Pesquisadores da UEM procuram novo tratamento para leishmaniose

14 de Julho de 2015 at 13:39 Deixe um comentário

Kamilla Debiasi de Oliveira Valério
Farmacêutica. Mestranda do PBF – UEM

Leishmaniose é um grupo de doenças causadas por espécies de protozoários do gênero Leishmania que parasitam o interior de células de defesa do nosso corpo (os macrófagos). Transmitida pelo inseto flebótomo (parecido com o pernilongo), é comum em regiões tropicais e subtropicais. Cerca de 350 milhões de pessoas no mundo estão em área de risco; isso inclui a maioria dos estados brasileiros. Em geral a terapia é feita com drogas que causam muitos efeitos colaterais, são tóxicas, tem um alto custo e são administradas por meio de injeções intravenosas. Sendo assim, um grupo de pesquisa da Universidade Estadual de Maringá, em parceria com a Universidade de São Carlos e a FIOCRUZ, analisou o extrato das folhas da planta Piper amalago, popularmente conhecida como pariparoba. Tiveram o objetivo de avaliar a atividade anti-leishmania e assim encontrar novos compostos que possam ser usados no tratamento da doença, com maior efetividade e menor toxicidade.

O grupo liderado pelo prof. Dr. Diógenes Cortez obteve um extrato das folhas do qual foram obtidos três compostos. Além desses, mais 7 outros compostos que apresentavam estruturas químicas análogas aos compostos obtidos do extrato, foram sintetizados para serem testados. Foram usadas 2 formas de vida do parasito: promastigotas (forma livre do parasito que é inoculada no momento da picada do inseto) e amastigotas (é a forma que o parasito assume quando está no interior dos macrófagos).

Como conclusão, os pesquisadores observaram que um dos 3  compostos obtidos do extrato das folhas apresentaram melhor atividade anti-leishmania dentre todos os testados. Mesmo assim, ele ainda não é tão efetivo quanto a droga utilizada atualmente (isetionato de pentamidina), todavia os seus níveis de toxicidade são bem menores. Mais estudos ainda são necessários, porém os resultados foram promissores indicando um possível uso futuro do composto no desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento da leishmaniose.

CARRARA, V. S. et. al. Antileishmanial activity of amides from Piper amalago and synthetic analogs. Revista Brasileira de Farmacognosia. 23(3): 447-454, May/Jun. 2013.
Link: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0102695X13700590

Sem títuloFonte da foto: http://www.backyardnature.net/yucatan/piper-am.htm.

 

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