Posts tagged ‘candidiase’

Candidíase oral e vulvovaginal

Franciele Abigail Vilugron Rodrigues
Bióloga.
Mestranda em Biociências e Fisiopatologia

Normalmente quando se fala em infecção pensamos em bactérias, mas várias doenças podem ser originadas por fungos.
Os fungos estão em todo lugar, de acordo com seu gênero e espécie cumprem as mais diversas funções na natureza, desde decompositores até causadores de doenças (fungos patógenos). Entre os fungos patogênicos estão as leveduras. As cândidas formam o principal grupo de leveduras e são as causadoras da Candidíase oral e vaginal em que a espécie Candida albicans predomina.

Figura 1.Espécie de levedura Candida albicans vista em microscópio ótico.

Figura 1.Espécie de levedura Candida albicans vista em microscópio ótico.

Figura 2. Candidíase oral. As manchas       esbranquiçadas são colônias de Candida.

Figura 2. Candidíase oral. As manchas esbranquiçadas são colônias de Candida.

Como eu pego essa doença?
Tanto a Candida albicans como as outras cândidas habitam a biota normal do nosso organismo principalmente na boca vagina, intestino e pele. As cândidas são organismos oportunistas, o que significa que elas se aproveitam do estado fragilizado do organismo para invadir o tecido e causar uma infecção.
Quando a biota do tecido da boca ou da vagina é alterada, pode ser uma condição ideal para desenvolver uma candidíase. Essas alterações estão intimamente relacionadas ao enfraquecimento do sistema imunológico que pode ocorrer devido: tratamento com medicamentos como antibióticos, anticoncepcionais, quimioterápicos e corticoides por longos períodos. Indivíduos subnutridos, submetidos a procedimentos cirúrgicos e diabéticos também são suscetíveis.
Causas de candidíase oral, famosos “sapinhos”: o bebê pode adquirir a candidíase da mãe durante o parto normal; baixo peso de idosos; uso de dentadura; viciados em drogas ilícitas.
Causas de candidíase vaginal: gravidez; uso de roupas justas e de material sintético; uso de absorventes; maus hábitos higiênicos, como a higiene anal realizada no sentido de trás para frente e os resíduos de fezes que podem ficar nas roupas íntimas; menopausa; uso de determinados sabonetes que podem alterar o pH da vagina; promiscuidade sexual.

Como eu sei que estou com Candidíase?
Os principais sintomas que uma pessoa com candidíase oral apresenta são alteração do paladar, dificuldade em engolir e o sintoma mais comum é o aparecimento de placas esbranquiçadas na boca, na parte interna das bochechas, língua ou garganta.

Figura 3.Sintomas de candidíase oral. Manchas esbranquiçadas no céu da boca

Figura 3.Sintomas de candidíase oral. Manchas esbranquiçadas no céu da boca

Figura 4.Sintomas de candidíase oral. Manchas esbranquiçadas na gengiva.

Figura 4.Sintomas de candidíase oral. Manchas esbranquiçadas na gengiva.

Os sintomas mais comuns de uma infecção na vulva incluem coceira, inchaço e uma secreção espessa com odores. Infecções fúngicas vaginais são normalmente associados com a gravidez. Estima-se também que todas as mulheres em seu tempo de vida terá tido uma infecção de C. albicans.

Figura 5. Vulva com candidíase vulvovaginal.

Figura 5. Vulva com candidíase vulvovaginal.

Figura 6. Recém-nascido com candidíase vulvovaginal.

Figura 6. Recém-nascido com candidíase vulvovaginal.

Tratamento

A candidíase não é uma doença grave, desde que você seja uma pessoa com sistema imunológico em bom funcionamento. Basta procurar um médico, que ele receitará algum antifúngico para o tratamento como: Fluconazol. Vale ressaltar que ainda é necessário o descobrimento de novos medicamentos para o tratamento das candidíases.

Figura 7.  Principal medicamento para tratamento de micoses.

Figura 7. Principal medicamento para tratamento de micoses.

Já para indivíduos imunocomprometidos a preocupação é maior, pois seu sistema imunológico está muito danificado e uma simples levedura pode causar uma infecção sistêmica comprometendo vários órgãos, já que essas leveduras se aproveitam da deficiência imunológica do organismo. Assim, é de muita importância os cuidados e acompanhamento médico constante.

Para saber mais acesse:

http://www.uricer.edu.br/new/site/pdfs/perspectiva/133_250.pdf
http://www.icb.ufmg.br/mic/material/agentesetiologicosdasmicosesoportunistas.pdf
http://web.uconn.edu/mcbstaff/graf/Student%20presentations/Calbicans/Calbicans.html
http://www.tuasaude.com/candidiase-vaginal/
http://www.tuasaude.com/candidiase-oral/

27 de Maio de 2014 at 20:52 Deixe um comentário

Você conhece a Candida?

 Débora de Mello Gonçales Sant´Ana

Turma da disciplina de Metodologia da Popularização da Ciência Aplicada a Farmácia de 2012.

A Candida? A Candinha? Filha da vizinha? Não, na verdade esta é outra, a Candida albicans e outras candidas, um grupo de fungos muito pequenos que não pode ser visto sem a ajuda de microscópios. Este fungo é redondinho então por isso recebe o nome de levedura. No passado, a cândida era conhecida como monília. Para ela sobreviver precisa estar no corpo de uma pessoa como você….. pois precisa de calor e umidade para sobreviver. Este fungo microscópico vive no trato gastrointestinal e genital feminino (especialmente na vagina) da maioria as pessoas. Como vivem normalmente nestes locais fazem parte do que era chamado antigamente de flora normal, hoje conhecida como microbiota, ou seja, nem sempre causam doenças. Mas, nas mulheres a “cândida” pode levar a infecções,tornando-se causadora de doenças. Isso ocorre porque as mulheres passam por variações hormonais, estresse, baixa imunidade,uso de anticoncepcionais, gravidez, etc. Nestes casos ocorrem mudanças no meio interno da vagina que possibilitam sua sobrevivência e aumento (e como aumentam !!! duplicando a população a cada período de 12-24 horas). Aí pronto! Tem-se uma candidíase, isso mesmo, o final íase indica uma inflamação causada por este organismo.

E agora?? Como saber se eu estou infectada?? Durante a infecção a mulher tem corrimento vaginal, eliminando uma secreção branca, que lembra leite coalhado e que coça MUITO….não tem cheiro e nem sempre é eliminada em grande quantidade. Isso é relativamente comum ao longo da vida da mulher e não indica nada de muito problemático, mas, precisa de tratamento, então, o ginecologista precisa ser procurado.Quando o médico retira um pouco da secreção vaginal, no microscópio será possível identificar qual ou quais microrganismos estão presentes e tratar tendo a certeza do causador da infecção. Normalmente, você vai usar pomadas vaginais de medicamentos antifúngicos. Um cuidado importante neste caso será não usar roupas apertadas, principalmente as íntimas que deverão ser bem lavadas e secadas ao sol.

Quando a mulher usa antibióticos para tratar infecções em outras regiões do corpo poderá matar outros microrganismos da microbiota normal da vagina, sobrando a cândida. Quando isso acontece a cândida tem tudo o que precisa para se multiplicar a vontade e dias depois, lá está…. a candidíase. Mas na maioria dos casos a solução é simples e com cerca de uma semana de uso da pomada vaginal a infecção será controlada e o equilíbrio ecológico restaurado. O que posso fazer para não ter? ainda não se sabe ao certo porque algumas pessoas repetem esta infecção e outras não. Mas, na maioria das mulheres o uso de roupas íntimas soltas e não sintéticas bem como uma vida equilibrada e longe do estresse podem ajudar a evitar esta infecção.

17 de Setembro de 2012 at 17:54 1 comentário

Fungo presente na boca pode causar infecções em pacientes renais crônicos

Janine Silva Ribeiro – Farmacêutica. Mestre e doutoranda em Biociências Aplicadas à Farmácia – UEM 

O nome “Candida”, para a maioria das pessoas não é estranho, ainda mais, quando se fala em “candidíase”, no entanto, a primeira relação que se faz é com a candidíase vaginal, um processo infeccioso que acomete mulheres, principalmente antes do período menstrual. Mas, vale à pena destacar que, Candida spp é um fungo que habita normalmente diversos locais do corpo humano, assim como pele e mucosas: respiratória, digestiva (da boca ao ânus) e genital. Pode ser encontrada na saliva, fezes e urina. Normalmente não causa doença, entretanto, esses mesmos micro-organismos podem causar infecções muito graves e até levar o doente à morte, especialmente entre os indivíduos imunodeprimidos. Esse processo está relacionado com a interação entre a Candida e o portador. Os indivíduos saudáveis (imunocompetentes) não desenvolvem estas doenças, pois possuem um sistema de defesa eficiente, no entanto, quando sua imunidade está comprometida, o micro-organismo que até então não fazia nenhum mal, aproveita da debilidade e inicia a doença. A infecção fúngica pode ser desde uma simples micose de pele até uma infecção generalizada que causa a morte do indivíduo.

Pacientes, com doença renal crônica, submetidos à hemodiálise são exemplos de quebra no equilíbrio entre o paciente e a Candida spp. A imunodepressão destes pacientes faz com que se tornem predispostos a infecções, principalmente aquelas de origem fúngica. Além disso, a debilidade desses indivíduos pode ser agravada quando são submetidos ao transplante renal.

Recentemente foi realizado um estudo em um Hospital Geral do Noroeste do Paraná, com pacientes renais crônicos em hemodiálise pela bioquímica mestre e doutoranda em Biociências Aplicadas a Farmácia Janine Silva Ribeiro e sua orientadora Terezinha Inez Estivalet Svidzinski, coordenadora do laboratório de micologia médica da UEM.  Ao avaliar a presença do fungo Candida spp na cavidade bucal destes pacientes, observou-se que 39% dos pacientes possuíam esse fungo, um valor considerado alto quando comparado com a presença deste micro-organismo na população jovem e saudável que é em média de 15,2%. Também foi observado que a idade mais acometida foi após os 45 anos.

Esses indivíduos que apresentam o fungo na boca, mesmo que não tenham infecções tem maior risco de desenvolver uma infecção, portanto, devem ser acompanhados periodicamente a fim de prevenir uma doença grave. Devem ainda ser orientados quanto à importância de manter uma boa qualidade de vida, bem como o tratamento específico para sua doença com acompanhamento médico constante.

11 de Julho de 2012 at 17:43 1 comentário


Site do MUDI

Arquivo