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Saiba mais sobre a Artrose!

João Vitor O. Silva

Acadêmico de Biomedicina da Universidade Estadual de Maringá.

As doenças inflamatórias das articulações são chamadas  de artrites ou sinovites. As  principais causas são: degenerativa, como na osteoartrite; auto-imune, como a artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, febre reumática; deposição de cristais, como na gota; infecciosa, como a artrite tuberculosa.  A osteoartrite é popularmente conhecida como artrose e pode surgir como uma doença primária (sem qualquer influência de outra doença) ou secundária (quando outra doença foi a causa), como nos casos de anormalidade das articulações, principalmente peso anormal ou deformidades estruturais.

Esta doença envolve as articulações mais móveis do corpo, chamadas de articulações sinoviais, como as do ombro, quadril, mão, coluna, joelho e tornozelo.  Em geral, afeta as articulações que estão constantemente expostas ao uso e ao desgaste, por exemplo, nos dedos de digitadores e joelhos de jogadores profissionais de futebol. As alterações patológicas envolvem a cartilagem, os ossos, o líquido sinovial e a cápsula articular com efeitos secundários na musculatura.

A alteração patológica inicial na artrose consiste na destruição da cartilagem articular que se rompe causando inflamação de toda a articulação. Normalmente, a cartilagem articular protege os ossos contra o atrito do movimento e com sua destruição, com o tempo ocorre aumento e deformação do osso subarticular, em decorrência do atrito entre o osso superior e o inferiror.

A osteoartrite causa dor e limitação dos movimentos na articulação, o diagnóstico da artrose baseia-se em parâmetros clínicos (o médico pede ao paciente que descreva os sintomas,quando e como começaram), laboratoriais (teste de sangue ou aspiração da articulação através de uma agulha para examinar o fluido sob microscópio) e radiográficos (Raio-x ou Ressonância magnética).

Quanto ao tratamento, existem algumas alternativas que visam minimizar os problemas e retardar a evolução da doença.

  • Condroprotetores: neste caso, o paciente usa substâncias químicas que normalmente eram produzidas pelas suas cartilagens articulares e que as tornava mais resistentes e adaptáveis. Estas substâncias são, por exemplo, glucosamina, condroitina e diacereína. A reposição destas substâncias tem o objetivo de fazer com que a cartilagem volte a ficar saudável, passando a articulação a funcionar melhor e aliviando e muitas vezes acabando com as dores.Contudo não regenera cartilagem destruída, apenas melhora a cartilagem que ainda existe, retardando sua destruição. Normalmente funciona bem no início da doença.
  • Terapia do Sinal Pulsado ou mais conhecido como PST: É um tratamento a base de ondas eletromagnéticas com um campo unidirecional pulsante, de intensidade muito baixa. Há relatos de bons resultados clínicos na utilização do tratamento PST em algumas patologias articulares: artrose em geral, bursites e tendinites. Com relação a artrose, o resultado costuma ser muito satisfatório em ombros e coluna, e em quadris e joelhos quando a artrose é inicial. O alívio alcançado com o PST costuma durar aproximadamente 3 anos.

Para prevenir a artrose é importante estar atento ao peso, pois seu excesso produz uma sobrecarga excessiva nas articulações. Outro fator a considerar é a atividade física. Exercício físico é essencial para evitar a artrose, pois além de favorecer a perda de peso faz com que a articulação movimente-se com grande amplitude de movimentos. Uma atividade física regular não só é considerado como uma forma de prevenção, mas também de tratamento.

 

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12 de Novembro de 2012 at 10:24 Deixe um comentário

Condromalácia Patelar

Édna Claudia Ederli

Fisioterapeuta, Especialista em Métodos de Ensino e Pesquisa em Morfologia – UEM

A dor anterior do joelho é uma condição muito comum que pode ter uma grande variedade de causas. A condromalácia, dentre outras patologias, é uma das causas da dor patelofemural.

A articulação do joelho é composta pelos seguintes ossos: o fêmur, patela, tíbia e fíbula, sendo uma das articulações de grande mobilidade e do tipo sinovial. A condromalácia patelar, doença que acomete esta articulação é uma patologia antiga e sempre foi relacionada com osteomálacia, pois tem alguns sinais parecidos. Com passar do tempo, pesquisadores foram direcionando e definindo os sinais e sintomas da patologia. A condromalácia é um amolecimento da cartilagem da articulação, seguido de um desgaste que causam micro traumas na tróclea pelo contato continuo da patela nesta articulação.

Sua incidência é maior em mulheres, devido sua estrutura óssea, assim uma das causas mais relatada é o desalinhamento patelar, seguidas de perda de força muscular do músculo quadríceps, desalinhamento do osso ilíaco e atividades físicas.

É diagnosticada através dos sintomas como: dor na região anterior do joelho, edema, sinovite, claudicação (andar mancando). O diagnóstico conclusivo é realizado através de exames de tomografia, sendo o mais preciso atualmente  a Ressonância Magnética (RM), onde é classificado por graus I,II,III,IV e V. Para cada grau é indicado um tratamento: o conservador  por fisioterapia, imobilização e medicamentoso e o cirúrgico por artroscopia.

A Condromalácia patelar é uma patologia complexa e difícil de ser diagnosticada, por ter sintomas parecidos com outras patologias, fazendo com que os especialistas demorem a fechar o diagnóstico. Assim faz com os pacientes sofram muito e por tempo indeterminado, além de serem acometidos sem previsão ou causa precisa com sinais confusos e de grande intensidade.

19 de Outubro de 2012 at 22:33 2 comentários


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