CONHECENDO A INCONTINÊNCIA URINÁRIA: O QUE É, QUAIS SEUS SINTOMAS E COMO TRATAR

Carolina Miqueleto Santoro1

Carmem Patrícia Barbosa2

1Acadêmica do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá-PR, Brasil.

2Fisioterapeuta e Professora Doutora do Departamento de Ciências Morfológicas (Área de Concentração: Anatomia Humana) da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Você já parou pra pensar sobre incontinência urinária? Você sabe o que ela realmente é e como é possível preveni-la? Será que ela tem tratamento? Pois bem…acho que está na hora de falarmos mais abertamente sobre este assunto, não acha?!

A incontinência urinária é caracterizada como qualquer perda involuntária de urina. Esta doença tem sido apontada como a epidemia do século XXI, pois sua incidência é altíssima e gera graves consequências psicofisiológicas para seus portadores. Estudos demonstram que ela afeta principalmente mulheres, de forma que cerca de 50% da população feminina poderá ser afetada por esta disfunção em algum momento da vida.

Existem vários tipos de incontinência urinária como, por exemplo, a de esforço, a de urgência e a mista. Na incontinência urinária de esforço, a perda de urina ocorre durante a realização de algum esforço físico que aumente a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, pular, correr ou rir intensamente. Por outro lado, enquanto na incontinência de urgência a perda de urina ocorre sempre que a pessoa tem uma vontade muito forte e inadiável de urinar, na mista a perda de urina pode acontecer por uma combinação dos fatores citados anteriormente.

Algumas situações podem causar este transtorno como, por exemplo, múltiplos partos vaginais (normais), algumas cirurgias pélvicas, traumas na região pélvica, assim como o envelhecimento, a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo e a menopausa. Dados da Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica (2013) apontam um aumento de 25% na incidência de incontinência urinária após a menopausa.Apesar disso, apenas uma em cada quatro mulheres com esta doença buscam ajuda de um profissional especializado e, para piorar, guardam segredo por constrangimento e vergonha da situação.

O diagnóstico é feito por exames clínicos e testes especiais realizados por profissionais habilitados. O tratamento varia conforme o tipo de incontinência, mas de maneira geral, a fisioterapia uroginecológica tem sido um método não invasivo que fortalece os músculos do assoalho pélvico e reduz a incontinência urinária. Outras técnicas que podem ser usadas são a reeducação pélvica perineal,os exercícios de Kegel,o biofeedback, o uso de cones vaginais, a eletroestimulação, a terapia manual para reeducação e propriocepção, a massagem perineal e as técnicas hipopressivas.

Vale a pena dizer que por meio das inúmeras formas de tratamento é possível não só prevenir e tratar a incontinência urinária, mas também outras disfunções relacionadas ao assoalho pélvico. Além disso, é de extrema importância cuidar da saúde pélvica e buscar informações sobre as doenças que podem afetá-la, sem nenhum tipo de vergonha ou constrangimento, mesmo que os sintomas pareçam simples ou insignificantes.Inclusive, no dia 14 de março é comemorado o Dia Internacional da Incontinência Urinária do qual a Sociedade Brasileira de Urologia participa ativamente. Portanto, a atitude mais adequada a ser tomada é informar seu médico sobre qualquer sintoma para que este profissional o oriente quanto aos passos seguintes.

 

PORTANTO, NÃO SE CONSTRANJA. INFORME-SE E PASSE INFORMAÇÕES IMPORTANTES ÀS PESSOAS A QUEM VOCÊ QUER BEM!!!

REFERÊNCIAS

Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica [homepage na Internet]. Incontinência Urinária. Disponível em: http://www.abfp.org.br/incontinencia-urinaria.

BOTELHO F, SILVA C, CRUZ F. Incontinência urinária feminina. Acta Urológica. 2007; 24(1): 79-82.

NORTON P, BRUBAKER L. Urinary incontinence in women. Lancet. 2006 07 de janeiro; 367(9504): 57-67.

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26 de Março de 2018 at 11:33 Deixe um comentário

Hipátia de Alexandria: inspiradora da matemática, filosofia e astronomia

Nathália Cristina Gonzalez Ribeiro

Bióloga – Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Biologia Comparada – UEM

Entre os anos 370 e 415 d.C, viveu na antiga e famosa cidade de Alexandria, no Egito, uma mulher à frente de seu tempo: Hipátia, filha do matemático e astrônomo Theon, considerada por muitos historiadores como a primeira matemática, filósofa e astrônoma de que se tem notícia.

Em um período onde não era comum mulheres dedicarem-se aos estudos, Hipátia destinou toda a sua vida aos estudos e ao trabalho, tendo lecionado matemática, astronomia, e as filosofias de Pitágoras, Platão e Aristóteles no Mouseion de Alexandria, a principal instituição cultural do mundo na antiguidade.

Na época, ficou conhecida como a mais avançada pensadora e interessava-se por desvendar os até então segredos do sistema solar, tendo contribuído fortemente para os esclarecimentos sobre o movimento elíptico da Terra ao redor do Sol, tema polêmico para aquela sociedade.

Apesar do desenvolvimento intelectual e cultural de Alexandria, grande parte da população vivia imersa em conflitos religiosos e políticos. Fanáticos cristãos, judeus e pagãos realizavam constantemente confrontos violentos e esforçavam-se para influenciar as decisões políticas. Em meio a esse cenário, Hipátia, devota apenas da filosofia, contrariava tais interesses, pois, além de não ser seguidora de nenhuma religião, o prefeito, seu ex-aluno, tinha-a como conselheira.

Hipátia, interpretada por Rachel Weisz no filme Alexandria

Tendo recusado-se a converter-se ao cristianismo, Hipátia passou a ser considerada uma “bruxa”. Foi perseguida por ser pagã, culta, amada, influente e mulher, e brutalmente assassinada no interior de uma igreja.

Pouco de seus trabalhos escritos foi preservado, mas sua história foi redescoberta e está preservada em muitos textos e no filme espanhol Alexandria (Ágora), de 2009.

 

Para saber mais:

http://animamundhy.com.br/blog/filosofa-astronoma-matematica-historia-hypatia-alexandria-mulheres-pioneiras

https://www.infoescola.com/biografias/hipatia/

https://rainhastragicas.com/2017/03/07/hipatia-de-alexandria/

13 de Março de 2018 at 10:40 Deixe um comentário

Inteligência Artificial (IA) versus Filme transcendente

Autor: Fabricio Morelli

Biomédico. Mestre em Biociências e Fisiopatologia, Universidade Estadual de Maringá.

A inteligência artificial (IA) é considerada como a “quarta revolução industrial” pelo professor Alberto Ferreira de Souza*, essa tecnologia veio para ficar, e hoje em dia somente se discute como avançar nesses aspectos e não mais se ela só é uma tendência, assim como também acorreu nas outras três revoluções industriais. IA é um ramo de pesquisa da ciência da computação que se propõe a desenvolver mecanismos e dispositivos tecnológicos que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas, enfim, a capacidade de ser inteligente. Os avanços desenvolvidos na área não querem permitir que a máquina decida tudo por nós, mas sim que ela consiga destacar o que é mais relevante para nós ao invés de perdemos horas em cima de coisas que não são do nosso interesse.

O transcendente mostra uma visão futurista sobre o assunto, mas algumas ideias do filme que foi lançado em 2014, é uma realidade e outras se tornarão realidade em um curto espaço de tempo. É o caso em uma cena da longa-metragem, a máquina ajuda a polícia a encontrar alguns extremistas que participaram da morte do Dr. Will Caster, através de câmeras. Essa tecnologia já está presente em alguns aeroportos e em grandes centros, onde o reconhecimento facial é utilizado. No vídeo aborda uma transferência de todo o conhecimento que existe na memória do Dr. Will Caster (interpretado por Johnny Depp) para uma máquina que a cada dia se torna mais forte e consciente, realizando descobertas pela ciência, tecnologia e desenvolvimento. De certa forma ele tenta melhorar o mundo, mas a população acaba ficando com medo de se tornarem refém da IA e acabam destruindo a máquina. IA está aí para ser usada, querendo ou não é uma tecnologia estará a serviço da população, existe o lado bom ou ruim, cabe a cada um saber viver em harmonia com os avanços tecnológicos. O mundo está em constante mudança, a população levando uma vida mais acelerada e a tecnologia vem para facilitar a nossa vida.

Leia mais sobre o assunto:

Smart Reads – Inteligência Artificial: Compreender em que consiste a I.A. e o que implica a aprendizagem das máquinas. 2017.

Filme: Transcendece:  A Revolução

*Professor Alberto Ferreira de Souza: Professor em Ciência da Computação e Coordenador do Laboratório de Computação de Alto Desempenho (LCAD – Laboratório de Computação de alto desempenho) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

26 de Fevereiro de 2018 at 8:31 Deixe um comentário

Charges e Memes na divulgação Científica

Autora: Camila Sant’anna dos Santos,

doutoranda em Biologia Comparada – PGB UEM.

A universidade possui três pilares de sustentação: pesquisa, ensino e extensão. A extensão é a parte responsável pela divulgação científica, que pode ser feita através de diversos meios e tem como objetivo dar um retorno para a população do que é feito dentro da academia. É importante que a divulgação científica consiga transpor a linguagem especializada das pesquisas para uma linguagem não especializada, com o objetivo de tornar o conteúdo acessível ao maior número de pessoas possível. Dentro das diversas formas de divulgação, como revistas, programas de televisão, feiras acadêmicas, panfletos, aplicativos de celular, filmes e etc, estão as charges e, mais recentemente, os memes.

As charges classicamente são feitas por um desenho único, normalmente representado através de caricaturas, podendo conter ou não legendas ou balões, que são veiculados pela imprensa e tratam de algum conhecimento atual, classicamente com críticas, focando em um ou mais personagens envolvidos.  No exemplo abaixo uma Charge clássica de 1870, envolvendo Charles Darwin e a polêmica da teoria da Evolução, onde o pesquisador é representado com corpo de macaco, num deboche à afirmação de que a espécie humana teria evoluído a partir dos macacos.

Mais comum nas redes sociais do que as charges, os “memes” são muito mais antigos do que imaginamos. O termo foi usado pela primeira vez em 1976 pelo biólogo Richard Dawkins no seu livro “ O gene egoísta” para ilustrar a porção mínima e de rápida replicação da memória, numa analogia ao conceito de gene. Posteriormente o termo foi adotado para identificar imagens simples que se multiplicam rapidamente pela internet. Essas imagens possuem os mesmos pressupostos da charge de tratar de maneira divertida uma crítica a qualquer situação cotidiana, e também pode ser usado como forma de divulgação científica aliando o humor ao conteúdo. Como exemplo, o “meme” abaixo traz uma figura de duas moléculas dos hormônios estrogênio (conhecido como hormônio feminino) e testosterona (hormônio masculino) e faz uma alusão a estabilidade da ligação entre as moléculas que compõem cada uma delas.

No Rio de Janeiro, a Universidade Federal Fluminense criou o primeiro museu de memes do país, que reúne um acervo imenso sobre todos os conteúdos relacionados ao assunto, organizado em categorias para facilitar a pesquisa. O museu, além das exposições também promove debates e grupos de estudo sobre o tema.

 

Para saber mais: http://www.museudememes.com.br

20 de Fevereiro de 2018 at 7:11 Deixe um comentário

Acreditação Hospitalar?

autora

Jovelina Guimaraes Borges Morante

Mestranda – PBF

Você sabe o que um hospital precisa ter para ser considerado como uma instituição que garante a qualidade nos serviços de cuidado ao paciente?

É para isso que existem as certificações de qualidade, que são as avaliações externas que atestam a qualidade nas organizações de serviços de saúde. A acreditação é uma avaliação externa que certifica a qualidade de uma organização ou serviço de saúde, por meio de padrões que fundamentam o mínimo de qualidade aceitável na prestação do cuidado ao paciente.

Quem primeiro se preocupou com a taxa de erros de um hospital foi Ernest Codman, no ano 1913. Ele foi o primeiro profissional de saúde a identificar a necessidade de se avaliar o resultado em saúde, obtido pela prestação de serviços médicos em uma instituição hospitalar. A diversidade de atuação entre os médicos era gritante, enquanto uns eram supercompetentes, outros, não chegavam ao mínimo de competência no exercício da profissão.

Era preciso estabelecer padrões mínimos de qualidade, requisitos para infraestrutura hospitalar e ainda registrar adequadamente as informações sobre a saúde de um paciente. Apesar de óbvio para nossa geração, na época de Codman, a idéia de contestar a competência médica foi repudiada entre os profissionais. Codman frustrado com a falta de entendimento de suas teorias resolve abrir o seu próprio hospital, o The End Result, e nele emprega suas ideias e teorias, como a de divulgar para a sociedade a taxa de erros de seu hospital, desafiando outros a assumirem a mesma postura. Ele queria que a sociedade desenvolvesse censo crítico para avaliar e decidir pelas instituições e profissionais médicos com mais excelência na prestação do cuidado em saúde.

Codman Ernest

Em conjunto a outros médicos simpatizantes de suas teorias, Codman presidiu um dos comitês do American College of Surgeons em 1912 para discutir o que uma instituição precisaria ter no mínimo para ser considerada um hospital com qualidade nos serviços prestados à saúde. Foi assim que nasceu o The Minimum Standard (padrão mínimo), no ano de 1918, para estabelecer os padrões mínimos de qualidade de um hospital.

Após essa iniciativa, os gestores do American of College submeteram o The Minimum Standard aos 692 hospitais existentes no Canadá e Estados Unidos, que voluntariamente aceitaram confrontar seus serviços com os padrões da ACS. E dessa avaliação inicial, apenas 89 hospitais atendiam aos padrões mínimos do American of College. O programa de padronização da reforma hospitalar de Codman foi ganhando espaço e prestígio, à medida que o tempo passava mais hospitais se interessavam a adotar os padrões do The Minimum Standard, para conseguir o certificado emitido pelo American of College que atestava que determinado hospital atendia a padrões mínimos de qualidade. A evolução desse movimento de reforma hospitalar teve seu ápice em 1951, com a fundação da Joint Commission onAccreditation of Hospitals (JCAH), oficialmente criada para credenciar hospitais comprometidos com a melhoria da qualidade nos serviços de saúde. A JCAH foi a primeira metodologia de acreditação em todo o mundo, e realmente veio a influenciar outras nações a fazer o mesmo.

Desde momento em diante, culminou em todo o mundo diversas iniciativas voltadas a melhoria da qualidade nos serviços de saúde, principalmente a nível hospitalar. O Brasil possui metodologia própria de acreditação hospitalar, oficialmente regulada pela ONA – Organização Nacional de Acreditação – que estabelece os padrões de qualidade que uma organização de saúde precisa adotar para garantir a excelência em seus serviços.

A Acreditação é um método de avaliação voluntário, periódico e reservado, que busca garantir a qualidade da assistência por meio de padrões previamente definidos. Constitui, essencialmente, um programa de educação continuada e, jamais, uma forma de fiscalização. (ONA, 2014, p. 13)

No Brasil coexistem diversos modelos de certificação de qualidade para os serviços de saúde a nível hospitalar, no entanto, a metodologia de acreditação é mais específica a esses serviços. Até o momento, um hospital no Brasil não é obrigado a adotar a acreditação para aferir qualidade, mas caso o projeto de Lei 5503/2013 seja aprovado esse cenário terá uma mudança radical, pois o mesmo insere na Lei nº 8080 o art. 39 que vai obrigar organizações hospitalares a obter certificação de qualidade dos seus serviços.

 

REFERÊNCIAS

 

THE JOINT COMISSION. History of The Joint Commission. THE JOINT COMISSION. Disponível em: https://www.jointcommission.org/about_us/history.aspx Acesso em: 05/09/17

WRIGHT, J. R. The American College of Surgeons, Minimum Standardsfor Hospitals, and the Provision of High-QualityLaboratory Services. Arch Pathol Lab Med, Chicago, United States, v. 141. Maio, 2017.

NEUHAUSER, D.  Ernest Amory Codman MD. Qual Saf Health Care, England, v. 11, P: 104-105, 2002.

ONA. Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde. São Paulo: ONA, 2014.

 

 

 

5 de Fevereiro de 2018 at 9:53 Deixe um comentário

FEBRE AMARELA: O QUE EU PRECISO SABER?

Beatriz Cardoso de Freitas e Waylla Albuquerque de Jesus

Biomédicas mestrandas do programa de Pós graduação em Biociências e Fisiopatologia (PBF) da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A Saúde Pública começou 2018 com as atenções voltadas para a febre amarela. Em fevereiro e março deste ano, uma campanha do Ministério da Saúde (MS) nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia promete vacinar 19,7 milhões de pessoas em 76 municípios. O objetivo é evitar a circulação e expansão da presença do vírus. Do total de vacinados, 15 milhões receberão a dose fracionada e outros 4,7 milhões a dose padrão.

Foi registrado desde julho de 2017 até janeiro de 2018, 35 casos de febre amarela no país. Vinte morreram da doença.  A maior incidência está registrada na região sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e Distrito Federal.

Mas afinal, o que é a febre amarela e porque leva ao óbito?

A doença tem esse nome, pois uma das características, além da febre, é a icterícia, ou seja, uma coloração amarelada na pele e olhos, causada pela deposição de bilirrubina 1na pele e nos olhos. Esse pigmento biliar é formado a partir da morte de glóbulos vermelhos presente no sangue. Esse processo sucede, principalmente, nas células do fígado, no entanto não ocorre nas formas mais brandas da doença.

A forma crítica da febre amarela é caracterizada por insuficiência hepática, falência de múltiplos órgãos e hemorragias. Aproximadamente de 20% a 50% das pessoas com a forma grave da doença podem morrer.

Como ocorre a infecção?

A febre amarela é uma doença infecciosa, causada por um vírus (do gênero Flavivirus, família Flaviviridae) transmitido pela picada de mosquitos vetores. A transmissão possui dois ciclos, sendo eles, osilvestrequando há transmissão em área rural ou florestal e o urbano. A maior preocupação ocorre em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.A febre amarela silvestre é transmitida por mosquitos (Haemagogus e o Sabethes) e os macacos são os principais hospedeiros, no entanto o homem pode participar acidentalmente ao adentrar em áreas rurais ou de floresta quando os mosquitos picam macacos contaminados e depois picam os humanos.

Inicialmente, os vírus usam as células dos glânglios linfáticos para a replicação. Depoisse alojam em diversos locais como baço, medula, fígado, rins. Os sintomas iniciais surgem de 3 a 6 dias após a pessoa ter sido infectada.

Uma pessoa com febre amarela pode transmitir a doença a outra?

Não há transmissão direta de pessoa a pessoa, lembrando que ainfecção ocorre pela picada dos mosquitos transmissores infectados. Vale lembrar que o mosquito pode picar uma pessoa infectada e depois picar outra sadia disseminando a doença. Por isso, além do combate ao mosquito, é importante o uso de repelentes em áreas de risco como medidas adicionais.

Quais são os sintomas?

Febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas, vômito, icterícia e hemorragias.

Fases da doença

  • Forma leve – febre e dor de cabeça com duração de dois dias. Geralmente, não há direcionamento para o diagnóstico de febre amarela, exceto quando existe surtos epidemiológicos, epidemias.
  • Forma moderada– O paciente apresenta, por dois a quatro dias, sinais e sintomas de febre, dor de cabeça, dor muscular e dor articular, congestão conjuntival (olhos vermelhos), náuseas, astenia (fraqueza) e alguns fenômenos hemorrágicos como hemorragia nasal. Pode haver subicterícia, que seria uma cor levemente amarelada na pele e mucosas.
  • Forma grave –após 5 a 6 dias de período de incubação2, o início dos sintomas é abrupto e perdura por 4-5 dias com febre alta, acompanhada do sinal de Faget (diminuição da pulsação), dor de cabeça intensa, dor muscular acentuada, icterícia, hemorragia nasal e gastro-intestinal e dores abdominais. A letalidade é alta, em torno de 50%; entretanto, os sintomas podem involuir em uma semana.

Como é feito o tratamento?

Não há um tratamento específico. É recomendado ao paciente permanecer em repouso. Em casos de perdas sanguíneas, é necessário a reposição de líquidos. As complicações devem ser atendidas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Devem ser evitados medicamentos que favoreçam o surgimento de hemorragias como o AAS e Aspirina.

Existe prevenção para a febre amarela?

Sim, através da vacina.A vacina de dose padrão confere imunidade eficaz dentro de 30 dias para 99% das pessoas imunizadase é recomendada para as pessoas a partir de 9 meses de e menos de 60 anos de idade que residem em áreas com recomendação da vacina contra febre amarela e para aquelas que vão viajar para essas áreas. As pessoas acima de 60 anos podem receber a vacina, desde que haja  indicação médica.

O esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida foi adotada a partir de 2017, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).É ofertada nos municípios e há recomendação de vacinação para quem reside nos seguintes estados:

Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O Brasil terá, entre fevereiro e março de 2018, uma campanha de vacinação, porém com doses fracionadas. O objetivo do fracionamento é conseguir atender a um número maior de pessoas. De acordo com o Instituto Bio-Manguinhos, da Fiocruz, que produz a vacina no Brasil, a dose fracionada pode proteger as pessoas por até oito anos.

 

Vou viajar para fora do País, devo tomar a vacina?

A vacinação deve ser feita ao menos dez dias antes da viagem.

O vírus da febre amarela é considerado endêmico em áreas tropicais do continente africano e nas Américas Central e do Sul. A OMS recomenda que seja tomada uma dose padrão da vacina, o que é suficiente para garantir imunidade e proteção para toda a vida.

 

Área de risco

As áreas de risco são os locais de matas das seguintes regiões: os estados da Região Norte e Centro-Oeste, parte da Região Nordeste (Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e sul da Bahia), Região Sudeste (Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo) e Região Sul (oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

Mitos sobre a Doença

Os macacos não são transmissores de febre amarela.

Não são apenas os homens que adquirem a doença, o macaco também.

1Bilirrubina: É uma substância amarelada encontrada na bile. Permanece no plasma sanguíneo até a sua eliminação. Excesso de bilirrubina pode indicar problemas no fígado, baço, rins e vesícula biliar. Forma-se a partir da degradação das células do sangue e normalmente não se acumula, sendo eliminada diariamente pelas fezes.

2Incubação: é o tempo decorrido entre a exposição de um animal a um organismo patogénico e a manifestação dos primeiros sintomas da doença.

Saiba mais em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/febreamarela/profissionais.php

                        http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela

https://sbim.org.br/images/files/sbi-famarela-saude.pdf

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-42709363

30 de Janeiro de 2018 at 7:39 Deixe um comentário

Construa Uma Boa Palestra para a Divulgação do Conhecimento Científico

AUTORA
Katia Farias Vitali – Mestranda PGB

Todos nós do meio acadêmico vivemos na busca pela atenção das pessoas, para que possamos divulgar e democratizar o acessoao conhecimento científico que produzimos para outras pessoas, além dos nossos colegas de classe que entendem o que estamos fazendo no laboratório.

Realizar palestras é um meio eficaz para atingirmos um grande número de pessoas ocupando pouco do seu tempo e que não necessita de uma grande infraestrutura. Podemos palestrar sobre nossas descobertas na sala de casa com os parentes, na fila do mercado, em qualquer lugar onde consigamos a atenção das pessoas. Mas, como conseguir tal façanha?

Aqui vão algumas dicas:

  • Anote todas as suas ideias de como interagir com o publico sobre seu assunto;
  • Crie mapas conceituais e mentais para atingir pontos específicos;
  • Estude seu publico, qual linguagem usar, idade e nível escolar;
  • Enfatize os ganhos do publico acerca do assunto explanado;
  • Planeje quais recursos usar de acordo com seus objetivos e com o publico;
  • Treine sua apresentação;
  • Peça a opinião do publico após a palestra para melhorias.

Lembre-se também de dinamizar sua palestra. Interaja com a galera, faça perguntas, induza o publico a pensar. Você pode usar narrativas (humanos amam histórias)ou exemplos (desde que não seja ninguém da plateia). O tipo da linguagem, formal ou informal, deve estar de acordo com o publico, os recursos utilizados também (idosos podem ter dificuldade em acompanhar slides).

Estude bastante para ter confiança e se livrar de conceitos errados e boa palestra!

 

Referencias:

http://serpalestrante.com.br/como-montar-uma-palestra-matadora-em-9-passos/ acesso em 27/06/2017.

http://exame.abril.com.br/carreira/6-truques-para-reter-a-atencao-da-plateia-numa-apresentacao/ acesso em 17/08/2017.

 

16 de Janeiro de 2018 at 13:25 Deixe um comentário

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