Diego Golombek: grande divulgador da ciência na América Latina

6 de Agosto de 2015 at 13:04 Deixe um comentário

Aline Rosa Trevisan

Doutoranda em Biociências e Fisiopatologia da UEM

Professora na Universidade Paranaense – UNIPAR.

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Nosso “hermano” Diego Andrés Golombek é um exemplo de pesquisador que acredita na importância e no poder da divulgação científica. Diego nasceu em Buenos Aires, no dia 22 de novembro de 1964, é doutor em Ciências Biológicas pela  Universidade de Buenos Aires, trabalha como professor titular nos Departamentos de Fisiologia Geral e Farmacologia da Universidade Nacional de Quilmes e é pesquisador principal no CONICET (Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas). É um pesquisador renomado, que tem como principal linha de pesquisa a cronobiologia, área da ciência que estuda fenômenos, chamados ritmos biológicos, cuja periodicidade pode ser correspondente a determinados ciclos ambientais. Ele possui mais de 100 publicações científicas em periódicos internacionais e já atuou como pesquisador convidado em várias Universidades do mundo, como por exemplo na University of Virginia e na Universidade de São Paulo (USP).

Diego Golombek é muito conhecido por seu trabalho de Popularização da Ciência na Argentina. Ele faz divulgação científica através dos meios de comunicação, de forma especial nos programas de televisão, onde ele é considerado uma referência no tema de cronobiologia. Participa da “Scientific Industria Argentina”, que é um programa educativo da televisão argentina. Também participa na edição dos livros “Ciencia que ladra“, que faz parte dos livros mais vendidos da Argentina. Diego já fez trabalhos como diretor de teatro, jornalista e até mesmo como músico, usando da arte para divulgar a ciência. Atualmente, ele também é diretor geral da “Expedición Ciencia”, um programa que tem como objetivo promover a educação científica através de propostas que estimulem o pensamento crítico e a criatividade de jovens e docentes de vários locais da Argentina. Em “Aprender e ensinar Ciências: do laboratório à sala de aula e vice-versa”, ele diz que “a única forma de aprender ciências é fazendo ciências”, deixando claro que a pesquisa deve estar presente desde a formação dos professores, passando pelas salas de aula de estudantes de todas as idades, e chegando a população em geral, fortalecendo assim, o surgimento de vocações científicas. Em um dos seus programas de televisão “O cérebro e eu” ele traz informações e descreve o funcionamento do cérebro, desde os mecanismos do pensamento até as habilidades motoras e sensoriais mais complexas, por meio de exercícios, desafios e testes. Em meio a tantas formas de produzir e divulgar a ciência, é fácil perceber que Diego Golombek busca uma ciência mais palpável e acessível a todos, no intuito de popularizar conhecimentos que normalmente ficam presos dentro das universidades e detidos nas mãos de poucos. Expandir a alfabetização científica na sociedade é uma atitude muito nobre, por isso aplausos para Diego Golombek e tantos outros pesquisadores que lutam e participam de estratégias com o objetivo de obter uma sociedade mais consciente. 
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