Imunidade e Câncer

12 de Setembro de 2018 at 9:03 Deixe um comentário

Evelyn Castillo Lima Vendramini

Farmacêutica, Mestranda em Imunogenética no Programa de Biociências e Fisiopatologia (PBF) da UEM

Linfócitos T e Célula Cancerígena. Foto tirada em microscópio ampliada 2300 vezes.
Crédito: STEVE GSCHMEISSNER/SCIENCE PHOTO LIBRARY

Você sabe o que é imunidade? Talvez essa palavralembre de imunidade parlamentar ou foro privilegiado, mas, desta vez, estamos falando do corpo humano. Da política podemos nos lembrar do papel da imunidade: proteção; não de presidentes, ministros e senadores, mas de todo nosso organismo, contra infecções diversas e até mesmo o câncer. E, assim como na política, os mecanismos de defesa também podem prejudicar o organismo. Vamos ver como isso funciona para os tumores?

Primeiro vamos entender o papel de proteção da imunidade. Alguns pesquisadores realizaram estudos em animais que tinham alguma deficiência no sistema imunológico. O que eles perceberam foi que se esses animais entrassem em contato com substâncias cancerígenas, desenvolviam tumores mais facilmente que os outros animais com o sistema imunológico intacto.

Outros pesquisadores estudaram tumores em seres humanos e, quando células do sistema imune, como por exemplo os linfócitos T e natural killers (NK) estavam próximas ao tumor, os pacientes tinham uma melhor perspectiva de enfrentamento da doença. Isso porque essas células têm a capacidade de procurar e eliminar diretamente as células tumorais, o que é chamado de vigilância imune.

Mas o “lado negro” da imunidade ainda não é tão bem conhecido. Alguns tipos de células como os macrófagos e substâncias inflamatórias que são produzidas para combater o tumor podem promover o crescimento e propagação dos tumores, facilitando o crescimento de novos vasos sanguíneos no tumor e até promovendo mais mutações através de substâncias químicas chamadas de radicais livres, especialmente, quando acontece uma inflamação no corpo por muito tempo.

Os mecanismos exatos ainda não são completamente compreendidos e nem o equilíbrio que ocorre entre vigilância e indução dos tumores pelo sistema imune. O que sabemos é que isso não acontece em todos os tipos de câncer.

Pensando nisso, na Universidade Estadual de Maringá está sendo desenvolvido um trabalho que procura entender o papel das substâncias produzidas pelo sistema imunológico em um tipo de câncer que afeta as células do sangue (neoplasias mieloproliferativas crônicas). Essa e outras pesquisas poderão contribuir na descoberta de novas formas de diagnóstico e tratamento dessas doenças, para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

 

Ficou interessado em saber mais? Você pode acessar os sites:

http://www.ciencianews.com.br/index.php/publicacoes/artigos-cientificos/imunologia-do-cancer/

http://www.periodicos.ufpb.br/index.php/rbcs/article/viewFile/9934/5694

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