Posts tagged ‘fisica’

Porque os aparelhos de ar-condicionado são colocados na parte superior de uma sala?

Ricardo do Monte

Aluno do 3º ano do curso de Licenciatura em Física (2011) 

Por causa das correntes de convecção que ocorrerá quando o ar-condicionado estiver ligado. Quando parte de um fluido é resfriado, a perda de temperatura faz com que as moléculas do mesmo se agitem menos ficando mais unidas, conseqüentemente o volume diminui e o fluido torna-se mais denso do que a parte mais quente, devido à razão massa por volume, pois quanto menor for o volume de uma certa quantidade de massa maior será a densidade, e sendo maios a densidade, mais “pesada” ficará esse fluido. O contrário simplesmente ocorre com o aquecimento.

Em uma sala o ar-condicionado fica localizado na parte superior, pois o ar nesse local sofre um resfriamento, tornando-se mais denso, e desce, provocando a subida do ar mais quente que é menos denso, formando as correntes de convecção (Figura 1). Se o aparelho fosse colocado na parte de baixo, o ar resfriado, obviamente ficaria impossibilitado de subir, devido sua densidade ser maior, conseqüentemente não haveria essas tais correntes, o que resultaria em uma má circulação do ar, não tendo nesse caso, um controle adequado de temperatura no ambiente local.

(Atividade elaborada pelos alunos do curso de Física na disciplina de Estágio Supervisionado I no ano de 2011, sob a orientação do Prof. Msc. Ricardo Francisco Pereira).

 

 

 

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12 de Dezembro de 2012 at 10:27 1 comentário

Quais os tipos de extintores?

Eloá Dei Tós Germano

Aluna do 3º ano do curso de Licenciatura em Física (2011) 

O fogo é um processo termoquímico exotérmico, ou seja, é a rápida oxidação de matérias combustíveis que liberam calor. Para existir fogo é necessário que haja calor, oxigênio (do ar) e combustível.

Para apagar o fogo é preciso retirar um desses elementos, mas na maioria das vezes é difícil abafar o sistema para que o oxigênio seja todo gasto e o fogo apague; ou retirar o combustível que é o material que esta sendo queimado, e é ai que entra a água, quando a água é colocada sobre o fogo ela diminui a temperatura do sistema retirando o calor do sistema e conseqüentemente apagando o fogo. Porem devemos lembrar que isso nem sempre é valido, pois o fogo pode ser identificado por três tipos de acordo com a sua origem e para cada tipo de fogo existe um tipo de fogo classificados respectivamente por A, B e C.

Tipo A: É utilizado no caso de incêndios resultantes da combustão da materiais sólidos como papel, madeira, tecido dentre outros; esse tipo é o único que pode ser apagado pela água, pelo processo explicado acima.

Tipo B: Indicado em incêndios originados da queima de óleos, gasolina, álcool e seus derivados; para esse tipo de incêndio a água é ineficaz, para cessar o fogo é necessário utilizar pó químicos, ou gás carbônico. Ao adicionar água em alguns desses casos ele ira piorar a situação; logo, se ao fritar algum alimento em sua casa e seu óleo pegar fogo, nunca jogue água nele na tentativa de apagar o foco, que pode ser muito perigoso.

Tipo C: O uso é feito em incêndios decorrentes de equipamentos elétricos, que jamais deve ser usado água em matérias com energia elétrica e apenas pó químicos.

 (Atividade elaborada pelos alunos do curso de Física na disciplina de Estágio Supervisionado I no ano de 2011, sob a orientação do Prof. Msc. Ricardo Francisco Pereira).

10 de Dezembro de 2012 at 9:50 Deixe um comentário

Como o som se propaga em um cabo de fone de ouvido?

Marcelo Augusto Peres

Aluno do 3º ano do curso de Licenciatura em Física 

Geralmente as pessoas não entendem como o som se propaga em tantos meios diferentes. Primeiramente precisa-se definir o que é o som que chega em nossos ouvidos. Esse som é um exemplo de onda mecânica e em ondas deste tipo são necessárias que exista algum meio para que elas se propaguem, como por exemplo, um gás, líquido ou sólido.

Quando você ouve algum som, é devido à vibração das moléculas que ocorrem da seguinte maneira: uma molécula vibra e passa sua vibração para a molécula vizinha, que por sua vez passa para a seguinte e assim por diante até chegar ao seu tímpano, assim ele passa por algumas estruturas dentro do seu ouvido, chegando ao nervo auditivo até que essa informação é levada ao seu cérebro e você ouve o mesmo som que estava sendo propagado.

O “som” que vem pelo cabo até o fone de ouvido não é o som que chega aos nossos ouvidos. O que passa pelo cabo é apenas sinais elétricos alternados, vindos de algum gerador que contém informações sobre o som que desejamos ouvir. Chegando ao fone de ouvido, que é um transformador de sinais elétricos de áudio em som.

Esse transformador também denominado alto-falante vibra nas freqüências do sinal elétrico, perturbando as moléculas do meio propagador (no caso, moléculas de ar). Essa vibração se propaga pelo ar chegando a nossos ouvidos. Sendo assim temos o som que ouvimos.

(Atividade elaborada pelos alunos do curso de Física na disciplina de Estágio Supervisionado I no ano de 2011, sob a orientação do Prof. Msc. Ricardo Francisco Pereira).

21 de Novembro de 2012 at 8:59 Deixe um comentário

Porque os pássaros não levam choques nos fios elétricos?

Ely de Sousa Agudo

Aluno do 3º ano do curso de Licenciatura em Física (2011)

Para que um ser vivo receba uma descarga elétrica, uma diferença de potencial deve passar por ser corpo, ou seja, seu corpo deve fazer parte de um circuito elétrico, essa corrente precisa entrar por um lugar e sair por outro. Portando, se uma pessoa resolve agarrar um fio elétrico com as duas mãos sem estar devidamente isolado, provavelmente será eletrocutado, pois a distância que há entre as mãos é suficiente para obter uma diferença de potencial (DDP).

DDP: um ponto tem um grande numero de elétrons a mais do que o comum, e o outro tem um numero bem menor de elétrons que o comum e quando estes dois pontos são interligados por um condutor, os elétrons que estão sobrando em um deles irão fluir para aquele que tem menos elétrons (corrente elétrica).

  • Mas por que os pássaros não levam choques elétricos?

A distância entre as patas do pássaro não é suficiente para gerar uma diferença de potencial, ou seja, seria como se o pássaro estivesse com as patas no mesmo ponto. Se por alguma razão esse pássaro se desequilibrar e vier a encostar a qualquer outro objeto ou em outro fio, o mesmo será eletrocutado e terá muitas chances de morrer.

(Atividade elaborada pelos alunos do curso de Física na disciplina de Estágio Supervisionado I no ano de 2011, sob a orientação do Prof. Msc. Ricardo Francisco Pereira).

 

14 de Novembro de 2012 at 10:08 Deixe um comentário

Como funcionam os pára-raios?

Azizi Manuel Tempesta

Aluno do 3º ano do curso de Licenciatura em Física (2011) 

Os pára-raios são equipamentos utilizados para proteger edifícios e pessoas dos estragos causados pelos raios ao atingirem edificações. Na parte superior de um pára-raios nós encontramos uma estrutura com várias pontas, como mostra a figura abaixo. Esta “ponta” é a responsável por evitar que os raios atinjam as estruturas por elas protegidas. Esta ponta é ligada ao solo através de um sistema de aterramento.

Mas como isto tudo funciona?

Um raio é causado por um excesso de cargas elétricas em uma nuvem, que ao atingir certo limite consegue vencer a resistência elétrica do ar e é descarregada no solo.

Quando uma nuvem carregada se aproxima de um local, ela induz uma carga elétrica igual, porém de sinal contrário, no solo abaixo dela (como ocorre ao aproximarmos um balão de pedaços de papel depois de o esfregarmos no cabelo). Se neste local houver um pára-raios, ele também ficará eletrizado ao retirar cargas elétricas do solo, que estará carregado devido a presença da nuvem, e ocorrerá uma maior concentração de cargas em suas pontas. Ao atingirem certo limite, estas cargas em excesso nas pontas do pára-raios começarão a ser ejetadas para o ar e, por terem sinal contrário às cargas da nuvem, serão atraídas pela mesma e irão aos poucos neutralizando-a e assim evitarão uma descarga mais violenta que poderia causar sérios danos ao local.

Porém, se a aproximação das nuvens for muito rápida, não haverá tempo para que ocorra a neutralização das nuvens, e então, como as pontas do pára-raios terão uma concentração de cargas maior e estarão mais próximas das nuvens que os demais locais em volta do pára-raios, por isso a necessidade do pára-raios ser instalado em um local mais alto do que aquele que se quer proteger, ocorrerá então uma descarga violenta (raio) que será conduzida ao solo pelo sistema de aterramento, evitando assim maiores danos.

(Atividade elaborada pelos alunos do curso de Física na disciplina de Estágio Supervisionado I no ano de 2011, sob a orientação do Prof. Msc. Ricardo Francisco Pereira).

5 de Novembro de 2012 at 10:07 Deixe um comentário

Porque os beduínos usam roupas pretas e largas enquanto vagam no deserto?

Mayara Assoni Timbó de Souza

Aluna do 3º ano do curso de Licenciatura em Física (2011) 

Parece insensato usar roupas pretas em dias quentes, o que se dizer no deserto, onde a temperatura pode chegar a 50ºC! A verdade é que há uma explicação física, além da cultural, para os beduínos usarem roupas escuras. Mas para isso precisamos entender a relação entre luz e cores e compreender a convecção do ar.

A luz que chega até nós vinda do Sol é branca. Essa cor é na verdade uma mistura de todas as cores. Tanto é que se fizermos os raios solares passarem através de um prisma, veremos a decomposição da luz nas cores do arco-íris, como vemos na figura.

As cores que enxergamos são na verdade uma luz específica refletida pelo objeto. Por exemplo, se vemos uma roupa vermelha é porque a luz branca incidiu sobre ela, todas as cores foram absorvidas pela roupa, porém a vermelha foi refletida e chegou até nossos olhos. Dessa forma, uma roupa branca refletiria toda a luz incidente sobre ela, enquanto que uma roupa preta absorveria toda a luz.

E o que é a convecção do ar? Quando esquentamos as moléculas presente no ar, elas se tornam mais espaçadas, tornando o ar leve e menos denso, permitindo que ele suba como os balões, criando uma corrente ascendente. O ar frio, que é mais denso e, portanto, mais pesado, cai, ocupando o lugar do ar quente que subiu. A esse tipo de movimento chamamos de convecção.

Então, conforme a luz vai sendo absorvida pela roupa preta e larga dos beduínos, ela vai esquentando, e conseqüentemente, esquenta o ar próximo a ela, ou seja, o ar entre a roupa e o corpo do beduíno. Como as vestes do beduíno são largas, o ar quente vai subir. O ar frio que virá ocupar o lugar do ar quente criará uma espécie de vento, não permitindo que o corpo do beduíno esquente muito.

A diferença para a roupa branca é que, como o branco reflete a luz, a temperatura do ar entre a roupa e o corpo do beduíno é a mesma temperatura ambiente, assim, como não há diferença de temperatura entre o ar de dentro e o de fora da roupa, não acontecerá a convecção do ar.

(Atividade elaborada pelos alunos do curso de Física na disciplina de Estágio Supervisionado I no ano de 2011, sob a orientação do Prof. Msc. Ricardo Francisco Pereira).

29 de Outubro de 2012 at 10:02 Deixe um comentário

Porque casas destelham em fortes ventanias?

Thiago M. Guimarães e Ghiovani Z. Raniero

Alunos do 3º ano do curso de Licenciatura em Física (2011) 

Parece um evento muito simples quando o vento apenas entra por debaixo da telha e a levanta, então o corriqueiro fato de lacrar um barracão não o destelharia. Mas esse processo é o mesmo que ocorre para que um avião decole. Trata-se de do movimento do ar, onde maior a velocidade do meio, menor será pressão. A pressão é a força aplicada em uma determinada área, nesse caso, chamamos de pressão atmosférica.

Analisaremos esta imagem da asa de um avião e a asa de um pássaro: 

O ar que passa por cima tem uma velocidade maior do que o ar que passa por baixo causando assim uma diferença de pressão. O ar que passa em baixo tem uma pressão maior, empurrando a asa para cima.

Em uma casa a pressão interna empurra o telhado. Como um vendaval em uma tempestade, o vento fora da casa tem uma diferença de velocidade com o ar dentro da casa, causando assim uma diferença de pressão e o ar dentro da casa empurra o telhado e a destelha.

 (Atividade elaborada pelos alunos do curso de Física na disciplina de Estágio Supervisionado I no ano de 2011, sob a orientação do Prof. Msc. Ricardo Francisco Pereira).

 

3 de Outubro de 2012 at 9:26 Deixe um comentário

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