Charges e Memes na divulgação Científica

Autora: Camila Sant’anna dos Santos,

doutoranda em Biologia Comparada – PGB UEM.

A universidade possui três pilares de sustentação: pesquisa, ensino e extensão. A extensão é a parte responsável pela divulgação científica, que pode ser feita através de diversos meios e tem como objetivo dar um retorno para a população do que é feito dentro da academia. É importante que a divulgação científica consiga transpor a linguagem especializada das pesquisas para uma linguagem não especializada, com o objetivo de tornar o conteúdo acessível ao maior número de pessoas possível. Dentro das diversas formas de divulgação, como revistas, programas de televisão, feiras acadêmicas, panfletos, aplicativos de celular, filmes e etc, estão as charges e, mais recentemente, os memes.

As charges classicamente são feitas por um desenho único, normalmente representado através de caricaturas, podendo conter ou não legendas ou balões, que são veiculados pela imprensa e tratam de algum conhecimento atual, classicamente com críticas, focando em um ou mais personagens envolvidos.  No exemplo abaixo uma Charge clássica de 1870, envolvendo Charles Darwin e a polêmica da teoria da Evolução, onde o pesquisador é representado com corpo de macaco, num deboche à afirmação de que a espécie humana teria evoluído a partir dos macacos.

Mais comum nas redes sociais do que as charges, os “memes” são muito mais antigos do que imaginamos. O termo foi usado pela primeira vez em 1976 pelo biólogo Richard Dawkins no seu livro “ O gene egoísta” para ilustrar a porção mínima e de rápida replicação da memória, numa analogia ao conceito de gene. Posteriormente o termo foi adotado para identificar imagens simples que se multiplicam rapidamente pela internet. Essas imagens possuem os mesmos pressupostos da charge de tratar de maneira divertida uma crítica a qualquer situação cotidiana, e também pode ser usado como forma de divulgação científica aliando o humor ao conteúdo. Como exemplo, o “meme” abaixo traz uma figura de duas moléculas dos hormônios estrogênio (conhecido como hormônio feminino) e testosterona (hormônio masculino) e faz uma alusão a estabilidade da ligação entre as moléculas que compõem cada uma delas.

No Rio de Janeiro, a Universidade Federal Fluminense criou o primeiro museu de memes do país, que reúne um acervo imenso sobre todos os conteúdos relacionados ao assunto, organizado em categorias para facilitar a pesquisa. O museu, além das exposições também promove debates e grupos de estudo sobre o tema.

 

Para saber mais: http://www.museudememes.com.br

Anúncios

20 de Fevereiro de 2018 at 7:11 Deixe um comentário

Acreditação Hospitalar?

autora

Jovelina Guimaraes Borges Morante

Mestranda – PBF

Você sabe o que um hospital precisa ter para ser considerado como uma instituição que garante a qualidade nos serviços de cuidado ao paciente?

É para isso que existem as certificações de qualidade, que são as avaliações externas que atestam a qualidade nas organizações de serviços de saúde. A acreditação é uma avaliação externa que certifica a qualidade de uma organização ou serviço de saúde, por meio de padrões que fundamentam o mínimo de qualidade aceitável na prestação do cuidado ao paciente.

Quem primeiro se preocupou com a taxa de erros de um hospital foi Ernest Codman, no ano 1913. Ele foi o primeiro profissional de saúde a identificar a necessidade de se avaliar o resultado em saúde, obtido pela prestação de serviços médicos em uma instituição hospitalar. A diversidade de atuação entre os médicos era gritante, enquanto uns eram supercompetentes, outros, não chegavam ao mínimo de competência no exercício da profissão.

Era preciso estabelecer padrões mínimos de qualidade, requisitos para infraestrutura hospitalar e ainda registrar adequadamente as informações sobre a saúde de um paciente. Apesar de óbvio para nossa geração, na época de Codman, a idéia de contestar a competência médica foi repudiada entre os profissionais. Codman frustrado com a falta de entendimento de suas teorias resolve abrir o seu próprio hospital, o The End Result, e nele emprega suas ideias e teorias, como a de divulgar para a sociedade a taxa de erros de seu hospital, desafiando outros a assumirem a mesma postura. Ele queria que a sociedade desenvolvesse censo crítico para avaliar e decidir pelas instituições e profissionais médicos com mais excelência na prestação do cuidado em saúde.

Codman Ernest

Em conjunto a outros médicos simpatizantes de suas teorias, Codman presidiu um dos comitês do American College of Surgeons em 1912 para discutir o que uma instituição precisaria ter no mínimo para ser considerada um hospital com qualidade nos serviços prestados à saúde. Foi assim que nasceu o The Minimum Standard (padrão mínimo), no ano de 1918, para estabelecer os padrões mínimos de qualidade de um hospital.

Após essa iniciativa, os gestores do American of College submeteram o The Minimum Standard aos 692 hospitais existentes no Canadá e Estados Unidos, que voluntariamente aceitaram confrontar seus serviços com os padrões da ACS. E dessa avaliação inicial, apenas 89 hospitais atendiam aos padrões mínimos do American of College. O programa de padronização da reforma hospitalar de Codman foi ganhando espaço e prestígio, à medida que o tempo passava mais hospitais se interessavam a adotar os padrões do The Minimum Standard, para conseguir o certificado emitido pelo American of College que atestava que determinado hospital atendia a padrões mínimos de qualidade. A evolução desse movimento de reforma hospitalar teve seu ápice em 1951, com a fundação da Joint Commission onAccreditation of Hospitals (JCAH), oficialmente criada para credenciar hospitais comprometidos com a melhoria da qualidade nos serviços de saúde. A JCAH foi a primeira metodologia de acreditação em todo o mundo, e realmente veio a influenciar outras nações a fazer o mesmo.

Desde momento em diante, culminou em todo o mundo diversas iniciativas voltadas a melhoria da qualidade nos serviços de saúde, principalmente a nível hospitalar. O Brasil possui metodologia própria de acreditação hospitalar, oficialmente regulada pela ONA – Organização Nacional de Acreditação – que estabelece os padrões de qualidade que uma organização de saúde precisa adotar para garantir a excelência em seus serviços.

A Acreditação é um método de avaliação voluntário, periódico e reservado, que busca garantir a qualidade da assistência por meio de padrões previamente definidos. Constitui, essencialmente, um programa de educação continuada e, jamais, uma forma de fiscalização. (ONA, 2014, p. 13)

No Brasil coexistem diversos modelos de certificação de qualidade para os serviços de saúde a nível hospitalar, no entanto, a metodologia de acreditação é mais específica a esses serviços. Até o momento, um hospital no Brasil não é obrigado a adotar a acreditação para aferir qualidade, mas caso o projeto de Lei 5503/2013 seja aprovado esse cenário terá uma mudança radical, pois o mesmo insere na Lei nº 8080 o art. 39 que vai obrigar organizações hospitalares a obter certificação de qualidade dos seus serviços.

 

REFERÊNCIAS

 

THE JOINT COMISSION. History of The Joint Commission. THE JOINT COMISSION. Disponível em: https://www.jointcommission.org/about_us/history.aspx Acesso em: 05/09/17

WRIGHT, J. R. The American College of Surgeons, Minimum Standardsfor Hospitals, and the Provision of High-QualityLaboratory Services. Arch Pathol Lab Med, Chicago, United States, v. 141. Maio, 2017.

NEUHAUSER, D.  Ernest Amory Codman MD. Qual Saf Health Care, England, v. 11, P: 104-105, 2002.

ONA. Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde. São Paulo: ONA, 2014.

 

 

 

5 de Fevereiro de 2018 at 9:53 Deixe um comentário

FEBRE AMARELA: O QUE EU PRECISO SABER?

Beatriz Cardoso de Freitas e Waylla Albuquerque de Jesus

Biomédicas mestrandas do programa de Pós graduação em Biociências e Fisiopatologia (PBF) da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A Saúde Pública começou 2018 com as atenções voltadas para a febre amarela. Em fevereiro e março deste ano, uma campanha do Ministério da Saúde (MS) nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia promete vacinar 19,7 milhões de pessoas em 76 municípios. O objetivo é evitar a circulação e expansão da presença do vírus. Do total de vacinados, 15 milhões receberão a dose fracionada e outros 4,7 milhões a dose padrão.

Foi registrado desde julho de 2017 até janeiro de 2018, 35 casos de febre amarela no país. Vinte morreram da doença.  A maior incidência está registrada na região sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e Distrito Federal.

Mas afinal, o que é a febre amarela e porque leva ao óbito?

A doença tem esse nome, pois uma das características, além da febre, é a icterícia, ou seja, uma coloração amarelada na pele e olhos, causada pela deposição de bilirrubina 1na pele e nos olhos. Esse pigmento biliar é formado a partir da morte de glóbulos vermelhos presente no sangue. Esse processo sucede, principalmente, nas células do fígado, no entanto não ocorre nas formas mais brandas da doença.

A forma crítica da febre amarela é caracterizada por insuficiência hepática, falência de múltiplos órgãos e hemorragias. Aproximadamente de 20% a 50% das pessoas com a forma grave da doença podem morrer.

Como ocorre a infecção?

A febre amarela é uma doença infecciosa, causada por um vírus (do gênero Flavivirus, família Flaviviridae) transmitido pela picada de mosquitos vetores. A transmissão possui dois ciclos, sendo eles, osilvestrequando há transmissão em área rural ou florestal e o urbano. A maior preocupação ocorre em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.A febre amarela silvestre é transmitida por mosquitos (Haemagogus e o Sabethes) e os macacos são os principais hospedeiros, no entanto o homem pode participar acidentalmente ao adentrar em áreas rurais ou de floresta quando os mosquitos picam macacos contaminados e depois picam os humanos.

Inicialmente, os vírus usam as células dos glânglios linfáticos para a replicação. Depoisse alojam em diversos locais como baço, medula, fígado, rins. Os sintomas iniciais surgem de 3 a 6 dias após a pessoa ter sido infectada.

Uma pessoa com febre amarela pode transmitir a doença a outra?

Não há transmissão direta de pessoa a pessoa, lembrando que ainfecção ocorre pela picada dos mosquitos transmissores infectados. Vale lembrar que o mosquito pode picar uma pessoa infectada e depois picar outra sadia disseminando a doença. Por isso, além do combate ao mosquito, é importante o uso de repelentes em áreas de risco como medidas adicionais.

Quais são os sintomas?

Febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas, vômito, icterícia e hemorragias.

Fases da doença

  • Forma leve – febre e dor de cabeça com duração de dois dias. Geralmente, não há direcionamento para o diagnóstico de febre amarela, exceto quando existe surtos epidemiológicos, epidemias.
  • Forma moderada– O paciente apresenta, por dois a quatro dias, sinais e sintomas de febre, dor de cabeça, dor muscular e dor articular, congestão conjuntival (olhos vermelhos), náuseas, astenia (fraqueza) e alguns fenômenos hemorrágicos como hemorragia nasal. Pode haver subicterícia, que seria uma cor levemente amarelada na pele e mucosas.
  • Forma grave –após 5 a 6 dias de período de incubação2, o início dos sintomas é abrupto e perdura por 4-5 dias com febre alta, acompanhada do sinal de Faget (diminuição da pulsação), dor de cabeça intensa, dor muscular acentuada, icterícia, hemorragia nasal e gastro-intestinal e dores abdominais. A letalidade é alta, em torno de 50%; entretanto, os sintomas podem involuir em uma semana.

Como é feito o tratamento?

Não há um tratamento específico. É recomendado ao paciente permanecer em repouso. Em casos de perdas sanguíneas, é necessário a reposição de líquidos. As complicações devem ser atendidas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Devem ser evitados medicamentos que favoreçam o surgimento de hemorragias como o AAS e Aspirina.

Existe prevenção para a febre amarela?

Sim, através da vacina.A vacina de dose padrão confere imunidade eficaz dentro de 30 dias para 99% das pessoas imunizadase é recomendada para as pessoas a partir de 9 meses de e menos de 60 anos de idade que residem em áreas com recomendação da vacina contra febre amarela e para aquelas que vão viajar para essas áreas. As pessoas acima de 60 anos podem receber a vacina, desde que haja  indicação médica.

O esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida foi adotada a partir de 2017, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).É ofertada nos municípios e há recomendação de vacinação para quem reside nos seguintes estados:

Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O Brasil terá, entre fevereiro e março de 2018, uma campanha de vacinação, porém com doses fracionadas. O objetivo do fracionamento é conseguir atender a um número maior de pessoas. De acordo com o Instituto Bio-Manguinhos, da Fiocruz, que produz a vacina no Brasil, a dose fracionada pode proteger as pessoas por até oito anos.

 

Vou viajar para fora do País, devo tomar a vacina?

A vacinação deve ser feita ao menos dez dias antes da viagem.

O vírus da febre amarela é considerado endêmico em áreas tropicais do continente africano e nas Américas Central e do Sul. A OMS recomenda que seja tomada uma dose padrão da vacina, o que é suficiente para garantir imunidade e proteção para toda a vida.

 

Área de risco

As áreas de risco são os locais de matas das seguintes regiões: os estados da Região Norte e Centro-Oeste, parte da Região Nordeste (Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e sul da Bahia), Região Sudeste (Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo) e Região Sul (oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

Mitos sobre a Doença

Os macacos não são transmissores de febre amarela.

Não são apenas os homens que adquirem a doença, o macaco também.

1Bilirrubina: É uma substância amarelada encontrada na bile. Permanece no plasma sanguíneo até a sua eliminação. Excesso de bilirrubina pode indicar problemas no fígado, baço, rins e vesícula biliar. Forma-se a partir da degradação das células do sangue e normalmente não se acumula, sendo eliminada diariamente pelas fezes.

2Incubação: é o tempo decorrido entre a exposição de um animal a um organismo patogénico e a manifestação dos primeiros sintomas da doença.

Saiba mais em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/febreamarela/profissionais.php

                        http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela

https://sbim.org.br/images/files/sbi-famarela-saude.pdf

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-42709363

30 de Janeiro de 2018 at 7:39 Deixe um comentário

Construa Uma Boa Palestra para a Divulgação do Conhecimento Científico

AUTORA
Katia Farias Vitali – Mestranda PGB

Todos nós do meio acadêmico vivemos na busca pela atenção das pessoas, para que possamos divulgar e democratizar o acessoao conhecimento científico que produzimos para outras pessoas, além dos nossos colegas de classe que entendem o que estamos fazendo no laboratório.

Realizar palestras é um meio eficaz para atingirmos um grande número de pessoas ocupando pouco do seu tempo e que não necessita de uma grande infraestrutura. Podemos palestrar sobre nossas descobertas na sala de casa com os parentes, na fila do mercado, em qualquer lugar onde consigamos a atenção das pessoas. Mas, como conseguir tal façanha?

Aqui vão algumas dicas:

  • Anote todas as suas ideias de como interagir com o publico sobre seu assunto;
  • Crie mapas conceituais e mentais para atingir pontos específicos;
  • Estude seu publico, qual linguagem usar, idade e nível escolar;
  • Enfatize os ganhos do publico acerca do assunto explanado;
  • Planeje quais recursos usar de acordo com seus objetivos e com o publico;
  • Treine sua apresentação;
  • Peça a opinião do publico após a palestra para melhorias.

Lembre-se também de dinamizar sua palestra. Interaja com a galera, faça perguntas, induza o publico a pensar. Você pode usar narrativas (humanos amam histórias)ou exemplos (desde que não seja ninguém da plateia). O tipo da linguagem, formal ou informal, deve estar de acordo com o publico, os recursos utilizados também (idosos podem ter dificuldade em acompanhar slides).

Estude bastante para ter confiança e se livrar de conceitos errados e boa palestra!

 

Referencias:

http://serpalestrante.com.br/como-montar-uma-palestra-matadora-em-9-passos/ acesso em 27/06/2017.

http://exame.abril.com.br/carreira/6-truques-para-reter-a-atencao-da-plateia-numa-apresentacao/ acesso em 17/08/2017.

 

16 de Janeiro de 2018 at 13:25 Deixe um comentário

SÍFILIS, A DST QUE ATINGE GRANDE PARTE DA POPULAÇÃO!

autora

Jessica Naiara Gimenez Noronha – Mestranda do PBF

Causada pela Bactéria Treponema Pallidum, a sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) que atinge uma grande parte da população, é uma doença conhecida popularmente como cancro duro, pela formação de úlceras com as bordas endurecidas nos primeiros sintomas da doença. A sífilis é transmitida através de sexo sem camisinha, beijio, transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê na gestação ou no parto (sífilis congênita).

A sífilis apresenta diferentes estágios e sintomas, atingindo tanto órgãos sexuais como outras partes do corpo. O primeiro estágio da doença é conhecida como sífilis primaria, onde aparecem feridas indolores algumas semanas após o contagio, nem sempre são visíveis, principalmente se estiverem localizadas no colo do útero. Após algumas semanas essas feridas desaparecem, mas ela continua transmitindo a doença.

O segundo estágio da sífilis ocorre em até oito semanas após o aparecimento das feridas, e é conhecida como sífilis secundária, ela começa a se espalhar do sangue para a pele, fígado, articulações, nódulos linfáticos, músculo e cérebro. Nessa fase além do paciente apresentar manchas isoladas com contorno circular ou oval de cor rosada principalmente no tronco, membros, palma das mãos e pés, também apresenta sintomas de um pequeno resfriado, como febre, dores musculares, dor na cabeça, dor na garganta com dificuldade de engolir e íngua nas axilas ou em outras regiões do corpo. Nessa fase se o individuo ainda não procurar o tratamento para a sífilis, os sintomas desaparecem novamente.

Na terceira fase chamada de sífilis terciária, pode demorar anos para se manifestar, mas quando o indivíduo começa a apresentar sintomas, eles já são severos, pois a doença ataca o sistema cardiovascular (coração), fígado, nervos, ossos, vasos sanguíneos e articulações, levando a problemas como infarto, falência do coração, rompimento dos vasos, granulomas e doenças neurológicas.

Ainda há mais uma fase da sífilis chamada congênita que é transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou parto, nem sempre os bebês apresentaram sintomas ou nascem infectados, mas se houver a infecção eles podem nascer apresentando rachaduras nos pés e nas mãose algumas manchinhas róseas pelo corpo, com a possibilidade de desenvolver cegueira ou surdez, problemas mentais, queda dos cabelos e alterações nas unhas e Dentes.

A sífilis hoje é uma doença que tem tratamento que leva a cura do paciente quando realizado com dedicação, por isso a importância de se realizar o diagnostico em algum órgão de saúde precocemente, isso inclui mães em fase de pré-natal, pois com o tratamento adequado a chance de se ter sífilis congênitas são baixas.

Para saber mais acesse: https://www.tuasaude.com/sifilis/

11 de Janeiro de 2018 at 9:15 Deixe um comentário

Fungos e bactérias!!! Benéficos ou maléficos?

Produzido por: Angela Aparecida da Silva

Muitos de nós achamos que fungos e bactérias são responsáveis apenas por ocasionar doenças e deteriorar alimentos. No entanto, isto não é bem verdade. Fungos e bactérias possuem uma enorme importância no ambiente e em nossas vidas. Eles são responsáveis pela degradação e ciclagem da matéria orgânica, além de produzir uma grande variedade de produtos e subprodutos que utilizamos diretamente ou indiretamente.

Com o desenvolvimento biotecnológico, ouve um grande avanço na utilização de microrganismos na produção industrial, com aplicação em diversos setores.

Na indústria podemos encontrar produtos produzidos por microrganismos como o glicerol, a acetona, aminoácidos, antibióticos, ácido cítrico, enzimas, metanol, etanol, vinagre, polímeros, combustíveis, produtos agropecuários, vitaminas, produtos farmacêuticos, produtos alimentares entre outros.

Na indústria alimentar fungos e bactérias, são responsáveis pela produção de uma enorme variedade de alimentos. Dentre eles podemos destacar alimentos e produtos derivados de laticínios, produtos de carne e peixe, produtos de plantas, pães, cerveja e vinho, bebidas destiladas entre outros (Tabela 2).

 

ALIMENTO E/OU PRODUTO MICRORGANISMO
Queijos (maturados) Steptococcus spp., Leuconostoc spp.
Kefir Streptococcus lactis, Lactobacillus bulgaricus, Candida spp.
Iogurte S. thermophilus, L. bulgaricus
Presuntos curados Aspergillus, Penicillium spp.
Salsichas Pediococcus cerevisiae
Cacau (chocolate) Candida krusei, Geotrichum spp.
Azeitonas Leuconostoc mesenteroides, Lactobacillus plantarum
Bolos, pães e outros Saccharomyces cerevisiae
Bebidas (cerveja, saquê, vinho, espumante, conhaque, uísque) Saccharomyces cerevisiae

 

Com o desenvolvimento da biotecnologia e da engenharia genética muitos novos produtos podem ser desenvolvidos trazendo grande benefício em nossas vidas. Portanto, os microrganismos como fungos e bactérias são essenciais para a sobrevivência da humanidade.

Saiba mais:

– Sociedade Brasileira de Microbiologia. Disponível em: http://sbmicrobiologia.org.br/areas/microbiologia-industrial-e-biotecnologia/

18 de Dezembro de 2017 at 13:34 Deixe um comentário

Zika no país das maravilhas

Vanessa Augusto

Pós Graduanda do Programa de Biociências e Fisiopatologia (PBF) – UEM

Você certamente já ouviu falar sobre o Zika vírus certo? Esse vírus pertence a família Flaviviridae que é a mesma família do vírus da dengue e da febre amarela podendo ser transmitido por mosquitos do gênero Aedes como o Aedes aegypti por exemplo. Seu nome tem origem da floresta Zika na Uganda (África) que foi o local onde esse vírus foi isolado pela primeira vez em 1947. Os principais sintomas são muito semelhantes ao causado por outros vírus como o vírus da dengue, no entanto, pode causar complicações mais sérias como a microcefalia e síndrome de Guillain-Barré.   Mas como esse vírus pode ser diagnosticado?

Para responder essa pergunta vamos pensar primeiro sobre os anticorpos. Como eles podem nos ajudar a diagnosticar quando temos uma infecção por Zika vírus? Essas pequenas moléculas também chamadas de imunoglobulinas (Ig) são sintetizadas pelos linfócitos B, estão   presentes no nosso sangue e tem como função basicamente reconhecer e neutralizar os antígenos ou microorganismos estranhos. Eles funcionam como se fossem uma “fechadura inteligente”: quando as bactérias e vírus estranhos entram no nosso corpo eles funcionam como as“chaves” que se ligam de forma específica a essas “fechaduras inteligentes”.  E por que elas são “inteligentes”? Por que essas moléculas reconhecem estruturas específicas presentes no antígeno. Dessa forma, se o Zika vírus encontrar uma dessas “fechaduras” várias reações são desencadeadas permitindo a ligação do anticorpo e consequentemente a detecção do vírus. Esse tipo de diagnóstico é conhecido como diagnóstico sorológico.

Atualmente , existem vários kits de diagnóstico sorológico para o Zika vírus aprovado pela ANVISA (Agência de Vigilância Sanitária) que detectam anticorpos ou antígenos (proteínas específicas do vírus). As principais classes de anticorpos detectadas são IgG e IgM principalmente. A Imunoglobulina M é a que causa a resposta inicial ao vírus e por isso pode ser detectada logo após a infecção, no entanto, seus níveis caem muito rápido. Já a imunoglobulina G demora mais para reconhecer o vírus, portanto somente alguns dias após a infecção é possível detectar sua presença. Nesses casos, esses testes se baseiam no princípio que um nível mínimo de anticorpo reage com o antígeno e forma os imunocomplexos possíveis de serem detectados. Dos antígenos, a principal proteína do vírus utilizada para os testes é a proteína NS1 (não estrutural).Agoravocê já sabe como os anticorpos ou imunoglobulinas podem nos ajudar no diagnóstico do Zika vírus. Não é incrível o quanto a ciência e os cientistas podem evoluir e ajudar a todos nós?

Saiba mais:

1- https://consultas.anvisa.gov.br/#/saude/q/?nomeTecnico=Zika

2- http://www.who.int/mediacentre/factsheets/zika/pt/

3- Calvet GA, Santos FBd, Sequeira PC. Zika virus infection: epidemiology, clinical manifestations and diagnosis. Curr Opin Infect Dis; 2016:459–66

 

11 de Dezembro de 2017 at 7:58 Deixe um comentário

Artigos Mais Antigos Artigos mais recentes


Site do MUDI

Arquivo