CONHECENDO A INCONTINÊNCIA URINÁRIA: O QUE É, QUAIS SEUS SINTOMAS E COMO TRATAR

26 de Março de 2018 at 11:33 Deixe um comentário

Carolina Miqueleto Santoro1

Carmem Patrícia Barbosa2

1Acadêmica do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá-PR, Brasil.

2Fisioterapeuta e Professora Doutora do Departamento de Ciências Morfológicas (Área de Concentração: Anatomia Humana) da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Você já parou pra pensar sobre incontinência urinária? Você sabe o que ela realmente é e como é possível preveni-la? Será que ela tem tratamento? Pois bem…acho que está na hora de falarmos mais abertamente sobre este assunto, não acha?!

A incontinência urinária é caracterizada como qualquer perda involuntária de urina. Esta doença tem sido apontada como a epidemia do século XXI, pois sua incidência é altíssima e gera graves consequências psicofisiológicas para seus portadores. Estudos demonstram que ela afeta principalmente mulheres, de forma que cerca de 50% da população feminina poderá ser afetada por esta disfunção em algum momento da vida.

Existem vários tipos de incontinência urinária como, por exemplo, a de esforço, a de urgência e a mista. Na incontinência urinária de esforço, a perda de urina ocorre durante a realização de algum esforço físico que aumente a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, pular, correr ou rir intensamente. Por outro lado, enquanto na incontinência de urgência a perda de urina ocorre sempre que a pessoa tem uma vontade muito forte e inadiável de urinar, na mista a perda de urina pode acontecer por uma combinação dos fatores citados anteriormente.

Algumas situações podem causar este transtorno como, por exemplo, múltiplos partos vaginais (normais), algumas cirurgias pélvicas, traumas na região pélvica, assim como o envelhecimento, a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo e a menopausa. Dados da Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica (2013) apontam um aumento de 25% na incidência de incontinência urinária após a menopausa.Apesar disso, apenas uma em cada quatro mulheres com esta doença buscam ajuda de um profissional especializado e, para piorar, guardam segredo por constrangimento e vergonha da situação.

O diagnóstico é feito por exames clínicos e testes especiais realizados por profissionais habilitados. O tratamento varia conforme o tipo de incontinência, mas de maneira geral, a fisioterapia uroginecológica tem sido um método não invasivo que fortalece os músculos do assoalho pélvico e reduz a incontinência urinária. Outras técnicas que podem ser usadas são a reeducação pélvica perineal,os exercícios de Kegel,o biofeedback, o uso de cones vaginais, a eletroestimulação, a terapia manual para reeducação e propriocepção, a massagem perineal e as técnicas hipopressivas.

Vale a pena dizer que por meio das inúmeras formas de tratamento é possível não só prevenir e tratar a incontinência urinária, mas também outras disfunções relacionadas ao assoalho pélvico. Além disso, é de extrema importância cuidar da saúde pélvica e buscar informações sobre as doenças que podem afetá-la, sem nenhum tipo de vergonha ou constrangimento, mesmo que os sintomas pareçam simples ou insignificantes.Inclusive, no dia 14 de março é comemorado o Dia Internacional da Incontinência Urinária do qual a Sociedade Brasileira de Urologia participa ativamente. Portanto, a atitude mais adequada a ser tomada é informar seu médico sobre qualquer sintoma para que este profissional o oriente quanto aos passos seguintes.

 

PORTANTO, NÃO SE CONSTRANJA. INFORME-SE E PASSE INFORMAÇÕES IMPORTANTES ÀS PESSOAS A QUEM VOCÊ QUER BEM!!!

REFERÊNCIAS

Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica [homepage na Internet]. Incontinência Urinária. Disponível em: http://www.abfp.org.br/incontinencia-urinaria.

BOTELHO F, SILVA C, CRUZ F. Incontinência urinária feminina. Acta Urológica. 2007; 24(1): 79-82.

NORTON P, BRUBAKER L. Urinary incontinence in women. Lancet. 2006 07 de janeiro; 367(9504): 57-67.

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