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Resenha sobre o filme “Quase Deuses”

Suellen Laís Vicentino
Mestranda do Programa de Biociências Aplicada a Farmácia- UEM

Quase Deuses, é um filme baseado em fatos reais, lançado em 2004 pelo diretor Joseph Sargent, quemostra a história de Viven Thomas, um carpiteniro que sonhava  se tornar médico.  Guardava seu dinheiro em um banco para fazer faculdade de medicina. Porem o banco faliu perdendo todas suas economias. Tendo de recomerçar do zero ele não desistiu, foi trabalhar no laboratório de pesquisa do Dr. Alfred Blalock, um cirurgião, que fazia pesquisas em cães. Dr. Alfred viu de inicio que o jovem Viven tinha um dom e a partir dai começoua invertir no jovem.  Viven junto do o Dr. Alfred e a Dra. Helen Taussing, desenvolveram a cirurgia cardiaca para crianças com Tetralogia de Fallot. Esta doença trata-se de uma anomalia congenita, ou seja,a criança  nasce com esta doença, onde o invididuo apresenta quatro anormalidades anatomicas no coração,  não ocorrendo a oxigenação correta do organismo, levando o individuo a morte com o tempo.  Naquela época, 1945, cirurgias cardíacas eram consideradas loucuras, pois o coração era um órgão intocável, porem após a ousadia de Dr. Alfredmuitas evoluções nessa área foram possiveis. Hoje a cirurgia para o correção da tetralogia de Fallot, é um procedimento “tranquilo”, onde o risco de morte é muito pequeno. Não percam a oportunidade de assitir o filme, pois é muitos emocionantes.

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20 de Julho de 2012 at 8:37 2 comentários

Cinema no MUDI: Resenha sobre “Uma Mente Brilhante”

Após uma temporada de exibição de filmes envolvendo a ciência, os participantes do projeto de cinema foram convidados a produzirem uma resenha sobre alguma das películas selecionadas. Nesse contexto, a mestranda de Biociências Aplicadas a Farmácia da UEM, Tuane Krupek, expõe sua visão sobre o filme “Uma Mente Brilhante”.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Ron Howard

Elenco: Russell Crowe, Jennifer Connelly, Ed Harris, Paul Bettany, Scott Fernstrom, Josh Lucas, Ned Stuart

Produção: Brian Grazer

Roteiro: Akiva Goldsman

Fotografia: Roger Deakins

Trilha Sonora: James Horner

Duração: 134 min.

Ano: 2001

País: EUA

Gênero: Drama

Estúdio: Universal Pictures / DreamWorks SKG / Imagine Entertainment

Classificação: 12 anos

 

O filme é baseado na história real do matemático John Nash que consegue grande sucesso e uma carreira acadêmica respeitável, chegando a conquistar o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel em 1994. Porém, antes disso ele passa a ser atormentado por delírios e alucinações, é diagnosticado como esquizofrênico, então passa por diversas internações e precisa usar toda a sua racionalidade para distinguir o real do imaginário e voltar a ter uma vida normal.

A esquizofrenia abordada no filme foi assim denominada pelo psiquiatra suíço Eugem Bleuler em 1911. Seus sintomas são delírios, alucinações, distúrbios do pensamento, condutas estereotipadas e agressivas, pouco contato social, respostas emocionais pouco intensas, ansiedade e depressão, podendo chegar ao suicídio.  Apesar de o distúrbio ser bastante estudado suas causas ainda não estão esclarecidas, acredita-se que possa ser decorrente de desequilíbrios de substâncias neuroquímicas no cérebro, como a dopamina, serotonina e noradrenalina, que podem estar presentes mesmo antes do nascimento. Ou ainda o resultado infecções virais maternas e pressão sanguínea elevada durante a gestação que levam a distúrbios no desenvolvimento neural.

Está esclarecido que não é causada por um trauma infantil ou por um mau comportamento por parte dos pais, porém tem grande influência os fatores genéticos. A probabilidade de filhos esquizofrênicos é maior se um dos pais for esquizofrênico e muito maior se ambos forem. Na população geral a esquizofrenia aparece em uma de cada cem pessoas (1%), porém o fator de risco sobe para 3% se tiver um avô com a esquizofrenia, já se um dos pais ou um irmão sofre de esquizofrenia o risco é de 10-20%, e se acomete ambos os pais o risco é de 40-50%.

Porém a esquizofrenia pode ser tratada, até pouco tempo se acreditava que era incurável e que com o tempo se tornava uma doença crônica, mas atualmente sabe-se que uma porcentagem das pessoas que sofrem deste transtorno podem se recuperar por completo e ter uma vida normal, trabalhar, se casar, ter filhos.

O tratamento medicamentoso elimina vozes, visões e o falar consigo mesmo, diminui a tensão e agitação, ajuda a pensar com clareza e a concentrar-se melhor, reduz os medos, a confusão e a insônia, ajuda a falar de forma coerente, ajuda a sentir-se mais feliz, expansivo e sadio, ajuda a se comportar de forma mais apropriada, elimina pensamentos hostis, estanhos ou agressivos e diminui muito as recidivas e a necessidade de internação hospitalar.

Realizado em conjunto com a intervenção psicossocial que tem ênfase no trabalho colaborativo entre familiares e profissionais, compartilhando, por exemplo, informações sobre a doença ou discutindo conjuntamente os objetivos e tarefas durante o tratamento, pois o apoio da família é de grande importância para a melhora do paciente.

Com o filme também se pode refletir sobre a visão que a sociedade tem do cientista, muitas vezes abordado no cinema como louco, que vive sozinho trancado em seu laboratório, aparência característica de cabelos despenteados, óculos, jaleco branco e gargalhada maligna, realizando experimentações visando o mal dos demais e buscando se igualar a Deus. Porém este não é o cientista real, os pesquisadores que no Brasil geralmente atuam em universidades são seres humanos como outros quaisquer que com dedicação e muito estudo procuram solucionar questionamentos importantes, buscar novas tratamentos para doenças, desenvolver novas tecnologias, enfim realizam pesquisas com objetivo de proporcionar melhora na vida das pessoas.

9 de Julho de 2012 at 14:22 Deixe um comentário


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