A CIÊNCIA DO SEXO FRÁGIL

4 de Setembro de 2017 at 14:04 Deixe um comentário

Beatriz Cardoso de Freitas – Biomédica, especialista em anatomia e histologia DCM/UEM.

Mestranda em biociêmcias e fisiopatologia PBF/UEM

Existe no imaginário popular uma percepção de que cientistas são homens velhos, de óculos e meio malucos. Geralmente, são pouco sociáveis e passam maior parte de suas vidas emsótãos, quando não estão em seus laboratórios explodindo reações.

Desde a infância, somos apresentados ao estereótipo cientista insano. Desde o Professor Grossenfibbe (Pica-Pau, 1940) ao Dexter (O laboratório de Dexter, 1996), pouco se mudou durante essas sete décadas. Quando se fala em ciência, logo pensamos em clássicos como, Galileu Galilei, Charles Darwin, Isaac Newton, Albert Einstein…Poucos são os nomes femininos que acrescentam a lista. E não são poucas as mulheres cientistas que contribuíram para o avanço humano e tecnológico. Conheça abaixo, um pouco das centenas de delas:

CIENTISTA ÁREA PESQUISA
Rosalind Franklin (1920-1958) Biofísica Descoberta da estrutura de dupla hélice da molécula de DNA através de imagens pelo método de cristalografia
DorothyCrowfoot Hodgkin (1910- 1994) Biofísica Importantes descobertas em relação as estruturas da penicilina e insulina, além de descobrir a estrutura da vitamina B12.

 

Marie Curie (1867 – 1934) Química e Física Dedicou suas pesquisas na área da radioatividade, a qual rendeu duas premiações ao Nobel
Vera Rubin (1928-atual) Astronomia Primeira cientista norte-americana a argumentar que as galáxias giram ao redor de um centro desconhecido e que se aglomeram em grupos.
Rita Levi-Montalcini (1909 – 2012) Neurociência Descoberta do fator de crescimento nervoso (NGF). A descoberta influenciou pesquisas relacionadas ao mal de Alzheimer rendendo-lhe o prêmio Nobel de Medicina em 1986.
Nise da Silveira (1905-1999) Psiquiatria A humanização do tratamento psiquiátrico no Brasil contrária às formas agressivas.Nise recebeu diversos prêmios e foi membro fundadora da Sociedade Internacional de Expressão Psicopatológica.

 

 

As cientistas são profissionais das mais diversas áreas. São mães, filhas, mulheres comuns. Eleita Miss Eua 2017, aos 25 anos, Kára McCullough, tem licenciatura em química e trabalha na Comissão Reguladora Nuclear dos EUA. A jovem cientista é um exemplo que não existe estereótipo para a ciência. A versão óculos e jaleco sujo no sótão pode ser substituído por uma faixa e coroa nas principais passarelas do mundo. A miss pretende, através da mídia, divulgar ciência e incentivar os jovens o interesse pela pesquisa e tecnologia.

As mulheres já produzem metade (49%) (FOLHA DE S.PAULO, 2017) da ciência do Brasil. Não é mais a ciência do sexo frágil, mas há muito o que avançar. O que se produz tem que, de alguma maneira, chegar à comunidade. E uma das principais formas disso acontecer é o reconhecimentoanti-Dexter da carreira cientifica.

SAIBA MAIS EM: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/03/10-grandes-mulheres-da-ciencia.html

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