Posts tagged ‘cuidados’

Como nos prevenir dos vermes e micróbios?

leptos

Patrícia Sandri

Farmacêutica. Mestre e Doutoranda em Biociências Aplicadas a Farmácia – UEM

Um outro dia conheci a Senhora Bernadete, na biblioteca da Universidade. Puxei conversa pedindo-lhe que abrisse a janela enquanto eu fazia minha pesquisa sobre os vermes no computador, a Senhora Bernadete contou-me que na sua época de faculdade era muito difícil fazer pesquisas, pois suas pesquisas tinham que ser feitas todas em livros na biblioteca, pois não tinha acesso à internet. Nesses últimos tempos o mundo mudou muito. Agora temos televisão, telefone celular, metrô, caixa eletrônico nos bancos, vacinas, roçadeira e gasolina e, também, o dengue, calazar, a leptospirose…Precisamos entender isso para acompanhar as mudanças boas do mundo e vivermos com melhor qualidade de vida. Na natureza tudo é interligado, cada parte é ligada à outra (terra, água, ar, plantas, bichos e homens), o ideal é viver em equilíbrio, isto é, com saúde. Pois bem, quando o homem altera a natureza sem cuidado pode provocar desequilíbrio e ai nós é que “pagamos o pato”, pois ficamos doentes.

Como as doenças nos contaminam? As doenças provocadas por vermes e micróbios podem nos contaminar por três modos diferentes  a) pela boca: os causadores da doença estão na água e nos alimentos contaminados por fezes, por mãos sujas, por moscas, por poeira. As doenças mais comuns que entram pela boca são a Giardíase, amebíase, Leptospirose, toxoplasmose, ascaridíase, cisticercose, hepatite e gastrenterite. b) pela pele: larvas de vermes e alguns micróbios entram sozinhos, através de algum arranhão ou através de algum inseto. Exemplos: esquistossomose, ancilostomose, leishmaniose, dengue, febre amarela, malária, doença de chagas, tétano. c) contato direto: os causadores de uma doença passam diretamente de uma pessoa doente para outra pessoa sadia. Exemplos: Tuberculose, gripe, e doenças venéreas que passam pelo contato sexual (AIDS, tricomoníase, gonorréia, sífilis).

De onde vêm as doenças? Cada doença tem uma origem, um foco, ou reservatório. O mais comum é o próprio homem ser o vetor e o disseminador das suas doenças. Algumas doenças tem animais como vetor, por isso são chamadas de zoonoses. Deve ficar bem claro que cada cidadão é o responsável pela sua saúde e da sua comunidade, pois muitas coisas cabem a ele fazer dentro e ao redor de sua própria casa e outras cabem a ele, auxiliado pelos vizinhos, tomar as providencias para solucionar o problema juntamente com o centro comunitário ou o posto de saúde. Como evitar as doenças? É preciso usar as coisas boas que o conhecimento e o progresso trouxeram para nós. Portanto a primeira atitude é controlar o “foco do vetor”, as medidas básicas para se quebrar a corrente e assim evitar a contaminação são:

  1. Só defecar em privadas ou fossas, cujas descargas não alcancem diretamente cisternas, córregos ou rios;
  2. lavando_tomateSempre lavar as mãos antes de preparar ou comer qualquer alimento;
  3. Beber somente água filtrada;
  4. Proteger os alimentos e utensílios de cozinha de moscas e da poeira;
  5. Separar o lixo, ajuntando os itens recicláveis, para manter sua casa e o quintal sempre limpos;
  6. Participar ativamente das campanhas de vacinação das crianças e de animais;
  7. Evitar promiscuidade, não beber em copos ou xícaras usados, não comer com talheres de outra pessoa, só ter relações com parceiros desconhecidos usando camisinha;
  8. Encaminhar para tratamento qualquer animal ou pessoa doente;

Enfim, precisamos ser um membro ativo e cooperativo da comunidade, participando de reuniões, debates, jogos, eleições..e etc, desta forma cooperamos e evitamos muitas doenças. Todas as pragas estão espalhadas pelo mundo, mas as pessoas, vilas, cidades ou países que sabem disso e se preocupam com a saúde própria e da comunidade, precisam trabalhar para isolar ou acabar com essas pragas. O conhecimento disso e a participação das pessoas são fundamentais para melhorar a qualidade de vida, se cada um fizer um pouco todos se beneficiam!

24 de Julho de 2013 at 9:25 1 comentário

Será que o excesso de higiene faz bem?

Letícia Sarturi Pereira Severi

Mestre em Imunologia (USP) e Doutoranda em Biociências Aplicadas à Farmácia (PBF-UEM)

01Você se considera uma pessoa higiênica? Na verdade, com o aumento do desenvolvimento urbano, todos nós nos tornamos mais higiênicos. E desde então, pensamos que o excesso de higiene é o que nos salvará dos tão temíveis microrganismos. Mas será que esses microrganismos só nos fazem mal? Ou será que apesar de alguns tipos poderem causar doença, eles também podem melhorar nossa saúde?

            Para responder estas questões precisamos entender que possuímos um sistema de defesa pronto para atuar contra infecções ou contra qualquer “agente estranho” que entre no organismo. Esse é o Sistema Imune, formado por células e algumas substâncias importantes para defender o corpo contra os agentes infecciosos. Porém, esse maravilhoso sistema de defesa não nasce totalmente pronto para combater todas as infecções, precisa ser desenvolvido e testado para que as respostas dele não sejam inadequadas e descontroladas.

02Muitos pesquisadores defendem a ideia de que quando o sistema imune responde a microrganismos desde o início da vida, as respostas são importantes para desenvolver um equilíbrio da resposta imune. Ou seja, se o sistema imune responde à microbiota (grupo de microrganismos que colonizam normalmente várias partes do corpo e antigamente chamados de flora normal), ou a pequenas infecções logo no início da vida, as respostas imunes serão mais adequadas e menos desbalanceadas. Esse equilíbrio é o que garante menos reações alérgicas e doenças auto-imunes (doenças causadas pelas reações do nosso sistema de defesa contra nossas próprias células). O excesso de higiene pode afastar o sistema imune do contato com os microrganismos, prejudicando seu equilíbrio no controle das respostas futuras.

Essa hipótese defendida por muitos pesquisadores se chama “Hipótese da Higiene”. Ela passou a ser defendida quando foi observado o quanto houve aumento nessas doenças auto-imunes e alérgicas nos últimos anos, junto com o aumento da industrialização e também do saneamento básico e, consequentemente da higiene.

Alguns pesquisadores também defendem que em famílias com maior número de filhos as crianças ficam menos suscetíveis às doenças alérgicas e auto-imunes. Isto porque, os filhos mais velhos transmitem às infecções adquiridas aos filhos mais novos, favorecendo o contato dos mais novos com os microrganismos. Além disso, as pesquisas também apontam que levar uma “vida de fazenda” na infância contribui para menor incidência de doenças alérgicas. Isso devido principalmente ao contato maior com animais e ao consumo de leite não-pasteurizado.

Portanto, segundo essa hipótese, a melhor maneira de prevenção dessas doenças auto-imunes e alérgicas é deixar a criança, desde pequena, ter contato com o mundo externo favorecendo o contato com microrganismos. Ou seja, criança livre de EXCESSO de higiene é criança feliz e será um adulto saudável!

17 de Julho de 2013 at 8:36 2 comentários

Porque é tão importante tomar antibióticos corretamente?

Thais Marcelle Bosisio Trevizoli
Pós-graduanda do programa Biociências Aplicadas à Farmácia –  Área de Infecção Hospitalar

01A resistência das bactérias aos antibióticos tem aumentado muito nos últimos anos. Ela pode surgir nas bactérias devido à alterações genéticas, mas quando se toma o antibiótico, as que possuem resistência podem sobreviver enquanto as que são sensíveis morrem, gerando uma seleção das bactérias resistentes. Por isso é muito importante evitar o uso desnecessário de antibióticos e quando necessário, fazer o tratamento corretamente.

O tratamento correto do antibiótico envolve a escolha adequada do fármaco, a dose, o intervalo (horários) e número de doses (duração em dias do tratamento). O fármaco e a dose são determinados pelo médico, mas o paciente que é o responsável pelo horário e por realizar o tratamento completo. A ação dos antibióticos depende de sua quantidade (concentração) no sangue. O atraso de uma dose diminui a concentração no sangue dando a oportunidade das bactérias se multiplicarem neste tempo. Além disto, muitas pessoas têm o costume de interromper o tratamento com a melhora dos sintomas, mas no caso de antibióticos a interrupção pode prejudicar a morte de todas as bactérias, e as que ficaram vivas podem voltar a crescer. É importante lembrar também que alguns antibióticos fazem interação com o leite, reduzindo seu efeito, devendo então ser tomado com água, de acordo com a bula.

Os problemas de uma infecção por bactéria resistente são a dificuldade no tratamento, tempo de infecção prolongado, maior risco de complicações, óbitos, entre outros. Uma resolução do Ministério da Saúde publicada em 2010 determinou que os antibióticos no Brasil só devem ser vendidos através de receita médica de controle especial, auxiliando na diminuição do uso indiscriminado. O próximo passo é uma conscientização do uso correto: nos horários certos e o tratamento completo.

23 de Maio de 2013 at 9:18 6 comentários

Paracoccidioidomicose, o palavrão que preocupa

Isis Regina Grenier Capoci
Patricia Haddad
Programa de Biociências aplicadas á Farmácia

Soletre comigo, P-A-R-A-C-O-C-C-I-D-I-O-I-D-O-M-I-C-O-S-E… paracoccidioidomicose, que palavrão não é mesmo?

mudiMas além da dificuldade de ser pronunciada, o que muitos não sabem é que a paracoccidioidomicose (PCM) causada pelo fungo Paracoccidioides spp, para os íntimos paracoco, é uma  das micoses sistêmicas (que pode atingir todo o nosso organismo) mais importantes do Brasil, é a oitava causa de morte por doença infecciosa crônica, sendo um problema de saúde publica. Em nossa região a PCM está bastante presente, porém ela é muitas vezes confundida com outras doenças como a tuberculose (doença causada por bactéria). Por isso, deve-se “voltar os olhos” a essa doença e a esse fungo. É importante saber que o paracoco vive no solo das plantações, por isso as pessoas que trabalham na lavoura podem “respirar” o fungo junto com a poeira da terra. Depois de respirar o fungo, pode ser que nada aconteça, mas a pessoa pode ficar doente após algumas semanas, ou o fungo pode ficar “dormindo” no organismo e provocar a PCM depois de muitos anos.

O fungo pode atacar nosso corpo em vários locais, como pulmão, boca, garganta, pele e linfonodos (conhecidos como ínguas quando inflamados). Nas pessoas a PCM pode causar febre, rouquidão, tosse, “caroços” no pescoço ou virilha, emagrecimento, fraqueza e feridas na boca que não melhoram com medicamentos comuns. Para nossa sorte, a PCM não é transmitida de uma pessoa para outra, nem através de objetos pessoais e nem alimentos. UFAAAAA! Ela pode atingir cachorros, tatus e outros animais, mas também não é transmitida do animal para o homem. O médico poderá detectar se o indivíduo tem o paracoco ou não através de exames, já que ele aparece no escarro, ferida ou outra parte do corpo do paciente.

O tratamento da PCM pode ser realizado em casa, ou em casos mais graves no hospital. Mesmo apresentando melhora nos primeiros meses, NÃO SE DEVE ABANDONAR O TRATAMENTO E NEM DEIXAR DE IR AS CONSULTAS DO MÉDICO, POIS ISSO PODE AGRAVAR A DOENÇA E TORNAR A CURA MAIS DIFÍCIL. O médico e os exames laboratoriais que vão decidir quando se pode parar o tratamento.
Fiquem ligados, a paracoccioidomicose existe e merece nossa atenção!

3 de Abril de 2013 at 8:51 5 comentários

Espelho, espelho meu… Como faço para o mais belo ser eu?

Professora Dra Carmem Patrícia Barbosa Lopes

Fisioterapeuta. Professora de Anatomia Humana do Departamento de Ciências Morfológicas da UEM e CESUMAR.

vaidade

Embora o sábio rei Salomão já tivesse mencionado há muitos anos, em um de seus provérbios, que “Enganosa é a graça e vã a formosura”, por vezes ainda me espanto com o quanto o ser humano valoriza a beleza.

Prova disso são os espantosos índices que o Brasil tem obtido em relação ao panorama mundial: em 2012, foi o segundo país do mundo a realizar cirurgias plásticas estéticas e o segundo a ter o maior número de academias por habitantes, conforme dados publicados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e pelo Jornal da Globo (2012). O objetivo é um só: Modificar a forma do corpo para obter os tão desejados padrões estéticos aceitos por todos como ideais.

Desejar a beleza não me parece errado, mas me inquieta o fato de que é bem menor o número de pessoas que se preocupam em primeiro conhecer melhor a morfologia do seu próprio corpo para então buscar modificá-lo em busca da beleza. Não deveria ser assim, pois a beleza pode vir de dentro uma vez que quando utilizamos adequadamente uma estrutura anatômica ela pode vir a se desenvolver e apresentar um formato mais bonito (é o que ocorre, por exemplo, com ossos e músculos submetidos à prática de atividade física adequada). Assim, o autoconhecimento do corpo poder ajudar tanto a desenvolvê-lo quanto a prevenir possíveis danos em seu funcionamento.

Creio que se todos nós tivéssemos o mesmo encanto pelo corpo humano que o salmista teve ao escrever o salmo 139 e contando com toda a tecnologia atual que nos está disponível, buscaríamos conhecer mais profundamente nosso mais íntimo “lar” e assim, priorizaríamos sua saúde e desenvolvimento.

Fica aqui o convite aos interessados em conhecer melhor este maravilhoso monumento que é o corpo humano: venham visitar a exposição de Anatomia Humana do MUDI e entender desde a concepção e o desenvolvimento do corpo humano até seu envelhecimento.

4 de Março de 2013 at 8:34 Deixe um comentário

Saiba mais sobre a Artrose!

João Vitor O. Silva

Acadêmico de Biomedicina da Universidade Estadual de Maringá.

As doenças inflamatórias das articulações são chamadas  de artrites ou sinovites. As  principais causas são: degenerativa, como na osteoartrite; auto-imune, como a artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, febre reumática; deposição de cristais, como na gota; infecciosa, como a artrite tuberculosa.  A osteoartrite é popularmente conhecida como artrose e pode surgir como uma doença primária (sem qualquer influência de outra doença) ou secundária (quando outra doença foi a causa), como nos casos de anormalidade das articulações, principalmente peso anormal ou deformidades estruturais.

Esta doença envolve as articulações mais móveis do corpo, chamadas de articulações sinoviais, como as do ombro, quadril, mão, coluna, joelho e tornozelo.  Em geral, afeta as articulações que estão constantemente expostas ao uso e ao desgaste, por exemplo, nos dedos de digitadores e joelhos de jogadores profissionais de futebol. As alterações patológicas envolvem a cartilagem, os ossos, o líquido sinovial e a cápsula articular com efeitos secundários na musculatura.

A alteração patológica inicial na artrose consiste na destruição da cartilagem articular que se rompe causando inflamação de toda a articulação. Normalmente, a cartilagem articular protege os ossos contra o atrito do movimento e com sua destruição, com o tempo ocorre aumento e deformação do osso subarticular, em decorrência do atrito entre o osso superior e o inferiror.

A osteoartrite causa dor e limitação dos movimentos na articulação, o diagnóstico da artrose baseia-se em parâmetros clínicos (o médico pede ao paciente que descreva os sintomas,quando e como começaram), laboratoriais (teste de sangue ou aspiração da articulação através de uma agulha para examinar o fluido sob microscópio) e radiográficos (Raio-x ou Ressonância magnética).

Quanto ao tratamento, existem algumas alternativas que visam minimizar os problemas e retardar a evolução da doença.

  • Condroprotetores: neste caso, o paciente usa substâncias químicas que normalmente eram produzidas pelas suas cartilagens articulares e que as tornava mais resistentes e adaptáveis. Estas substâncias são, por exemplo, glucosamina, condroitina e diacereína. A reposição destas substâncias tem o objetivo de fazer com que a cartilagem volte a ficar saudável, passando a articulação a funcionar melhor e aliviando e muitas vezes acabando com as dores.Contudo não regenera cartilagem destruída, apenas melhora a cartilagem que ainda existe, retardando sua destruição. Normalmente funciona bem no início da doença.
  • Terapia do Sinal Pulsado ou mais conhecido como PST: É um tratamento a base de ondas eletromagnéticas com um campo unidirecional pulsante, de intensidade muito baixa. Há relatos de bons resultados clínicos na utilização do tratamento PST em algumas patologias articulares: artrose em geral, bursites e tendinites. Com relação a artrose, o resultado costuma ser muito satisfatório em ombros e coluna, e em quadris e joelhos quando a artrose é inicial. O alívio alcançado com o PST costuma durar aproximadamente 3 anos.

Para prevenir a artrose é importante estar atento ao peso, pois seu excesso produz uma sobrecarga excessiva nas articulações. Outro fator a considerar é a atividade física. Exercício físico é essencial para evitar a artrose, pois além de favorecer a perda de peso faz com que a articulação movimente-se com grande amplitude de movimentos. Uma atividade física regular não só é considerado como uma forma de prevenção, mas também de tratamento.

 

12 de Novembro de 2012 at 10:24 Deixe um comentário

Osso tem calo?

Bárbara Angélio Quirino

Acadêmica de Ciências Biológicas da UEM – Monitora do MUDI

Você sabia que o osso é um tecido adaptativo que depende do equilíbrio entre a reabsorção e da formação para manter sua integridade estrutural? No osso já formado, a formação de osso novo só ocorre quando há estímulos como uma área em que houve absorção ou deformação.  Portanto, quanto maior essa deformação, maior o estímulo à ativação dos osteoblastos. Porém, vários outros fatores influenciam no metabolismo ósseo, sendo eles: hormonais, comportamentais, ambientais, além de forças mecânicas, elétricas, químicas e magnéticas.

Quando quebramos um osso (fratura), o organismo precisa uni-lo novamente e para isso formam-se temporariamente células chamadas de fibroblastos e condroblastos. No momento da fratura, os vasos sanguíneos que nutrem o osso se rompem provocando uma hemorragia local e consequentemente um coágulo, e, além disso, o osso daquela região morre. A partir de então, o osso precisa iniciar o processo de remodelação.

Primeiramente, as células chamadas de osteoclastos, capazes de degradar o osso, fazem a remoção por fagocitose de células ósseas mortas e do coágulo formado. Então o periósteo e o endósteo (membranas que revestem o osso e a cavidade medular, respectivamente) que estão próximos à fratura, produzem novas células (os osteoblastos) que formam o tecido ósseo imaturo, e essa intensa proliferação constitui um anel (calo ósseo) em volta da fratura que preenche e une provisoriamente os fragmentos.

A fissura desaparece em torno de seis semanas. A próxima fase, de consolidação, pode durar meses, pois é nela que ocorre a calcificação do osso, na qual o cálcio chega ao local através da corrente sanguínea. Com o passar do tempo – acontecerá a etapa final e mais demorada – a remodelação do calo ósseo e, aos poucos, a estrutura óssea é refeita com a participação dos osteoclastos e osteoblastos, reduzindo o calo e voltando à estrutura e resistência de antes.

As trações e pressões do dia-a-dia causadas no osso também ajudam na remodelação, e então, o tecido ósseo primário do calo vai sendo absorvido e substituído por tecido ósseo secundário. Durante esse período é importante uma dieta rica em cálcio para beneficiar o aumento da massa óssea.

8 de Outubro de 2012 at 14:03 Deixe um comentário

Pílula Anticoncepcional Engorda?

Suellen Moura Rocha

Acadêmica do curso de Enfermagem –  Monitora do MUDI

As pílulas anticoncepcionais são hormônios parecidos com os hormônios produzidos pelos ovários da mulher, o estrogênio e a progesterona. Agem impedindo a ovulação e dificultando a passagem dos espermatozóides para o interior do útero. São muito eficazes quando usadas corretamente, isto é, deve ser tomada todos os dias, de preferência no mesmo horário.

Porém, como todo medicamento existe a probabilidade de causar alguns efeitos colaterais como: enjôos, vômitos, sangramento ou manchas de sangue entre as menstruações, falta de menstruação, dor de cabeça leve, dor nas mamas, mudança de humor. Esses efeitos não são perigosos e na maioria das vezes desaparecem com o passar do tempo. Mas, nenhum desses efeitos colaterais preocupa tanto as mulheres, quanto ao famoso, AUMENTO DE PESO.

Sendo assim, as pílulas anticoncepcionais engordam? Não.

Quando as pílulas anticoncepcionais foram lançadas na década de 60 as doses de hormônios eram altíssimas, o que explica a grande retenção de líquido no corpo, ou seja, as mulheres inchavam o que dava a impressão de ter engordado. As pílulas modernas contêm menor dosagem de hormônio, assim a mulher incha menos e consequentemente ganha menos peso.

É importante ressaltar que, quando a mulher começa a usar a pílula, seu organismo precisa de um tempo para se adaptar. Por isso, ela não deve interromper o uso da pílula se ocorrer esses sintomas, entretanto, se continuarem por mais de três meses, a mulher deve retornar ao médico.

Existem medidas que podem ser tomadas para evitar a retenção de líquidos, como: prestar atenção na alimentação, acrescentar hortaliças e frutas no cardápio, pois elas facilitam e prolongam a digestão melhorando a absorção de minerais que evitam a retenção. Cortar ou diminuir a ingestão de líquidos durante as refeições, pois vai ajudar na digestão e evitar a retenção de líquidos. Beber muita água e fazer exercícios físicos regularmente, só favorecerá também uma vida mais saudável.

1 de Outubro de 2012 at 9:35 2 comentários

Você conhece a Candida?

 Débora de Mello Gonçales Sant´Ana

Turma da disciplina de Metodologia da Popularização da Ciência Aplicada a Farmácia de 2012.

A Candida? A Candinha? Filha da vizinha? Não, na verdade esta é outra, a Candida albicans e outras candidas, um grupo de fungos muito pequenos que não pode ser visto sem a ajuda de microscópios. Este fungo é redondinho então por isso recebe o nome de levedura. No passado, a cândida era conhecida como monília. Para ela sobreviver precisa estar no corpo de uma pessoa como você….. pois precisa de calor e umidade para sobreviver. Este fungo microscópico vive no trato gastrointestinal e genital feminino (especialmente na vagina) da maioria as pessoas. Como vivem normalmente nestes locais fazem parte do que era chamado antigamente de flora normal, hoje conhecida como microbiota, ou seja, nem sempre causam doenças. Mas, nas mulheres a “cândida” pode levar a infecções,tornando-se causadora de doenças. Isso ocorre porque as mulheres passam por variações hormonais, estresse, baixa imunidade,uso de anticoncepcionais, gravidez, etc. Nestes casos ocorrem mudanças no meio interno da vagina que possibilitam sua sobrevivência e aumento (e como aumentam !!! duplicando a população a cada período de 12-24 horas). Aí pronto! Tem-se uma candidíase, isso mesmo, o final íase indica uma inflamação causada por este organismo.

E agora?? Como saber se eu estou infectada?? Durante a infecção a mulher tem corrimento vaginal, eliminando uma secreção branca, que lembra leite coalhado e que coça MUITO….não tem cheiro e nem sempre é eliminada em grande quantidade. Isso é relativamente comum ao longo da vida da mulher e não indica nada de muito problemático, mas, precisa de tratamento, então, o ginecologista precisa ser procurado.Quando o médico retira um pouco da secreção vaginal, no microscópio será possível identificar qual ou quais microrganismos estão presentes e tratar tendo a certeza do causador da infecção. Normalmente, você vai usar pomadas vaginais de medicamentos antifúngicos. Um cuidado importante neste caso será não usar roupas apertadas, principalmente as íntimas que deverão ser bem lavadas e secadas ao sol.

Quando a mulher usa antibióticos para tratar infecções em outras regiões do corpo poderá matar outros microrganismos da microbiota normal da vagina, sobrando a cândida. Quando isso acontece a cândida tem tudo o que precisa para se multiplicar a vontade e dias depois, lá está…. a candidíase. Mas na maioria dos casos a solução é simples e com cerca de uma semana de uso da pomada vaginal a infecção será controlada e o equilíbrio ecológico restaurado. O que posso fazer para não ter? ainda não se sabe ao certo porque algumas pessoas repetem esta infecção e outras não. Mas, na maioria das mulheres o uso de roupas íntimas soltas e não sintéticas bem como uma vida equilibrada e longe do estresse podem ajudar a evitar esta infecção.

17 de Setembro de 2012 at 17:54 1 comentário

Hipertensão Arterial

Profª Drª Tania Regina Santos Soares

  • O QUE É?

O coração funciona como uma bomba que impulsiona o sangue para as artérias, e a força com que ele faz isso chama-se pressão arterial. Que é determinada tanto pelo volume de sangue bombeado quanto pela resistência que os vasos oferecem a esse sangue. Então a hipertensão se caracteriza por uma pressão arterial acima de 140X90 milímetros de mercúrio, em adultos com mais de 18 anos em repouso, sendo confirmada 3 vezes consecutivas.

É imprescindível esclarecer hipertensão arterial é uma doença crônica que afeta cerca de 20% da população adulta. A metade dos hipertensos desconhece a própria enfermidade. Pode evoluir sem sintomas por mais de 20 anos e, quando não tratada, causa lesões em diversos órgãos e sistemas, produzindo graves complicações. Contribui para o aumento da aterosclerose, podendo determinar sérias complicações, invalidez e também a morte.

A maior incidência de hipertensão arterial ocorre geralmente entre os 30 e
os 55 anos de idade. A hipertensão arterial, bem como suas complicações, pode ser controlada, bastando que se conheça melhor essa doença. É importante salientar o curso assintomático da doença, contudo algumas pessoas podem sentir: dor de cabeça matinal localizada um pouco acima da nuca, tonteiras, sangramento nasal, opressão no peito e cansaço.

  • CONSEQUÊNCIAS

As complicações atingem inúmeros órgãos e sistemas se a doença não for controlada e tratada adequadamente, causando:

  1.  No sistema nevoso central: infartos, hemorragia e encefalopatia hipertensiva.
  2.  No coração: cardiopatia isquêmica (angina do peito), insuficiência cardíaca, aumento de coração e em  algumas situações, morte súbita.
  3.  Nos pacientes com insuficiência renal crônica: nefroeslerose
  4.  Nas artérias: oclusão e obstrução das artérias carótidas, aneurisma de aorta, doença vascular nos membros inferiores.
  5.  No sistema visual: retinopatia, que provoca diminuição da visão.

É imprescindível esclarecer que esta é uma doença silenciosa e que na maioria das vezes diagnosticada, pelo aparecimento das complicações anteriormente citadas.

  • CAUSAS

95% dos casos são chamados de essenciais, por não terem causa definida e estarem associados a múltiplos fatores de risco:

  1.  Histórico familiar: ter parentes próximos hipertensos significa maior risco.
  2.  Idade: a hipertensão é mais comum após os 35 anos.
  3.  Raça: é mais freqüente nas pessoas da raça negra.
  4. Sensibilidade ao sódio: para quem é sensível, o consumo de sal e outros alimentos que contém sódio é um fator de risco importante.
  5. Estresse emocional: a ansiedade e as preocupações decorrentes das mudanças e desafios do dia-a-dia elevam o nível de adrenalina no sangue.
  6. Drogas: fumo, álcool, alguns medicamentos como os descongestionantes nasais à base de vasoconstritores, os anti-inflamatórios,pílulas anticoncepcionais, entre outros, elevam a pressão sanguínea.
  7.  Sedentarismo/obesidade.
  • COMO PREVENIR?!

Os três primeiros fatores de risco citados não são evitáveis, porém, os demais podem ser com um estilo de vida mais saudável, como:

  1.  Evitar excessos alimentares, principalmente sal de cozinha, álcool, gorduras e açúcar.
  2.  Não abusar de alimentos com alto teor de colesterol (manteiga, banha, bacon, gema de ovo, gordura de coco, rins, miolos, peles de aves, frutos do mar, chocolate, cacau, frituras em geral).
  3.  Controle do estresse e peso corporal.
  4.  Não fumar.
  5.  Não tomar medicamentos sem orientação médica.
  6. Praticar exercícios físicos,regularmente, sob supervisão médica.

3 de Setembro de 2012 at 9:56 Deixe um comentário

Artigos Mais Antigos


Site do MUDI

Arquivo