O segredo é cozinhar!

Natália Brita Depieri

Graduanda em Ciências Biológicas na Universidade Estadual de Maringá

Você já se perguntou por que os humanos possuem um cérebro mais desenvolvido que os outros animais? Pois é, ao longo da história muitas pessoas se fizeram essa pergunta e tentaram respondê-la. A neurocientista Suzana Herculano-Houzel também foi em busca dessa resposta e propôs uma teoria para isso. Os cientistas em geral acreditavam que o número de neurônios aumentava de acordo com a evolução, e, que cérebros do mesmo tamanho possuem o mesmo número de neurônios. Consequentemente, quanto maior o tamanho do cérebro, maior o número de neurônios. Então por que nós estudamos os elefantes e não são eles que nos estudam? Já que o cérebro de um elefante possui aproximadamente 4,5 kg e é muito maior que um humano que possui em média 1,5 kg? A neurocientista apresenta informações de que isso indica que os cérebros não são feitos da mesma forma. Sabemos que a nossa capacidade cognitiva é muito maior que a de um elefante, portanto, o que nosso cérebro possui de tão especial? Será que a resposta para isso é a quantidade de neurônios? Há poucos anos atrás acreditava-se que o cérebro humano tinha cerca de 100 bilhões de neurônios. Porém, ninguém sabia de onde havia surgido essa informação. Suzana Herculano e seu grupo desenvolveram então uma técnica para contar neurônios e confirmar esse número (para saber mais leia o artigo completo citado no final do texto). Entretanto, descobriram que o cérebro humano possui aproximadamente 86 bilhões de neurônios. Com essa mesma técnica foi possível contar os neurônios de outros animais, e puderam observar que o cérebro de diferentes grupos animais são formados de maneiras distintas. Como por exemplo, o cérebro de um primata tem mais neurônios que o cérebro de um roedor, mesmo que ambos tenham o mesmo tamanho. Mediante cálculos de proporções verificou-se que nosso cérebro possui as proporções morfológicas de um cérebro de primata para um corpo de primata. Ou seja, somos primatas mesmo! Mas, se não é o número de neurônios que nos diferencia dos outros animais, o que mais poderia ser? Sabe-se que cada bilhão de neurônios consome cerca de 6 kcal por dia. Em vista disso, nosso cérebro consome aproximadamente 516 kcal/dia. O que é um valor muito alto, em vista das 2000 kcal que o organismo precisa consumir diariamente. Um primata leva no máximo 9 horas por dia comendo para conseguir manter seu corpo e seus 30 bilhões de neurônios. Logo, para mantermos nossos 86 bilhões precisaríamos passar muito mais que 9 horas comendo, porém não sobraria tempo nem para usarmos as funções cognitivas avançadas que temos. Assim sendo, não teríamos vantagem em possuir tantos neurônios. Pensando nisso, qual é a diferença entre a nossa alimentação e a alimentação de outros primatas? Nós cozinhamos! Isso mesmo, esse é o grande segredo. Os demais primatas comem alimentos crus. Porém, com a descoberta do fogo passamos a cozinhar nossos alimentos e fazer uma pré-digestão deles fora do corpo. Os alimentos que são cozidos facilitam a mastigação e consequentemente aumentam a capacidade de absorção nutritiva deles no intestino. O que nos leva a absorver mais energia em menos tempo, suprir a grande demanda cerebral e utilizar nossos neurônios para outras atividades. Essa é a teoria desenvolvida pela Suzana Herculano-Houzel para o que diferenciou o cérebro humano dos demais animais.

Legenda: A pesquisadora Suzana Herculano-Houzel Fonte: http://www.sextante.com.br/noticias/?tag=suzana-herculano-houzel

Legenda: A pesquisadora Suzana Herculano-Houzel
Fonte: http://www.sextante.com.br/noticias/?tag=suzana-herculano-houzel

Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v28n4/12.pdf

Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v28n4/12.pdf

 

 

 

 

 

 

 

PARA SABER MAIS ACESSE:

 

Você também pode acessar o artigo que explica a nova maneira de contar neurônios em:

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/cne.21974/abstract

21 de Julho de 2016 at 8:32 Deixe um comentário

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM ZOOLÓGICOS E PARQUES

Mateus Dias Antunes

Mestrando em Promoção da Saúde (UNICESUMAR)

Pelas cidades do planeta estão espalhados os parques e os zoológicos que realizam uma enorme função de fascínio nos seres humanos de qualquer faixa etária. Antigamente, os zoológicos tinham como objetivo expor animais vivos e, diversas vezes condicionados a demonstrações e espetáculos, que alguns lugares esses animais eram violentados de forma cruel para o exibicionismo.

Os reis e rainhas tinham como coleções particulares em seus quintais os primeiros zoológicos, com o tempo esses animais foram treinados para demonstração ao público. Depois que o conhecimento científico foi se ampliando no contexto de animais de cativeiros, os zoológicos revelam mudanças em suas concepções atuais.

Com isso, os zoológicos e os parques são considerados nos dias de hoje como “museus abertos”, pois possuem a missão de revelar o comportamento e a beleza dos animais para que os visitantes possam criar atitudes de apreciar e preservar a vida. Os visitantes destes locais podem entrar em contato com inúmeros elementos da nossa fauna e flora, permitindo valorizar as riquezas naturais e despertando o espírito de conservação e preservação das espécies.

Portando, eles são potentes divulgadores da ciência, da tentativa de familiarizar o público leigo com conhecimentos que servirão de base para práticas mais eficazes por meio de uma sociedade mais esclarecida.

O Parque Estadual Vila Rica do Espírito Santo fica localizado entre as cidades de Engenheiro Beltrão – PR e Fênix – PR, neste espaço existe além de trilhas ecológicas e com conhecimentos de plantas e espécies nativas, há um museu que contempla com a história da antiguidade da região.

O Zoológico de São Paulo – SP é um potente divulgador de conhecimento científico com os seus projetos, trabalhos científicos, congressos e projetos de educação ambiental. Neste local, existe a possibilidade dos visitantes conhecerem os locais em que as espécies vivem e as peculiaridades das mesmas.

Por fim, estes espaços como zoológicos e parques proporcionam o conhecimento, a sensibilização e a informação a fim de gerar uma conscientização para diversas questões ambientais. Os pontos positivos destacam a existência do conhecimento sobre preservação das espécies e da natureza, recebe inúmeras visitações por ano e divulga ciência para a comunidade em geral, porém como pontos negativos, estes espaços estão em grandes cidades e capitais e dificultam o acesso devido a distância de cidades e os valoresque alguns lugares cobram, podem não ser acessíveis a todos.

 

 

 

 

 

 

 

Para saber mais: http://www.ppgec.unb.br/images/sampledata/dissertacoes/2012/versaocompleta/alberto_gomes_brito.pdf

http://fep.if.usp.br/~profis/arquivos/ivenpec/Arquivos/Orais/ORAL009.pdf

14 de Julho de 2016 at 8:49 Deixe um comentário

Posso pegar sarna do meu cachorro?

Ellenn Pollyanna Alexandre Fernandes

Médica Veterinária – Mestranda PBF UEM

A resposta é…depende!

Os cães podem desenvolver dois tipos de sarnas, causadas por dois ácaros diferentes:

Sarcoptes scabiei: causador da sarna sarcóptica ou escabiose canina. Ela é caracterizada principalmente por provocar muita coceira e ocasionar lesões de pele primeiramente na região das orelhas e cotovelos. Sua importância torna-se maior pela facilidade de transmissão através do contato direto com outro cão doente e pelo seu potencial de transmissão ao ser humano, sendo considerada uma zoonose (FRANCO E HAMANN, 2004).

O outro ácaro é o Demodex canis, causador da sarna demodécica, ou demodicose canina; esta, não é considerada uma zoonose, pois não é transmissível à outros cães e aos seres humanos. Acredita-se que seja devido a uma predisposição genética individual, onde a pele dos cães portadores de demodicose é ecologicamente favorável à reprodução e crescimento dos parasitos (Silva et al.; 2008). Fatores como nutrição inadequada, estresse, endoparasitoses, enfermidades debilitantes, imunossupressão e alterações hormonais durante o ciclo estral também podem contribuir para o surgimento das lesões. Então, como faço para saber qual sarna meu cão tem?

O médico veterinário irá fazer um exame de material colhido por raspagem de pele profunda e irá confirmar a presença do ácaro. O tratamento, se feito no início da doença, é simples e sem complicações para o cão, obtendo um bom resultado.

Portanto, se o seu cão começar a ter coceiras intensas pelo corpo, fique atento e leve-o ao médico veterinário de sua confiança!

Fonte:www.amigodobicho.net

Fonte:www.amigodobicho.net

 

 

 

 

 

Referências: FRANCO, M.B.; HAMANN, W. Doramectin in the treatment of dogs with sarcoptic mange and  gastrointestinal nematodes, Archives of Veterinary Science v. 9, n. 1, p. 23-29, 2004.

Silva et al.; CANINE DERMODICOSIS AND NEW TREATMENT PERSPECTIVES: REVIEW. Arq. Ciên. Vet. Zool. Unipar, Umuarama, v.11, n.2, p. 139-151, jul./dez. 2008.

 

 

 

7 de Julho de 2016 at 8:14 Deixe um comentário

QUERIDO CORAÇÃO

Cristiany Schultz

Educador Físico – Pós Graduação Anatomia e Histologia- UEM

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O coração é um órgão oco, muscular, contrátil, que possui quatro cavidades, com a contração do coração o sangue é impulsionado para o interior da rede vascular ( vasos), para ser distribuído ao corpo e conduzido de volta ao coração.

Para que os batimentos cardíacos se regulem com harmonia, é necessário a ação conjunta e antagônica de nervos importantes que movimentam o coração.

Sabe-se que um órgão qualquer está em pleno funcionamento quando ele nos dá a impressão de que não existe, neste caso o coração é capaz de dominar, de polarizar a vida inteira do indivíduo como começa a ser sentido, quando começa a existir.

Basta pensar que ele normalmente se contraí uma vez por segundo, três mil vezes por hora e cem mil vezes por dia, para que o medo se instale decorrente de uma parada brusca.

Mas é preciso saber também que entre um tictac que se repete, no mecanismo da circulação. Há um período de silêncio, melhor dizendo, de repouso.  .

Se pensarmos ainda que o coração não impele mais é impelido pela onda sanguínea que o faz palpitar, já não o consideraremos como um déspota do corpo, ao qual a própria vida se escraviza, a partir disso a pergunta que norteia é porque o sangue circula?

A resposta então seria: Porque o liquido corre… e porque corre? Corre porque corre… por isso o coração palpita, por que simplesmente a onda sanguínea impele para isso, logo o risco da vida está no mecanismo da circulação e não no coração em si mesmo.

Ao contrário do que muita gente pensa, o coração, é um órgão muito resistente, é o “comandante do navio”, quando lesado, conta com as compensações de reforço e defesa, vai batendo até o derradeiro alento da vida.

 

Depois da morte também oscila, é um colaborador da vida, emoções desagradáveis provocam aceleração dos batimentos cardíacos, emoções gratas fazem o coração trabalhar mais devagar, as sensações daí decorrentes são infinitas, uns dizem que o coração nestas ocasiões da verdadeira cambalhota.

Imagem 2.

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Para saber mais acesse: 

http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/revista-medica/materias/Pages/cuidados-com-o-coracao-do-atleta.aspx

http://www.sitemedico.com.br/site/qualidade-de-vida/bemestar/7163-os-cuidados-com-o-seu-coracao

Referencia bibliográfica:

Vícios da Imaginação. Da Silva Pereira, Gastão Capítulo V, O CoraçãoPsíquico, Editora Italiana 2ª Edição, p.69 a 78.

 

13 de Junho de 2016 at 11:17 Deixe um comentário

A DEPRESSÃO É DOENÇA SIM!

Flávio Angelo da Silva

pós-graduando do curso Anatomia e histologia pesquisa e extensão pela UEM

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Vivemos em um tempo onde a correria do dia a dia, o contato direto com as pessoas, as pressões profissionais nos trazem um momento de exaustão física e que conseqüentemente uma exaustão mental. Tal pode ser enquadrado em crises de ansiedade, nervosismo e depressão, o que torna a depressão um problema de saúde pública se destacando como uma doença crônica e com uma prevalência anual de 3% a 11%  na população (IBANEZ et al., 2014). . A depressão é uma doença que se caracteriza por desequilíbrio químico, uma vez que os neurônios diminuem

A produção do hormônio serotonina (hormônio da felicidade), porém, os neurônios podem também fazer a receptação desse hormônio, de modo que o mesmo não seja utilizado, fazendo com que uma pessoa depressiva faça o uso de medicamentos onde o mesmo age nos neurônios e inibindo então a recaptação desse hormônio

Esses fatores a níveis hormonais refletem nas áreas psicológicas, fazendo com que se tenha um baixo interesse em atividades que traga prazer, baixa concentração, problemas com afetividade, pensamentos de suicídio, e em casos mais graves o depressivo comete então o suicídio. Em alguns casos de depressão é recomendado o tratamento psicoterapêutico ou o tratamento quimioterápico e em alguns casos a combinação dos dois. Existem vários tipos de medicamentos antidepressivos, o mais conhecido é a fluoxetina, porém, vale lembrar que o depressivo tem que se adaptar ao medicamento, o que torna normal a troca de medicamentos no início do tratamento, podendo alguns causar efeitos colaterais.

Hoje a depressão é a quarta causa de inaptidão e estima-se que até em 2020 ela tome o segundo lugar no ranking (RIBEIRO et al., 2013 A depressão e similares doenças psicossomáticas merecem uma maior atenção tanto no tratamento medicamentoso, tanto na perspectiva da sociedade, que tem visto a depressão como uma simples alteração de humor ou uma simples crise de estresse. as doenças psicossomáticas são julgadas por não terem seus diagnósticos visíveis em exames populares, mas requerem tratamento medicamentoso como todas as outras as doenças, a depressão é doença sim!.

PARA SABER MAIS ACESSE:

http://www.abrata.org.br/new/oqueE/depressao.aspx

https://www.abcdasaude.com.br/psiquiatria/depressao

6 de Junho de 2016 at 9:26 Deixe um comentário

TAMPONAMENTO CARDÍACO

Karile Cristina da Costa 

Thais da Silva Regaçone

graduanda em ciências biológicas

 

O coração é composto pela sobreposição de tecidos diferentes, formando três estratos: túnica interna, média e externa.

A túnica interna é denominada endocárdio e compõem a superfície externa de todas as cavidades do coração. A túnica média ou  miocárdio, é a camada mais espessa da parede do coração. Já a túnica externa chamada pericárdio  tem forma de “saco”, envolvendo o coração e fixando-o na cavidade torácica , sendo dividido  em ter folhetos um fibroso e dois serosos.

O pericárdio fibroso é o mais externo e  muito resistente. Enquanto o pericárdio seroso é delgado e está aderida ao pericárdio parietal. E a ultima lamina serosa é denominada epicárdio e está em contato com o coração. Entre as laminas parietal e o epicárdio do pericárdio seroso, existe uma cavidade estreita preenchida de pelo liquido pericárdico, que facilita o deslizamento entre as laminas durante os processos de contração e dilatação que ocorrem para realizar os batimentos do coração.

Imagem 1.

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Nesta cavidade do pericárdio pode ocorrer o acumulo de liquido ou sangue levando ao Tamponamento Cardíaco. Neste caso, o bombeamento ineficiente do sangue diminui a pressão arterial, podendo causar choque (quando o sistema circulatório não consegue exercer suas funções) e morte, se não tratada a tempo.

São inúmeras as circunstâncias que podem causar um tamponamento, entre as mais importantes estão: Trauma no tórax por acidentes; História de câncer, especialmente dos pulmões e coração; Hipotireoidismo: diminuição na produção de hormônios da glândula tireóide; Pericardite: doença do coração que resulta de infecções bacterianas ou virais; História de insuficiência renal; Ataque cardíaco recente; Cirurgia recente do coração que causem lesões no pericárdio. Essas são possíveis causas para o rompimento de parte do miocárdio que provoca o extravasamento do sangue para a cavidade revestida pelo pericárdio.

Os sintomas do tamponamento cardíaco são os seguintes: Redução da pressão arterial; Aumento da freqüência respiratória e cardíaca; Veias do pescoço distendidas; Dor no tórax; Queda do nível de consciência; Pés e mãos frias e roxas; Falta de apetite e dificuldade para engolir: Tosse e dificuldade para respirar.

O tratamento pode ser realizado pela tomada de analgésicos (ex.: morfina) que visam  estabilizar o quadro até que o líquido possa ser retirado através de cirurgia; também a reposição do volume de sangue do organismo; A a administração de oxigênio que reduz a carga sobre o coração, diminuindo a necessidade que os órgãos possuem de fluxo sanguíneo; A cirurgia provisória para retirada do líquido em excesso do coração (Pericardiocentese)  ou cirurgia definitiva para reparo na lesão cardíaca (Toracotomia).

Inclusive, o  Museu Dinâmico Interdisciplinar possui uma peça anatômica de coração com tamponamento disponível para seus visitantes visualizarem.

PARA SABER MAIS ACESSE: 

http://www.tuasaude.com/tamponamento-cardiaco/

http://medicos-especialistas.blogspot.com.br/2013/01/tamponamento-cardiaco.html

Referencias:

http://www.tuasaude.com/tamponamento-cardiaco/ ACESSADO EM: 11/04/2016 as 10:39 am.

NETO, M. H. M (org.). Anatomia Humana: Aprendizagem Dinâmica. 3.ed.  Maringá: Chichetec, 2008.

2 de Junho de 2016 at 13:36 Deixe um comentário

COMO IDENTIFICAR OS SINAIS E SINTOMAS DO AVE ?

Mateus Dias Antunes

Glaukus Regiani Bueno

Mestrando em Promoção da Saúde – UNICESUMAR

FONTE: Rede Brasil de AVE

FONTE: Rede Brasil de AVE

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) que foi por muitos anos conhecido por “derrame cerebral”, que se caracteriza pela interrupção da irrigação sanguínea das estruturas do encéfalo, portanto ocorre quando o sangue que irriga o cérebro com oxigênio e glicose deixa de atingir a determinada região, acarretando a diminuição da funcionalidade dos neurônios.

Seu início é súbito, podendo ocorrer devido à falta de irrigação sanguínea em um determinado local do cérebro, acarretando morte de tecido cerebral. A determinação do tipo de AVE depende do tipo que originou, sendo Isquêmico ou Hemorrágico. O Isquêmico refere-se a qualquer processo durante o qual um tecido não recebe nutriente, como neste caso o oxigênio, pois ele é essencial para metabolismo das suas células, sendo assim é induzido por oclusão de um vaso ou redução da pressão de perfusão cerebral. Quando acontece uma hemorragia cerebral, é considerado um extravasamento de sangue para fora dos vasos, onde o sangue pode afetar o interior do cérebro e nos espaços cheios de fluídos.

Os sinais de alertas são: confusão mental, dor de cabeça forte sem causa conhecida, dificuldade de enxergar com um ou com ambos os olhos, fraqueza ou dormência no rosto, braços ou pernas, especialmente se isso for de um lado do corpo, dificuldade na fala e ao caminhar, tonturas ou perda de coordenação e equilíbrio. Se perceber esses sinais, vá para o hospital.

Existemalguns fatores de riscos que podem predispor a um AVE, o grupo de riscos modificáveis e os não modificáveis. O grupo de risco não modificáveis destacam-se indivíduos do sexo masculino, baixo peso ao nascimento, historia familiar de ocorrência de AVC e os idosos, ou seja, esses fatores as pessoas não podem mudar, são características próprias. Por outro lado, os fatores de risco modificáveis, estão passiveis de alterações, isso depende do individuo para a tomada de decisão para mudança de estilo de vida, através do controle da hipertensão arterial sistêmica, tabagismo, diabetes mellitus.

Afinal, existe alguma maneira de prevenir o AVE? Estudos apontam que algumas mudanças no estilo de vida auxiliam na prevenção de um episódio de AVE como:

  • Controlar a Hipertensão arterial.
  • Contro
  • lar e monitorar o peso corporal.
  • Realizar uma prática regular de exercício físico.
  • Reduzir o colesterol.
  • Ter uma alimentação saudável e balanceada.
  • Ter uma gravidez saudável.
  • Manter a saúde do coração em dia
  • Não fumar.
  • Evitar bebidas alcoólicas.

PARA SABER MAIS ACESSE:

http://www.abavc.org.br/

http://www.tuasaude.com/sintomas-de-avc-acidente-vascular-cerebral/

 

REFERÊNCIAS:

DALL, Renata; MACHADO, Ariana de Oliveira; PIAZZA, Lisiane; SEGALIN, Willian; SCHIAVINATO, Janaína Cardoso Costa. Identificação dos fatores de risco modificáveis, do grau de comprometimento neurológico e do conhecimento a respeito da doença em pacientes internados com AVE. Conscientiae Saúde, v. 9, n. 2, p. 253-259, 2010.

23 de Maio de 2016 at 8:27 Deixe um comentário

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