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Sol, a sobremesa que você precisa!

Ricardo Vargas de Andrade 

Nutricionista, mestrando em Biociências Aplicadas à Farmácia

Há muito tempo a vitamina D vem sendo estudada, mas nunca se falou tanto em suplementação como hoje. Esta vitamina é fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo e seus benefícios vão muito além da proteção da massa óssea.

Para obter a vitamina D ativa no organismo é preciso combinar dois bons hábitos. O primeiro consumir alimentos que sejam fontes da vitamina D inativa (ou seja, uma forma que ainda não funciona). As principais fontes são de origem animal como o salmão, sardinha, fígado, gema de ovo, laticínios, e dentre os vegetais aqueles verdes escuros e cereais enriquecidos.

Todavia, de nada vai adiantar consumir estas fontes de vitamina D se não for associado à prática de tomar sol todos os dias ou pelo menos quatro vezes na semana no horário correto, já que a luz solar ira convertê-la da forma inativa em ativa.

Quando se pensa no aproveitamento da vitamina D, tem sido praticado um grande equívoco quando nos é instruído tomar sol antes das 10h da manhã e depois das 15h. Nestes horários a angulação do sol não permite uma grande incidência de raios UVB sobre a pele, são estes raios que promovem a ativação da Vit. D para que esta cumpra seu papel. Nestes horários o tempo de exposição ao sol teria que ser muito grande e ainda assim não poderíamos afirmar que teria sido ativada a Vit. D.

Talvez você esteja um pouco confuso neste momento, pois pode ter crescido ouvindo esta informação. Mas depois de muitas pesquisas os dados tem demonstrado que devemos tomar sol entre 12h até às 14h, e por apenas 20 min. protegendo o rosto e expondo braços e pernas, assim teríamos quantidade suficiente desta vitamina. Esta exposição deve ser feita por pelo menos quatro vezes durante uma semana.

O problema é que o sol não tem feito parte da vida da grande maioria da população brasileira e mesmo vivendo em um país com abundância de sol temos sofrido com a deficiência desta vitamina. Nas grandes cidades muitos saem para trabalhar antes do sol nascer e chegam depois dele se por. Outros têm tomado sol através do vidro da janela dos escritórios e dos para-brisas dos carros, o que impossibilita a utilização da radiação UVB para produção da vitamina D, já que o vidro a absorve.

A deficiência de vitamina D é um problema de saúde pública não só no Brasil como na maior parte do mundo, chegando a 70% da população no Brasil. Diante desta deficiência, temos que suplementar esta vitamina já no primeiro ano de vida. E, na grande maioria dos casos fazer uso do suplemento por toda a vida. Quando há diagnóstico de deficiência deverá ser ingerido de 2.000 – 10.000 UI (unidade internacional) durante três meses e depois utilizar uma dosagem de 1.000 UI por dia para manutenção.

Lembre-se sempre, quando se expuser ao sol de proteger o rosto. Passar protetor, usar chapéu ou boné e expor os membros superiores e inferiores sem proteção. Quando chegamos à terceira idade devemos expor mais o corpo, pois a pele enrugada diminui a produção de vitamina D. Nesta fase é fundamental o uso de suplemento, pois o risco de problemas ósseos é maior devido às mudanças hormonais.

A falta de vitamina D também pode acelerar o processo de envelhecimento cerebral, sendo fundamental em todas as fazes da vida. Neste contexto, é imprescindível sua suplementação entre os idosos para evitar a degeneração do sistema nervoso e o aparecimento de problemas como a doença de Alzheimer ou Esclerose Múltipla.

Nossa escolha deve ser por se expor ao sol, tudo que é natural é melhor do que o artificial, mas, na impossibilidade de tomar sol nos horários corretos faça uso do suplemento. Ainda é importante que realize o exame antes da suplementação para que o profissional de saúde que está lhe acompanhado possa definir a dose de vitamina D a ser utilizada.

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15 de Julho de 2013 at 14:10 Deixe um comentário

Respiração Bucal, Pode?

Dentista e Docente de Odontologia Fábio José Bianchi

01A respiração nasal é essencial para um correto crescimento e desenvolvimento do complexo crânio-facial. Na impossibilidade de respirar pelo nariz o paciente desenvolve uma respiração bucal. De acordo com a literatura, é raro um padrão de respiração exclusivamente oral, sendo mais comum o paciente realizar uma respiração mista. As causas da respiração bucal podem ser nasais ou bucais, dentre as primeiras destaca-se a hipertrofia (aumento) das tonsilas palatinas e faríngeas, a hipertrofia do tecido conjuntivo que reveste as conchas nasais e o desvio de septo nasal, já as segundas estão relacionadas a hábitos de sucção.

02O padrão de respiração bucal, dependendo de sua duração, pode acarretar alterações funcionais, estruturais, patológicas, posturais, oclusais e de comportamento. É comum os seus portadores sentirem insuficiência respiratória, cansaço, dores nas costas e/ou no pescoço, diminuição do olfato e/ou paladar, halitose, boca seca, respiração ruidosa e apnéia.

As características físicas do respirador bucal são esteriotipadas como: face alongada; olhos caídos; lábios entreabertos, hipotônicos e ressecados; sulco naso-labial profundo; nariz pequeno; bochechas com musculatura hipotônica entre outras.

03 As características intra-bucais incluem maxila atrésica (céu da boca bem estreito, fechado) e palato muito fundo e a língua não consegue tocar o céu da boca; desarranjos ou desarmonias dos dentes com apinhamento (tem pouco espaço na arcada, para todos os dentes, não tendo espaço eles ficam um em cima do outro), mordida aberta, mordida cruzada posterior; língua baixa e volumosa; mucosa ressecada, podendo apresentar uma gengivite anterior marginal, protrusão maxilar e retrusão (movimento para trás) da mandíbula e consequente sobressaliência. O tratamento das alterações decorrentes da respiração bucal está na dependência direta do momento em que se realiza o diagnóstico, portanto, é indispensável que o dentista saiba identificar os aspectos relacionados e orientar corretamente o paciente.

3 de Julho de 2013 at 17:53 Deixe um comentário

Por que é tão importante saber se a gestante tem toxoplasmose?

Aline Rosa Trevizan

Mestrado em Biociências Aplicadas à Farmácia

Para responder a esta questão, primeiro vamos entender melhor essa doença! A toxoplasmose é a famosa “doença do gato”, assim chamada porque os felinos são os hospedeiros definitivos do agente causador da doença que é o parasito Toxoplasma gondii. Ser hospedeiro definitivo significa que é no gato que ocorre a reprodução sexuada do parasito, ou seja, o ciclo biológico (veja o ciclo de vida do parasito na figura abaixo), que gera a forma infectante do parasito, chamada de oocisto. Portanto, depende do gato para que sempre ocorra a manutenção do ciclo desse parasito. Os oocistos eliminados nas fezes do gato podem contaminar a água e os alimentos que ingerimos, e assim fazer com que adquiramos a infecção. Também existem outras formas do parasito que podem infectar os seres humanos e que são menos comuns, como, por exemplo, os cistos que podem estar presentes na carne crua que comemos ou, os taquizoítos que raramente podem estar principalmente no leite.

Percebe-se, portanto, que é mais fácil do que se pensa ser infectado pelo Toxoplasma gondii, e, por isso, boa parte da população já teve contato com o parasito. Uma vez infectado, a pessoa pode ou não desenvolver sintomas, sendo que a maior parte dos infectados não os apresentam. As pessoas que apresentam sintomas com maior frequência e maior gravidade são aquelas com o sistema de defesa afetado (imunodeprimidos).

Sabendo de tudo isso, é também importante entender que a toxoplasmose pode ser transmitida para o bebê quando a mãe adquire esta infecção enquanto está grávida, através da chamada via transplacentária. A mãe pode até não saber que é portadora do parasito, mas quando a gestante está na fase aguda da doença, o parasito presente no líquido amniótico ou no endométrio do útero pode infectar o bebê. Na criança essa doença pode causar muitas complicações, sendo que o parasito se dissemina por diversos órgãos, mas prevalecem as lesões no seu sistema nervoso central e na retina. Dependendo da gravidade da infecção e da idade do feto quando infectado, pode ocorrer má formação congênita, abortamento ou morte da criança ainda na barriga ou depois do nascimento. Por isso é feito um exame de sangue nas gestantes, para identificação dessa doença, visto que, se for necessário, existem medicamentos que ajudam a diminuir a gravidade da infecção. Nesse exame é possível observar se a mãe já entrou em contato com o Toxoplasma gondii, através da detecção de anticorpos específicos para o parasito. Dessa forma, se a mulher já tiver sido infectada no passado, mesmo que nunca tenha tido sintomas ou adoecido por isso, ela apresentará esses anticorpos, o que neste caso pode ser uma boa notícia, pois, demonstra que ela está resistente e não haverá perigo de adquirir a infecção aguda durante a gestação! Do contrário, se a mulher não apresentar esses anticorpos, deverá tomar ainda mais cuidado para não se infectar durante a gravidez!

Em relação aos cuidados a serem tomados durante a gravidez destacam-se: lavar muito bem os alimentos antes de ingeri-los, lavar sempre as mãos, evitar comer carne crua ou mal cozida, filtrar a água que vai beber e cuidar do gatinho de estimação para que ele não se alimente de outros animais e assim se infecte com a doença e a transmita para você. Portanto, é importante saber mais sobre essa doença tão comum no mundo e que pode ter muitas implicações na nossa vida, principalmente nos imunodeprimidos e nos bebês filhos de mães com toxoplasmose aguda, sendo sempre a prevenção o melhor caminho!

29 de Junho de 2013 at 17:00 1 comentário

Saiba Como Evitar As Fraturas

Patrícia Schaider
Farmacêutica. Mestranda em Biociências Aplicadas à Farmácia – UEM.

01O alto número de fraturas devido ao enfraquecimento ósseo, é considerado um problema de saúde pública. Este enfraquecimento é conhecido por osteosporose que é uma doença que se caracteriza por uma baixa massa óssea, gerando uma diminuição da qualidade de vida do indivíduo. Dev

emos estar atentos as formas de


O que causa a diminuição de cálcio e vitamina D no organismo?
prevenção. A alimentação desempenha um papel importante na saúde dos ossos. Os dois nutrientes essenciais para a saúde dos ossos são o cálcio e a vitamina D.

Geralmente a diminuição de vitamina D e cálcio, estão relacionados a má nutrição e a exposição diminuída ao sol.Alguns estudos (SENECA) , demonstram que cerca de um terço dos indivíduos estudados em 19 cidades de 10 países da Europa, apresentam resultados com a ingesta de cálcio diminuída, assim como a concentração de vitamina D no organismo.

  • O que fazer para prevenir a osteoporose?

02A melhor maneira de alcançar a concentração adequada de cálcio no organismo é através da ingestão de cálcio na dieta. A principal fonte de cálcio na dieta são os produtos lácteos (leite, iogurtes e queijo), de peixes (sardinha com ossos), alguns legumes e frutas. No entanto, quando as fontes dietéticas são escassas ou não bem tolerada, podemos utilizar medicamentos que contenham cálcio e vitamina D (Suplementos).

03Exposição solar adequada pode prevenir e curar a insuficiência de vitamina D., Mas devemos tomar cuidado para que a exposição ao sol não ultrapasse o recomendado , evitando assim algumas doenças que acometem a pele.
Alguns alimentos interferem na absorção de cálcio, como o café e refrigerante , que possuem cafeína além de fósforo que age como diurético retirando o cálcio dos ossos, entre outros como o sal, gorduras e chocolates.
Além de uma alimentação saudável, a suplementação com cálcio e vitamina D na forma de medicamento, se torna um meio seguro e barato de prevenir fraturas osteoporóticas.

20 de Junho de 2013 at 21:52 Deixe um comentário

A música pode mudar seu cérebro!

Profa. Dra. Débora de Mello Gonçales  Sant´Ana

Farmacêutica e Pedagoga. Professora da Universidade Estadual de Maringá

01Não é preciso observar por muito tempo ficarmos admirados com a agilidade dos músicos, principalmente os profissionais. São capazes de executar movimentos diferentes em cada uma das mãos, seguir uma partitura com linguagem própria e ainda manter o ritmo. Como isso é possível? O cérebro dos praticantes de música à longo prazo, como os músicos profissionais, funciona de forma distinta, com maior capacidade de aprendizado, maior controle emocional e até mesmo melhor humor.  Para o desenvolvimento de tantas atividades, os músicos usam mais os dois lados do cérebro ao mesmo tempo (hemisférios cerebrais) do que normalmente nós, os não músicos fazemos. Estudos de imagem (como tomografias e ressonâncias magnéticas especiais) realizados com crianças que tocavam instrumentos musicais por 15 meses sequenciais demonstraram aumento na área do corpo caloso, uma região de comunicação entre os dois hemisférios cerebrais. Este aumento facilita a coordenação de movimentos motores ambidestros e distintos. Acredita-se ainda que o desenvolvimento de tantas atividades motoras, de planejamento, equilíbrio, audição e memória envolvam muitas áreas cerebrais ao mesmo tempo nos músicos.

02E em relação as crianças? Sempre nos perguntamos como e quanto a música pode influenciar seu desenvolvimento e funcionamento cerebral. Piaget (1973) descreveu que para o desenvolvimento integral do intelecto humano deve haver uma interação entre aspectos biológicos, sociais e físicos. O desenvolvimento da musicalidade na criança também depende da interação entre estes fatores.  A música é entendida pelo cérebro como uma forma de linguagem. Assim como a linguagem falada “envolve inflexões, entonações, ritmo, andamento e um contorno melódico …. a música é uma arte que se utiliza da linguagem de símbolos naturais ou convenções para a comunicação e expressão”.

Estudos realizados com estudantes universitários demonstraram que após a audição de sonatas de música clássica (ex: Mozart) melhoraram suas capacidades de relações espaciais e geometria ou atividades que dependiam das funções do lobo frontal. Não existem relatos de que bebês que ouvem uma música especificamente tenham aumento de inteligência, apesar de estudos terem sido interpretados desta forma por leitores, o que levou a uma simplificação exagerada dos resultados de estudos. Neste caso, ocorreu o conhecido “efeito Mozart” que distribuiu indiscriminadamente a informação de que a audição de Mozart por bebês os tornaria mais inteligentes. Este foi um mito presente em nossa sociedade por mais de dez anos e que levou a um consumo de obras por muitos pais desejosos de aumentar a inteligência de seus filhos. Certamente os bebês que ouvem ou ouviram Mozart tiveram ganhos em muitos aspectos de sua via, porém, o mecanismo não é direto, mas possivelmente por  estabilização do humor e melhora da atenção.

Por isso, pense bem, ouvir e praticar música pode sim ajuda-lo na busca de ter um cérebro ativo e ainda melhor.

(Ilustração 01 de Mário Donadon Leal)

5 de Junho de 2013 at 10:16 6 comentários

Aproveitamento dos alimentos de forma integral: uma ferramenta melhora da qualidade nutritiva e redução dos gastos com a alimentação

Renato Castro da Silva
Nutricionista. Mestrando em Biociências Aplicadas à Farmácia

Estima-se que 30% da produção mundial de alimentos sejam desperdiçados devido às falhas no processo transporte e distribuição. Mediante o preparo de hortaliças e frutas há perda de aproximadamente 20% a 30% em relação ao volume comprado.  Isso coloca o Brasil no topo da lista dos países que mais desperdiça alimentos, embora seja o maior produtor de alimentos in natura. O desperdício daria para alimentar 10 milhões pessoas/dia. Nesse contexto surge a necessidade da adoção de medidas que permitam mudar essa realidade e permitir o acesso e a disponibilidade de alimentos aos indivíduos de forma permanente e quali/quantitativamente adequada, sem comprometer as demais necessidades básicas e de forma sustentável.

O aproveitamento integral de alimentos compreende a utilização em preparações culinárias da alimentação cotidiana das partes não convencionais dos alimentos (cascas, talos, folhas e sementes) que possuem um alto teor de vitaminas, sais minerais e fibras, além de um reduzido valor calórico, que contribui com a prevenção de um do maior problema epidemiológico de todo o globo terrestre, a obesidade. A adoção dessa estratégia melhora o valor nutritivo da alimentação, além de reduzir os custos no preparo das refeições diárias, o que consequentemente melhora o acesso e a disponibilidade do alimento.

Em se tratando desse tema há que se tomar o cuidado com a higiene no preparo, procurando sempre lavar as aparas (pontas), cascas, talos, folhas e sementes dos alimentos antes do preparo e se possível deixar de molho por 15 minutos numa solução de 1 (uma) colher de sopa de água sanitária com indicação para uso em alimentos em 1 (um) litro de água, uma vez para assegurar que haja segurança alimentar que tenhamos alimentos em quantidade e qualidade significativa e que este seja microbiologicamente seguro. Caso as partes não convencionais não sejam utilizadas no dia de sua obtenção proceder a higienização e armazenar em recipiente fechado na geladeira e/ou freezer.

Abaixo descreve-se alguns tipos de partes não convencionais de alimentos que são alvo de aproveitamento integral e algumas idéias de preparações que podem ser implementadas usando-se a criatividade:

Folhas de: cenoura, beterraba, batata doce, nabo, couve-flor, abóbora, mostarda, hortelã e rabanete (em tortas salgadas, incorporados em molhos, refogados, quiches, farofas, tutu de feijão, sopas e cremes)

Cascas de: batata inglesa, banana, tangerina, laranja, mamão, pepino, maçã, abacaxi, berinjela, beterraba, melão, maracujá, goiaba, manga, abóbora (em doces, geléias, doces cristalizados, compotas, bolos e tortas, coberturas para bolo)

Talos de: couve-flor, brócolis, beterraba, couve manteiga (em sucos, frapês, farofa, recheio de assados, tortas, com arroz, sopas)

Entrecascas (parte branca da casca) de melancia (ensopado com carne, geléias, doces e compotas), maracujá (recheado com carne, ricota com ervas finas, para dar consistência em geléias e molhos)

Veja uma sugestão de torta de fácil preparo, baixo custo, saborosa e nutritiva que contempla o aproveitamento da casca da banana que é desprezado em muitos lares brasileiros.

01Torta de Casca de Banana

Ingredientes: 

2 xícaras (chá) de casca de banana madura

4 gemas

4 claras em neve

2 1/2 xícaras (chá) de açúcar

3 xícaras (chá) de farinha de rosca (pão amanhecido torrado e ralado)

5 colheres (sopa) rasas de margarina

2 colheres (sopa) de fermento em pó

Canela em pó para polvilhar

Modo de Preparo: Bater no liquidificador as cascas de banana com 1/2 xícara (chá) de água. Reservar. Na batedeira, colocar a margarina, a gema e o açúcar, batendo até ficar homogênea. Misturar as cascas de banana batidas, a farinha e o fermento. Por último, as claras em neve, polvilhando com a canela antes de ir ao forno. Sugestão: Cortar a polpa da banana em tiras e passar na farinha de rosca colocando metade da massa na assadeira e distribuir as tirar passadas na farinha e depois cobrir com o restante da massa. Levar ao forno em forma untada, assar durante 30 ou 35 minutos.

Rendimento: aproximadamente 1,8 kg (30 pedaços de 60 g cada).

3 de Junho de 2013 at 8:50 Deixe um comentário

Blastocystis hominis: que bicho é esse?

Maria Teresinha Gomes Casavechia

Programa de Pós-Graduação em Biociências Aplicadas à Farmácia

 

Você já ouviu falar de Blastocystis hominis? Este controverso e não muito conhecido parasito é frequentemente encontrado no trato intestinal do homem e de muitos outros animais no mundo inteiro. No entanto sua prevalência é mais elevada nos países em desenvolvimento. E sabe por quê? Devido às condições de higiene precárias, contato com animais domésticos, superlotação, consumo de água e alimentos contaminados, falta de saneamento básico e de remoção de resíduos. No Brasil há registros desse parasito em diversos estados.

01

O ciclo de vida do Blastocystis hominis ainda tem sido discutido, mas acredita-se que ele alcance o meio exterior através das fezes de indivíduos e animais parasitados e a partir daí se propague para os diversos hospedeiros. Os mecanismos de transmissão também não estão totalmente definidos, mas sabe-se que a infecção por esse parasito ocorre pela via fecal-oral, por meio de alimentos e águas contaminadas. Quando é ingerido, o parasito se aloja no intestino grosso, e novamente há dúvidas quanto ao potencial patogênico do Blastocystis. Em alguns casos a infecção será assintomática, no entanto em outros, sintomática. Os principais sintomas relatados são diarréia, cólica, desconforto abdominal, náuseas e vômitos, que podem persistir por semanas ou meses, se não houver tratamento. Já foi demonstrada a associação de sintomas com a infecção por este parasito, principalmente em indivíduos imunocomprometidos e transplantados bem como na síndrome do intestino irritável, sugerindo responsabilidade do Blatocystis na geração de sintomas.

E o que será que nós podemos fazer para o combate a esta intrigante parasitose? No que diz respeito à nossa proteção individual podemos lavar bem e tratar todos os alimentos crus e consumir águas tratadas. A realização de exames parasitológicos de fezes e o tratamento dos infectados também são de grande valia. A proteção do meio ambiente contra os dejetos humanos e dos animais evita a disseminação para outros indivíduos. E finalmente, campanhas de educação sanitária com orientações básicas para a população.

Agora você já ouviu falar Blastocystis hominis e embora existam tantas controvérsias, pesquisas estão sendo realizadas para uma completa elucidação deste parasito!

29 de Maio de 2013 at 10:03 20 comentários

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