A TUBERCULOSE NOS DIAS DE HOJE

Nathally Claudiane de Souza Santos

Biomédica pela Universidade Estadual de Maringá

Mestre em Biociência e Fisiopatologia

Doutoranda pelo PBF-UEM

Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
– Diga trinta e três.
– Trinta e três… trinta e três… trinta e três…
– Respire.

– O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
– Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

            Autor: Manuel Carneiro de Sousa Bandeira

O texto acima retrata os sintomas vividos pelo autor que sofreu com a tuberculose no auge de sua juventude, Manuel Bandeira desistiu do sonho de ser arquiteto após receber o diagnóstico de tuberculose, denominada a “moléstia que não perdoa”. Naquela época, ass pessoas que possuíam esta doença eram internadas em sanatórios e viviam o restante de suas vidas isolados e a espera da morte, que não tardava. A falta de esperanças levou o famoso poeta entregar-se a uma vida dedicada à doença. Assim, Manuel Bandeira começou a retratar seus sintomas e emoções através da poesia.

Então o que é essa “moléstia que não perdoa” nos dias de hoje?

A tuberculose é uma doença causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis, uma bactéria que entra no organismo do indivíduo pelo contato com as gotículas de saliva expelidaspela tosse de um portador da doença. Essas gotículas, contendo o bacilo (bactéria em formato alongado), são aspiradas por outra pessoa, chegando ao pulmão e inserem-se nas cavidades alveolares.

No pulmão, os bacilos se multiplicam e fazem com que o organismo da pessoa reaja, em uma resposta inflamatória e assimcomeçam a danificar o pulmão e os sintomas surgem. Como retratados pelo autor Manuel Bandeira, os sintomas mais frequentes são: tosse contínua por mais de três semanas, febre, hemoptise, falta de ar e suores noturnos.

– Hemoptise é a expulsão sanguínea ou sanguinolenta através da tosse, proveniente de hemorragia pulmonar;

No entanto, a doença não é mais tratada como uma “moléstia que não perdoa”, com os avanços da ciência a doença possui tratamento e grande possibilidade de cura. O tratamento é constituído por quatroantibióticos (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol), usados em conjunto por no mínimo seis meses. A luta contra a tuberculose continua, porém respiramos aliviados com as pesquisas de novos fármacos e combinações.

 

 

Mais informações sobre a doença:

Ministério da Saúde: http://portalsaude.saude.gov.br/o-ministerio/principal/secretarias/svs/tuberculose

Organização Mundial da Saúde: http://www.who.int/tb/en/

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4 de Dezembro de 2017 at 15:11 Deixe um comentário

A salva-vidas

Nathália Cristina Gonzalez Ribeiro

Bióloga

Doutoranda em Biologia das Interações Orgânicas

No século XVIII, um homem chamado Jenner percebeu que pessoas que ordenhavam vacas não adquiriam a terrível varíola, doença que na época matava aos milhares. Após supor que isso ocorria porque esses indivíduos estavam constantemente em contato com a varíola bovina, muito semelhante à humana, tomado pela curiosidade e coragem, raspou as lesões de um animal e inoculou o pus contaminado em um pequeno garoto saudável, que se tornou imune, jamais adquirindo a doença. Assim surgiu a primeira vacina. Daí a origem do nome: “vaccinae”, que em latim significa “da vaca”.

Ilustração de Jenner inoculando o material contaminado retirado da vaca
Fonte: http://eapv.com.br/2-vacinas/2-1-historia-das-vacinas/

Mas o que é a vacina?

As vacinas são preparações que quando introduzidas no nosso organismo, estimulam o corpo a produzir anticorpos contra determinado tipo de microorganismo causador de doenças, como alguns vírus e bactérias, denominados também como patógenos. Isso ocorre porque ao sermos vacinados, recebemos esses seres já mortos, atenuados ou em pedaços, fazendo com que o corpo reaja rapidamente, tornando-nos imunes.

Atualmente, por receio de reações que possam surgir em decorrência da vacinação, muitos têm deixado de vacinar a si e seus filhos, fazendo com que doenças já quase eliminadas voltassem fazer vítimas. É importante ter em mente que qualquer vacina pode sim causar reações, mas essas são normais e ligeiras, como dor no local e febre, e apenas em casos muito raros ocorrem reações mais graves; porém a reação adversa nunca é pior que a própia doença.

Cuidado com falsas informações que possam eventualmente circular pela internet. Mantenha sempre em dia a carteira de vacinação sua e de seus filhos. Vacine-se! A prevenção sempre é o melhor remédio.

Para saber mais:

http://www.butantan.gov.br/producao/vacinas/Paginas/default.aspx

https://www.bio.fiocruz.br/en/index.php/69-perguntas-frequentes/perguntas-frequentes-vacinas/211-o-que-sao-vacinas

28 de Novembro de 2017 at 6:52 Deixe um comentário

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS DISPONÍVEIS GRATUITAMENTE

Isabela Vanessa Tavares Cordeiro Silva

Graduanda do Departamento de enfermagem da

Universidade Estadual de Maringá – UEM.

Existem métodos contraceptivos de barreira e hormonais disponíveis gratuitamente em serviços de saúde pública. Estes métodos podem ser adquiridos em instituições vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como as Unidades Básicas de Saúde (UBS). A seguir, estará descrito os métodos de barreiras disponíveis pelo SUS.

MÉTODOS DE BARREIRA

São métodos eficazes de barreira física para impedir a progressão do espermatozoide ao óvulo, consequentemente, não ocorrendo à fecundação. Desta forma, evita-se uma gestação não planejada e uma possível infeção sexualmente transmissíveis (IST). As IST podem ser causadas por mais de 30 agentes etiológicos, dentre eles: vírus, fungos, bactérias e protozoários.

Camisinha masculina e feminina é um tipo barreira. Feita de látex ou de poliuretano, que impede que o espermatozoide chegue ao útero. É considerado, o método de barreira mais seguro, pois apresenta uma taxa de 90-95 % de eficácia na prevenção de IST e gravidez não desejada.

 

MÉTODOS HORMONAS

São métodos não permanentes, só tem efeito enquanto é usado.É um dos mais utilizados pela população feminina brasileira. Composto pela associação de estrogênio e progestagênio; ou de progestagênio isolado. Tem por função não permitir a gravidez, bloqueando a ovulação,e espessando o muco cervical para dificultar a passagem dos espermatozoides.

Pílulas hormonais, são comprimidos que pode conter os dois hormônios  femininos: progestagênio e estrógeno. A forma de administração é por via oral, um comprimido ao dia. A eficácia é de 99,7% em seu uso ideal e de 92,0% em seu uso típico.

Anticoncepcional injetável, são administrados via intramuscular. A diferença entre o injetável e a pílula é que de preferência deve ser administrada por profissionais capacitados da área da saúde, essa administração ocorre de forma mensal ou trimestralmente.  Sua eficácia é de 99,9% uso ideal 97,0% em uso típico.

Dispositivo intrauterino (DIU) hormonal é um dispositivo plástico em forma de T que libera um tipo de hormônio progestagênio. O Diu, é inserido pelo médico dentro do útero da usuária , ele funciona basicamente suprimindo  o crescimento da membrana  que recobre a parede da cavidade uterina.  Existem casos específicos em que a mulher necessita deste dispositivo, o médico é o profissional capacitado nestes casos.  Sua eficácia é de 99,8%.

Pílula de emergência, conhecida popularmente pela pílula do dia seguinte.  É um anticontraceptivo que pode evitar a gravidez após a relação sexual.  Seu uso é indicado em situações especiais ou de exceções, evitando a gravidez indesejada. A associação que contém etinil-estradiol e levonorgestrel é a recomenda pela Organização mundial da Saúde. São divididas em doses iguais, deve ser ingeridas a cada 12 horas, ou ingeridas em dose única. Recomenda-se o uso imediato após o contato sexual desprotegido, o tempo estipulado máximo para o uso é de até 72 horas após o ato.

 

Todavia, é necessário tomar cuidados. Pois as relações sexuais sem proteção aumentam a incidência de Infecções Sexualmente Transmissíveis no Brasil .  Caso haja relação sexual sem proteção, procure uma UBS ou o Centro de Testagem e Aconselhamento em DST/AIDS (CTA). Estas unidades realizam os testes rápidos, e quaisquer resultados obtidos serão mantidos em sigilo. Cuide de si e do seu parceiro, o SUS oferece ferramentas  de prevenção coletiva e individual, previna-se de forma gratuita.

Para saber mais:

BRITO, Milena Bastos et al. Contracepção hormonal e sistema cardiovascular. ArqBrasCardiol, v. 96, n. 4, p. 81-9, 2011.

https://www.abcdasaude.com.br/ginecologia-e-obstetricia/anticoncepcao-metodos-hormonais, acessado em 14/10/2017.

https://nacoesunidas.org/cerca-de-79-das-brasileiras-usaram-metodos-contraceptivos-em-2015-informa-onu/

20 de Novembro de 2017 at 8:59 1 comentário

BICHOS DE ONTEM, BICHOS DE HOJE. A DIVERSIDADE ATRAVÉS DOS TEMPOS

Ivan de Carvalho Santos Lima

Biólogo e divulgador científico

Um amigo que se mudou para a França me pediu que cuidasse de seu bichinho de estimação, um iguana verde, lagarto muito comum no continente americano. O nome que escolheram para o bichinho? DINO. Em nenhum momento se tornou um monstro enorme e agressivo. Pelo contrário, minha relação com ele é de carinho, e o nome se deve exclusivamente ao fato de que, como muitas pessoas dizem espontaneamente, ele se parece com um dinossauro em miniatura…!

Quando Charles Darwin brindou o mundo com explicações plausíveis sobre os mecanismos pelos quais as espécies de seres vivos se modificam através dos tempos, evitou usar a palavra mais associada a ele: evolução. O naturalista inglês preferia usar termos mais brandos, como “descendência com modificação”, pois acreditava, com razão, que uma ave de milhões de anos atrás não é melhor que uma ave de hoje. É apenas uma ave diferente, adaptada a um ambiente diferente.

Outra interpretação recorrente dos processos evolutivos que não pode ser vista com rigor é que ocorrem substituições de seres primitivos que se tornam extintos por outros bem diferentes que assumem suas posições na estrutura dos ecossistemas do planeta. É óbvio que novas espécies substituem espécies extintas, mas não sãotão diferentes quanto gostamos de imaginar. Ainda mais porque os organismos atuais têm sua origem genética em organismos que perpetuam suas características mais eficientes na sua descendência, assim como serão no futuro as espécies produzidas pelas populações atuais.

A semelhança de répteis atuais com muitos répteis do passado se repete em muitos outros grupos de seres vivos, e isso não significa que todos os grupos primitivos tenham deixado descendentes que preservaram algumas de suas características. Os trilobitas foram artrópodes primitivos que dominaram o ambiente do período Cambriano até o Siluriano, e se diversificaram durante quase 300 milhões de anos, mas não deixaram descendentes diretos.

Seu grupo, no entanto, descende de ancestrais que deram origem ao mais numeroso filo animal da atualidade.

Em outros casos, as diferenças são mínimas. Ostras fósseis da região da Patagônia Argentina são bem parecidas às ostras atuais, com a diferença visível no tamanho, pois são dezenas de vezes maiores, com conchas bem mais robustas. Um outro tipo de molusco bem comum hoje, bivalves do gênero Donax, muito comum em praias do mundo inteiro e lembram uma borboletinha quando suas conchas estão abertas, tiveram um ancestral comum com outro gênero bem maior e igualmente abundante no passado, as trigônias (Gênero Trigonia). E a semelhança entre elas é evidente, apesar da concha das trigônias serem muito mais ornamentadas.

Entre as plantas ocorre também essas semelhanças. A visão de um samambaiaçu petrificado em corte (Tieteasingularis) é tão semelhante a um xaxim atual que seu pertencimento ao grupo das pteridófitas pode ser identificado por qualquer pessoa que já tenha cortado um xaxim para fazer um vaso.

Apesar da grande semelhança na distribuição de vasos condutores e na forma das frondes (folhas) entre samambaias atuais e as extintas, o tamanho de muitas espécies ancestrais permitia a formação de extensas florestas no período Carbonífero. Era uma época em que ainda não haviam árvores floríferas e frutíferas. Não haviam gramíneas, e os campos dos períodos posteriores que serviriam de pasto a muitos dinossauros eram cobertos de samambaias.

Entre as semelhanças mais evidentes entre seres extintos e atuais estão os moluscos cefalópodes chamados de nautilóides. Tanto os extintos amonites, que podiam chegar ao tamanho de um pneu de trator, quanto os atuais Nautiluspompilius, são parentes dos polvos com tentáculos dotados de ventosas e com uma concha cheias de cavidades que se preenchem de gases para flutuabilidade.

Os amonites tinham conchas em espiral, mas existiam outros com conchas retas e cônicas, os Ortocerátopos. Alguns chegavam ao comprimento de um caminhão.

A semelhança entre os nautilóides é tão grande que paleontólogos tiram conclusões da biologia dos amonites a partir da observação dos hábitos dos Nautilus. Talvez seja por esse motivo que as pessoas fiquem impressionadas ao observar de perto o iguana Dino, e vejo, com certeza, no seu olhar, o brilho primitivo de um dinossauro.

 

Caso você queira conhecer vários dos seres citados nesse artigo, visite a exposição “Passado e Presente da Biodiversidade”, no MUDI, Museu Dinâmico Interdisciplinar da UEM (Universidade Estadual de Maringá).

13 de Novembro de 2017 at 9:01 Deixe um comentário

Onicomicoses: um problema que têm solução!

Lenisa Vieira Vilegas

Pós graduanda do Programa de Biociências e Fisiopatologia/PBF – UEM

Questionamentos e trocas de experiências sempre tem, agora, solução do problema que tanto os incomoda já é outra questão; para uns quase que impossível, reinando um conformismo de conviver com uma unha doente para o resto da vida. Saiba você que este problema têm solução sim!

Na maioria desses casos o que está acontecendo na “unha doente” e gerando os aspectos tão indesejados como: descolamento, espessamento, irregularidades na forma, leuconíqueas (manchas esbranquiçadas na superfície da unha), friáveis, paroníquea (inflamação ao redor da unha), dor e alteração de cor é devido a infecção das unhas por fungos, chamada de Onicomicose, como demonstrados alguns casos nas figuras abaixo:

Figura 1https://whislerscience.wikispaces.com/2008-2-Accessory+Organ+Disorders

A onicomicose pode ser causada por dois tipos de fungos, fungos filamentosos e fungos leveduriformes.Sabendo disto, vamos aprofundar um pouco mais nosso conhecimento. Se podemos nos infectar com diferentes tipos de fungos e que cada tipo de fungo têm diferentes opções de tratamentos. Assim fazer um diagnóstico preciso com exames específicos é fundamental para termos sucesso no tratamento, até a cura.

Existem dois exames para diagnosticar e descobrimos qual é exatamente o fungo causadorda onicomicose: o exame micológico direto (EMD) e a cultura, onde o biomédico ou bioquímico fará as análises das características morfológicas, microscópicas e macroscópicas, respectivamente, dos fungos que estiverem presentes no material coletado do paciente, que é basicamente um raspado para coletar as escamas junto com o fungo da unha afetada. Não se assuste! A coleta é absolutamente indolor, porém deve ser feita por pessoas especializadas e seguindo todas as recomendações do médico e do laboratório de escolha.

Quanto ao tratamento, vai depender do diagnóstico, uma vez que, como já aprendemos, dependendo da espécie do fungo temos diferentes indicações de medicamentos. Após fazer o exame de diagnóstico é fundamental retornar ao médico com o resultado dos exames, para que, com a experiência e estudos na literatura, ele possa nos auxiliar a escolher a melhor dose e forma de administração (tópica ou via oral) para curar a onicomicose.

O grande problema da onicomicose é que, devido ao local da infecção, o tratamento pode ser em alguns casos relativamente longo, ao longo de semanas, meses a anos. Um segundo ponto negativo é que dos poucos medicamentos disponíveis nas farmácias atualmente, muitos destes podem ter contraindicações e efeitos colaterais, como: dores abdominais, náuseas, alterações no fígado, interações medicamentosas, entre outros problemas que podem gerar incômodo ao paciente. Essa soma de pontos críticos pode levar a muitos pacientes a desistirem do tratamento e buscar métodos caseiros, que podem ser muito perigosos e tóxicos à saúde, e ainda que visualmente aparente uma melhora no quadro clínico, não solucionará o problema efetivamente. Após um tempo a micose voltará a aparecer, podendo ter sintomas mais agressivos, a ponto de se perder a unha temporariamente.

Agora que aprendemos um pouco mais sobre o assunto, podemos ser mais criteriosos com nossas unhas e dar um bom conselho aos colegas ao nos depararmos com casos semelhantes: procurar um médico o quanto antes é sempre a melhor opção. Afinal quanto antes for realizado o diagnóstico melhor, pois podemos ter mais opções para tratar efetivamente, em um menor tempo, consequentemente menos dinheiro gasto com tratamentos caseiros incertos e perigosos à sua saúde.

Saiba mais em:

https://www.mdsaude.com/2012/11/micose-de-unha-onicomicose.html

http://www.sbd.org.br/cuidado/onicomicose/

https://www.abcdasaude.com.br/dermatologia/onicomicoses

31 de Outubro de 2017 at 14:56 Deixe um comentário

Como ocorre a divulgação da ciência por meio de exposições e feiras?

Camila Girotto da Silva

Bióloga

Mestranda pelo programa de pós graduação em Biociências e Fisiopatologia (PBF)

As exposições e feiras são meios de comunicação dirigidos a um grande público e tem a finalidade de transmitir ideias, informações e emoções relativas às evidências materiais do homem e dos seus meios circundantes, com o auxílio de métodos visuais e multidimensionais. Elas podem envolver diversas disciplinas específicas que em conjunto, dominam competências de investigação de escrita, interpretação e estética.

O que difere as exposições das feiras de ciências é que as feiras são exposições públicas de trabalhos científicos e culturais realizados por alunos e geralmente ocorrem premiações dos melhores trabalhos. Os alunos efetuam demonstrações, oferecem explicações orais, contestam perguntas sobre os métodos utilizados, com o intuito de expor projetos elaborados com fundamentos científicos de estudos realizados durante o ano letivo, fazendo com que haja a popularização do conhecimento científico e a descoberta de novos talentos a partir da elaboração e desenvolvimento dos projetos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Dentre os principais objetivos destas manifestações, pode-se mencionar: a promoção da instituição que organiza a exposição, o aumento dos conhecimentos dos visitantes e fornecimento de objetos e a informação necessários para que ocorram novas aprendizagens, ativar a curiosidade e imaginação no sentido de estimular o desejo de aprender, fortalecer a confiança dos visitantes em relação ao museu, estimular estudantes nas atividades de iniciação científica e tecnológica desenvolvidos na região e promover a integração entre as instituições de ensino da região e o meio industrial e empresarial.

Para a organização de uma exposição, é necessário seguir quatro fases:

  • Conceitual- recolhimento de ideias para o tema da exposição;
  • Desenvolvimento- planejamento e o inicio da produção;
  • Funcional- início da fase operacional, e a de instalação, dando início a exposição;
  • Avaliação- consiste em perguntas sobre a exposição que são respondidas pelos visitantes, para que possam ser realizadas melhorias para as futuras exposições.

Existem três trabalhos principais que são realizados em feiras, os trabalhos de:

  • Montagem- É relacionado às engenharias, produção de novos dispositivos voltados a soluções práticas de problemas cotidianos;
  • Informativos- são didáticos, visam ilustrar, aplicar e mostrar os princípios científicos de funcionamento de certos objetos, dispositivos, mecanismos e processos;
  • Investigatórios- Associados a projetos de pesquisa que buscam descrever pesquisas realizadas em torno de problemas e situações do mundo científico, tecnológico ou do cotidiano, visando maior compreensão e a indicação de possíveis soluções.

Para a realização da divulgação da ciência por meio de exposições e feiras é necessário ter um bom planejamento e treinamento dos expositores, para que tenham uma maior segurança em relação a sua apresentação, fornecendo uma linguagem acessível ao publico. Além de dedicação e esforço por parte dos estudantes que desenvolvem seus projetos de pesquisa para as feiras de ciências.

Para saber mais:

Santos, A. Feiras de ciência: Um incentivo para desenvolvimento da cultura científica. Rev. Ciênc. Ext. v.8, n.2, p.155-166, 2012.

Vieira, H. I.A. Exposições. Porto, Julho de 2009

Wiggers, C. Santos, S. Exposições científicas: uma oportunidade de pesquisar e compartilhar conhecimentos.

 

 

24 de Outubro de 2017 at 9:34 Deixe um comentário

Uma questão de vida ou morte

Isabele Pierin Carneiro. Bióloga Licenciada – UEM

Lyvia Eloiza de Freitas Meirelles. Biomédica – UEM. Mestranda no Programa de Pós-Graduação em

Biociências e Fisiopatologia – UEM

Lucas Henrique Xavier. Biólogo – UENP. Mestre em Biologia das Interações Orgânicas e Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia Comparada – UEM

Drama romântico dirigido por Thea Sharrock, o filme Me before you  (Como eu era antes de você) conta a história de Louisa Clark, uma jovem que trabalha como garçonete em uma cafeteria, para ajudar nas despesas de casa. Ao ser despedida, vai em busca de um novo emprego, porém não possui muitas qualificações e então consegue um novo trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Seu nome é Will Traynor, um jovem inteligente e rico, mas depois de ter sido atropelado por uma moto, desconta toda a sua amargura em quem estiver ao seu redor. No entanto, Will sabe como parar com seu sofrimento. A família de Will acredita que Louisa pode ajudá-lo a retomar seu ânimo de viver e desistir da ideia de solicitar eutanásia na Suíça, por ser uma mulher positiva e extrovertida.

O termo eutanásia foi proposto por Francis Bacon, em 1623, em sua obra “Historia vitae et mortis”, como “tratamento adequado para doenças incuráveis”. Este termo caracteriza-se pela escolha do indivíduo em morrer de uma forma considerada digna e sem sofrimento. Desta forma, a eutanásia seria justificada como uma forma de evitar um sofrimento acarretado por uma doença terminal ou processo irreversível que cause um padecimento insuportável sem perspectivas de melhora no indivíduo.

Apenas seis países no mundo consideram essa prática legal, sendo a Suíça o mais conhecido e que aceita receber pessoas do mundo todo para a prática da eutanásia. No Brasil, a eutanásia é considerada homicídio, prática ilegal, segundo o previsto pela legislação nacional, no art. 121 do Código Penal.

Argumentos contra e a favor a eutanásia nos remetem a inúmeras questões em torno do significado da vida. Uns dizem que é uma forma do enfermo interromper um sofrimento, já que a própria medicina não oferece alternativas para o alívio do mesmo. As pessoas que se opõem à eutanásia, principalmente por questões religiosas, alegam que não se pode adiantar a morte de uma pessoa, visto que vai contra a vontade de uma divindade, por exemplo. Mas o que é vida para você? Vale a pena continuar vivendo com sofrimento, sem meios de melhora nem alívio, até que a morte natural chegue? Para Will, a condição que ele estava vivendo não significava mais vida. Cabe a quem julgar isso? Viver ou morrer, eis a questão.

 

Ficou curioso sobre o assunto? Saiba mais em: http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/viewFile/292/431

 

 

16 de Outubro de 2017 at 14:25 Deixe um comentário

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