Eco”, “Planeta Terra”. Todavia, infelizmente grande parte destes programas são transmitidos em horários de baixa audiência, não atingindo o público da maneira como deveriam.
Vale a pena destacar que existem diversos programas que falam indiretamente de ciências e abordam temas de áreas variadas, como por exemplo os jornais, as novelas, programas de reportagens, documentários, seriados, desenhos, etc. Tanto que há mais de 20 anos existe uma Mostra Internacional de Ciência na TV que visa destacar os melhores programas de divulgação científica através do “VerCiência”.
No Brasil, as novelas são muito populares e são produzidas por várias emissoras de televisão, disputam horários que são chamados de nobres por atingirem picos de audiência (entre 20h e 22h). Estas normalmente abordam temas sociais, políticos e de interesse para a sociedade. Em alguns casos descobertas científicas que podem trazer benefícios para a sociedade, ou até mesmo modificar formas de pensar ou agir, são inseridos nas tramas como por exemplo “O Clone” e “Barriga de aluguel”.
Alguns programas de reportagem também são importantes na divulgação científica como o “Globo Rural” e “Globo Repórter”, apesar de não serem especificamente de ciência, trazem informações importantes diretamente de universidades e centros de pesquisa.
Apesar de existirem muitos tipos de programas que falam indiretamente de ciências, deve-se ter cautela e analisar o conteúdo destes, pois eles podem conter os pontos de vista dos produtores, de abordagens sociais e políticas, conceitos incorretos ou insuficientes. Neste caso, recomenda-se que o telespectador procure outras fontes adicionais para se informar sobre o tema abordado.
Conclui-se que a televisão é um ótimo meio para a divulgação científica, mas deve-se ter cautela, pois os programas que são produzidos com bases científicas podem não ter fonte segura e apresentar pontos de vista dos seus produtores.

*Dados do Censo de 2010. Disponíveis em http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2012-04-27/ibge-pela-1-vez-domicilios-brasileiros-tem-mais-tv-e-geladeira-d.html

Para saber mais:

http://www.verciencia.com.br

http://tvbrasil.ebc.com.br/vertv/episodio/ciencia-na-tv

http://www.revistapontocom.org.br/edicoes-anteriores-artigos/televisao-e-divulgacao-cientifica

https://uspdigital.usp.br/siicusp/cdOnlineTrabalhoVisualizarResumo?numeroInscricaoTrabalho=4900&numeroEdicao=16

http://www.csonlineunitau.com.br/midiaregional/ciencias-cidoval.pdf

http://www.revistahcsm.coc.fiocruz.br/os-primordios-da-divulgacao-cientifica-na-tv/

 

 

 

 

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