Posts tagged ‘cuidados’

Como nos prevenir dos vermes e micróbios?

leptos

Patrícia Sandri

Farmacêutica. Mestre e Doutoranda em Biociências Aplicadas a Farmácia – UEM

Um outro dia conheci a Senhora Bernadete, na biblioteca da Universidade. Puxei conversa pedindo-lhe que abrisse a janela enquanto eu fazia minha pesquisa sobre os vermes no computador, a Senhora Bernadete contou-me que na sua época de faculdade era muito difícil fazer pesquisas, pois suas pesquisas tinham que ser feitas todas em livros na biblioteca, pois não tinha acesso à internet. Nesses últimos tempos o mundo mudou muito. Agora temos televisão, telefone celular, metrô, caixa eletrônico nos bancos, vacinas, roçadeira e gasolina e, também, o dengue, calazar, a leptospirose…Precisamos entender isso para acompanhar as mudanças boas do mundo e vivermos com melhor qualidade de vida. Na natureza tudo é interligado, cada parte é ligada à outra (terra, água, ar, plantas, bichos e homens), o ideal é viver em equilíbrio, isto é, com saúde. Pois bem, quando o homem altera a natureza sem cuidado pode provocar desequilíbrio e ai nós é que “pagamos o pato”, pois ficamos doentes.

Como as doenças nos contaminam? As doenças provocadas por vermes e micróbios podem nos contaminar por três modos diferentes  a) pela boca: os causadores da doença estão na água e nos alimentos contaminados por fezes, por mãos sujas, por moscas, por poeira. As doenças mais comuns que entram pela boca são a Giardíase, amebíase, Leptospirose, toxoplasmose, ascaridíase, cisticercose, hepatite e gastrenterite. b) pela pele: larvas de vermes e alguns micróbios entram sozinhos, através de algum arranhão ou através de algum inseto. Exemplos: esquistossomose, ancilostomose, leishmaniose, dengue, febre amarela, malária, doença de chagas, tétano. c) contato direto: os causadores de uma doença passam diretamente de uma pessoa doente para outra pessoa sadia. Exemplos: Tuberculose, gripe, e doenças venéreas que passam pelo contato sexual (AIDS, tricomoníase, gonorréia, sífilis).

De onde vêm as doenças? Cada doença tem uma origem, um foco, ou reservatório. O mais comum é o próprio homem ser o vetor e o disseminador das suas doenças. Algumas doenças tem animais como vetor, por isso são chamadas de zoonoses. Deve ficar bem claro que cada cidadão é o responsável pela sua saúde e da sua comunidade, pois muitas coisas cabem a ele fazer dentro e ao redor de sua própria casa e outras cabem a ele, auxiliado pelos vizinhos, tomar as providencias para solucionar o problema juntamente com o centro comunitário ou o posto de saúde. Como evitar as doenças? É preciso usar as coisas boas que o conhecimento e o progresso trouxeram para nós. Portanto a primeira atitude é controlar o “foco do vetor”, as medidas básicas para se quebrar a corrente e assim evitar a contaminação são:

  1. Só defecar em privadas ou fossas, cujas descargas não alcancem diretamente cisternas, córregos ou rios;
  2. lavando_tomateSempre lavar as mãos antes de preparar ou comer qualquer alimento;
  3. Beber somente água filtrada;
  4. Proteger os alimentos e utensílios de cozinha de moscas e da poeira;
  5. Separar o lixo, ajuntando os itens recicláveis, para manter sua casa e o quintal sempre limpos;
  6. Participar ativamente das campanhas de vacinação das crianças e de animais;
  7. Evitar promiscuidade, não beber em copos ou xícaras usados, não comer com talheres de outra pessoa, só ter relações com parceiros desconhecidos usando camisinha;
  8. Encaminhar para tratamento qualquer animal ou pessoa doente;

Enfim, precisamos ser um membro ativo e cooperativo da comunidade, participando de reuniões, debates, jogos, eleições..e etc, desta forma cooperamos e evitamos muitas doenças. Todas as pragas estão espalhadas pelo mundo, mas as pessoas, vilas, cidades ou países que sabem disso e se preocupam com a saúde própria e da comunidade, precisam trabalhar para isolar ou acabar com essas pragas. O conhecimento disso e a participação das pessoas são fundamentais para melhorar a qualidade de vida, se cada um fizer um pouco todos se beneficiam!

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24 de Julho de 2013 at 9:25 1 comentário

Será que o excesso de higiene faz bem?

Letícia Sarturi Pereira Severi

Mestre em Imunologia (USP) e Doutoranda em Biociências Aplicadas à Farmácia (PBF-UEM)

01Você se considera uma pessoa higiênica? Na verdade, com o aumento do desenvolvimento urbano, todos nós nos tornamos mais higiênicos. E desde então, pensamos que o excesso de higiene é o que nos salvará dos tão temíveis microrganismos. Mas será que esses microrganismos só nos fazem mal? Ou será que apesar de alguns tipos poderem causar doença, eles também podem melhorar nossa saúde?

            Para responder estas questões precisamos entender que possuímos um sistema de defesa pronto para atuar contra infecções ou contra qualquer “agente estranho” que entre no organismo. Esse é o Sistema Imune, formado por células e algumas substâncias importantes para defender o corpo contra os agentes infecciosos. Porém, esse maravilhoso sistema de defesa não nasce totalmente pronto para combater todas as infecções, precisa ser desenvolvido e testado para que as respostas dele não sejam inadequadas e descontroladas.

02Muitos pesquisadores defendem a ideia de que quando o sistema imune responde a microrganismos desde o início da vida, as respostas são importantes para desenvolver um equilíbrio da resposta imune. Ou seja, se o sistema imune responde à microbiota (grupo de microrganismos que colonizam normalmente várias partes do corpo e antigamente chamados de flora normal), ou a pequenas infecções logo no início da vida, as respostas imunes serão mais adequadas e menos desbalanceadas. Esse equilíbrio é o que garante menos reações alérgicas e doenças auto-imunes (doenças causadas pelas reações do nosso sistema de defesa contra nossas próprias células). O excesso de higiene pode afastar o sistema imune do contato com os microrganismos, prejudicando seu equilíbrio no controle das respostas futuras.

Essa hipótese defendida por muitos pesquisadores se chama “Hipótese da Higiene”. Ela passou a ser defendida quando foi observado o quanto houve aumento nessas doenças auto-imunes e alérgicas nos últimos anos, junto com o aumento da industrialização e também do saneamento básico e, consequentemente da higiene.

Alguns pesquisadores também defendem que em famílias com maior número de filhos as crianças ficam menos suscetíveis às doenças alérgicas e auto-imunes. Isto porque, os filhos mais velhos transmitem às infecções adquiridas aos filhos mais novos, favorecendo o contato dos mais novos com os microrganismos. Além disso, as pesquisas também apontam que levar uma “vida de fazenda” na infância contribui para menor incidência de doenças alérgicas. Isso devido principalmente ao contato maior com animais e ao consumo de leite não-pasteurizado.

Portanto, segundo essa hipótese, a melhor maneira de prevenção dessas doenças auto-imunes e alérgicas é deixar a criança, desde pequena, ter contato com o mundo externo favorecendo o contato com microrganismos. Ou seja, criança livre de EXCESSO de higiene é criança feliz e será um adulto saudável!

17 de Julho de 2013 at 8:36 2 comentários

Porque é tão importante tomar antibióticos corretamente?

Thais Marcelle Bosisio Trevizoli
Pós-graduanda do programa Biociências Aplicadas à Farmácia –  Área de Infecção Hospitalar

01A resistência das bactérias aos antibióticos tem aumentado muito nos últimos anos. Ela pode surgir nas bactérias devido à alterações genéticas, mas quando se toma o antibiótico, as que possuem resistência podem sobreviver enquanto as que são sensíveis morrem, gerando uma seleção das bactérias resistentes. Por isso é muito importante evitar o uso desnecessário de antibióticos e quando necessário, fazer o tratamento corretamente.

O tratamento correto do antibiótico envolve a escolha adequada do fármaco, a dose, o intervalo (horários) e número de doses (duração em dias do tratamento). O fármaco e a dose são determinados pelo médico, mas o paciente que é o responsável pelo horário e por realizar o tratamento completo. A ação dos antibióticos depende de sua quantidade (concentração) no sangue. O atraso de uma dose diminui a concentração no sangue dando a oportunidade das bactérias se multiplicarem neste tempo. Além disto, muitas pessoas têm o costume de interromper o tratamento com a melhora dos sintomas, mas no caso de antibióticos a interrupção pode prejudicar a morte de todas as bactérias, e as que ficaram vivas podem voltar a crescer. É importante lembrar também que alguns antibióticos fazem interação com o leite, reduzindo seu efeito, devendo então ser tomado com água, de acordo com a bula.

Os problemas de uma infecção por bactéria resistente são a dificuldade no tratamento, tempo de infecção prolongado, maior risco de complicações, óbitos, entre outros. Uma resolução do Ministério da Saúde publicada em 2010 determinou que os antibióticos no Brasil só devem ser vendidos através de receita médica de controle especial, auxiliando na diminuição do uso indiscriminado. O próximo passo é uma conscientização do uso correto: nos horários certos e o tratamento completo.

23 de Maio de 2013 at 9:18 6 comentários

Paracoccidioidomicose, o palavrão que preocupa

Isis Regina Grenier Capoci
Patricia Haddad
Programa de Biociências aplicadas á Farmácia

Soletre comigo, P-A-R-A-C-O-C-C-I-D-I-O-I-D-O-M-I-C-O-S-E… paracoccidioidomicose, que palavrão não é mesmo?

mudiMas além da dificuldade de ser pronunciada, o que muitos não sabem é que a paracoccidioidomicose (PCM) causada pelo fungo Paracoccidioides spp, para os íntimos paracoco, é uma  das micoses sistêmicas (que pode atingir todo o nosso organismo) mais importantes do Brasil, é a oitava causa de morte por doença infecciosa crônica, sendo um problema de saúde publica. Em nossa região a PCM está bastante presente, porém ela é muitas vezes confundida com outras doenças como a tuberculose (doença causada por bactéria). Por isso, deve-se “voltar os olhos” a essa doença e a esse fungo. É importante saber que o paracoco vive no solo das plantações, por isso as pessoas que trabalham na lavoura podem “respirar” o fungo junto com a poeira da terra. Depois de respirar o fungo, pode ser que nada aconteça, mas a pessoa pode ficar doente após algumas semanas, ou o fungo pode ficar “dormindo” no organismo e provocar a PCM depois de muitos anos.

O fungo pode atacar nosso corpo em vários locais, como pulmão, boca, garganta, pele e linfonodos (conhecidos como ínguas quando inflamados). Nas pessoas a PCM pode causar febre, rouquidão, tosse, “caroços” no pescoço ou virilha, emagrecimento, fraqueza e feridas na boca que não melhoram com medicamentos comuns. Para nossa sorte, a PCM não é transmitida de uma pessoa para outra, nem através de objetos pessoais e nem alimentos. UFAAAAA! Ela pode atingir cachorros, tatus e outros animais, mas também não é transmitida do animal para o homem. O médico poderá detectar se o indivíduo tem o paracoco ou não através de exames, já que ele aparece no escarro, ferida ou outra parte do corpo do paciente.

O tratamento da PCM pode ser realizado em casa, ou em casos mais graves no hospital. Mesmo apresentando melhora nos primeiros meses, NÃO SE DEVE ABANDONAR O TRATAMENTO E NEM DEIXAR DE IR AS CONSULTAS DO MÉDICO, POIS ISSO PODE AGRAVAR A DOENÇA E TORNAR A CURA MAIS DIFÍCIL. O médico e os exames laboratoriais que vão decidir quando se pode parar o tratamento.
Fiquem ligados, a paracoccioidomicose existe e merece nossa atenção!

3 de Abril de 2013 at 8:51 5 comentários

Espelho, espelho meu… Como faço para o mais belo ser eu?

Professora Dra Carmem Patrícia Barbosa Lopes

Fisioterapeuta. Professora de Anatomia Humana do Departamento de Ciências Morfológicas da UEM e CESUMAR.

vaidade

Embora o sábio rei Salomão já tivesse mencionado há muitos anos, em um de seus provérbios, que “Enganosa é a graça e vã a formosura”, por vezes ainda me espanto com o quanto o ser humano valoriza a beleza.

Prova disso são os espantosos índices que o Brasil tem obtido em relação ao panorama mundial: em 2012, foi o segundo país do mundo a realizar cirurgias plásticas estéticas e o segundo a ter o maior número de academias por habitantes, conforme dados publicados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e pelo Jornal da Globo (2012). O objetivo é um só: Modificar a forma do corpo para obter os tão desejados padrões estéticos aceitos por todos como ideais.

Desejar a beleza não me parece errado, mas me inquieta o fato de que é bem menor o número de pessoas que se preocupam em primeiro conhecer melhor a morfologia do seu próprio corpo para então buscar modificá-lo em busca da beleza. Não deveria ser assim, pois a beleza pode vir de dentro uma vez que quando utilizamos adequadamente uma estrutura anatômica ela pode vir a se desenvolver e apresentar um formato mais bonito (é o que ocorre, por exemplo, com ossos e músculos submetidos à prática de atividade física adequada). Assim, o autoconhecimento do corpo poder ajudar tanto a desenvolvê-lo quanto a prevenir possíveis danos em seu funcionamento.

Creio que se todos nós tivéssemos o mesmo encanto pelo corpo humano que o salmista teve ao escrever o salmo 139 e contando com toda a tecnologia atual que nos está disponível, buscaríamos conhecer mais profundamente nosso mais íntimo “lar” e assim, priorizaríamos sua saúde e desenvolvimento.

Fica aqui o convite aos interessados em conhecer melhor este maravilhoso monumento que é o corpo humano: venham visitar a exposição de Anatomia Humana do MUDI e entender desde a concepção e o desenvolvimento do corpo humano até seu envelhecimento.

4 de Março de 2013 at 8:34 Deixe um comentário

Saiba mais sobre a Artrose!

João Vitor O. Silva

Acadêmico de Biomedicina da Universidade Estadual de Maringá.

As doenças inflamatórias das articulações são chamadas  de artrites ou sinovites. As  principais causas são: degenerativa, como na osteoartrite; auto-imune, como a artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, febre reumática; deposição de cristais, como na gota; infecciosa, como a artrite tuberculosa.  A osteoartrite é popularmente conhecida como artrose e pode surgir como uma doença primária (sem qualquer influência de outra doença) ou secundária (quando outra doença foi a causa), como nos casos de anormalidade das articulações, principalmente peso anormal ou deformidades estruturais.

Esta doença envolve as articulações mais móveis do corpo, chamadas de articulações sinoviais, como as do ombro, quadril, mão, coluna, joelho e tornozelo.  Em geral, afeta as articulações que estão constantemente expostas ao uso e ao desgaste, por exemplo, nos dedos de digitadores e joelhos de jogadores profissionais de futebol. As alterações patológicas envolvem a cartilagem, os ossos, o líquido sinovial e a cápsula articular com efeitos secundários na musculatura.

A alteração patológica inicial na artrose consiste na destruição da cartilagem articular que se rompe causando inflamação de toda a articulação. Normalmente, a cartilagem articular protege os ossos contra o atrito do movimento e com sua destruição, com o tempo ocorre aumento e deformação do osso subarticular, em decorrência do atrito entre o osso superior e o inferiror.

A osteoartrite causa dor e limitação dos movimentos na articulação, o diagnóstico da artrose baseia-se em parâmetros clínicos (o médico pede ao paciente que descreva os sintomas,quando e como começaram), laboratoriais (teste de sangue ou aspiração da articulação através de uma agulha para examinar o fluido sob microscópio) e radiográficos (Raio-x ou Ressonância magnética).

Quanto ao tratamento, existem algumas alternativas que visam minimizar os problemas e retardar a evolução da doença.

  • Condroprotetores: neste caso, o paciente usa substâncias químicas que normalmente eram produzidas pelas suas cartilagens articulares e que as tornava mais resistentes e adaptáveis. Estas substâncias são, por exemplo, glucosamina, condroitina e diacereína. A reposição destas substâncias tem o objetivo de fazer com que a cartilagem volte a ficar saudável, passando a articulação a funcionar melhor e aliviando e muitas vezes acabando com as dores.Contudo não regenera cartilagem destruída, apenas melhora a cartilagem que ainda existe, retardando sua destruição. Normalmente funciona bem no início da doença.
  • Terapia do Sinal Pulsado ou mais conhecido como PST: É um tratamento a base de ondas eletromagnéticas com um campo unidirecional pulsante, de intensidade muito baixa. Há relatos de bons resultados clínicos na utilização do tratamento PST em algumas patologias articulares: artrose em geral, bursites e tendinites. Com relação a artrose, o resultado costuma ser muito satisfatório em ombros e coluna, e em quadris e joelhos quando a artrose é inicial. O alívio alcançado com o PST costuma durar aproximadamente 3 anos.

Para prevenir a artrose é importante estar atento ao peso, pois seu excesso produz uma sobrecarga excessiva nas articulações. Outro fator a considerar é a atividade física. Exercício físico é essencial para evitar a artrose, pois além de favorecer a perda de peso faz com que a articulação movimente-se com grande amplitude de movimentos. Uma atividade física regular não só é considerado como uma forma de prevenção, mas também de tratamento.

 

12 de Novembro de 2012 at 10:24 Deixe um comentário

Osso tem calo?

Bárbara Angélio Quirino

Acadêmica de Ciências Biológicas da UEM – Monitora do MUDI

Você sabia que o osso é um tecido adaptativo que depende do equilíbrio entre a reabsorção e da formação para manter sua integridade estrutural? No osso já formado, a formação de osso novo só ocorre quando há estímulos como uma área em que houve absorção ou deformação.  Portanto, quanto maior essa deformação, maior o estímulo à ativação dos osteoblastos. Porém, vários outros fatores influenciam no metabolismo ósseo, sendo eles: hormonais, comportamentais, ambientais, além de forças mecânicas, elétricas, químicas e magnéticas.

Quando quebramos um osso (fratura), o organismo precisa uni-lo novamente e para isso formam-se temporariamente células chamadas de fibroblastos e condroblastos. No momento da fratura, os vasos sanguíneos que nutrem o osso se rompem provocando uma hemorragia local e consequentemente um coágulo, e, além disso, o osso daquela região morre. A partir de então, o osso precisa iniciar o processo de remodelação.

Primeiramente, as células chamadas de osteoclastos, capazes de degradar o osso, fazem a remoção por fagocitose de células ósseas mortas e do coágulo formado. Então o periósteo e o endósteo (membranas que revestem o osso e a cavidade medular, respectivamente) que estão próximos à fratura, produzem novas células (os osteoblastos) que formam o tecido ósseo imaturo, e essa intensa proliferação constitui um anel (calo ósseo) em volta da fratura que preenche e une provisoriamente os fragmentos.

A fissura desaparece em torno de seis semanas. A próxima fase, de consolidação, pode durar meses, pois é nela que ocorre a calcificação do osso, na qual o cálcio chega ao local através da corrente sanguínea. Com o passar do tempo – acontecerá a etapa final e mais demorada – a remodelação do calo ósseo e, aos poucos, a estrutura óssea é refeita com a participação dos osteoclastos e osteoblastos, reduzindo o calo e voltando à estrutura e resistência de antes.

As trações e pressões do dia-a-dia causadas no osso também ajudam na remodelação, e então, o tecido ósseo primário do calo vai sendo absorvido e substituído por tecido ósseo secundário. Durante esse período é importante uma dieta rica em cálcio para beneficiar o aumento da massa óssea.

8 de Outubro de 2012 at 14:03 Deixe um comentário

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