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POR QUE ESQUECEMOS?

Larissa Renata de Oliveira Bianchi

Docente de Anatomia Humana da UEM

Você já deve ter se perguntado por que algumas coisas você tenta lembrar-se e não consegue. Algumas vezes vê uma pessoa, a reconhece, mas não se lembra de onde nem seu nome? Estuda para uma prova, entende o conteúdo, mas quando tenta resolver as questões não se lembra? Assiste a um filme, lembra de seu enredo mas esquece seu nome?

Calma! Vamos tentar entender o que está acontecendo.

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Provavelmente você não esta pirando nem ficando com amnésia.

O que acontece é que seu cérebro tem a capacidade de esquecer. Sua memória tem uma capacidade incrível, muito maior do que você imagina e jamais imaginou. E a chave para seu funcionamento não é tentar se lembrar de cada vez mais coisas, mas, aprender a esquecer.

Cientistas ingleses descobriram que quando você se lembra de algo, isso pode gerar uma consequência negativa – enfraquecer as outras memórias armazenadas no cérebro. “O enfraquecimento acontece porque se lembrar de uma coisa é como reaprendê-la”, explica o psicólogo James Stone, da Universidade de Sheffield.

As memórias são formadas por conexões temporárias, ou permanentes, entre os neurônios. Suponha que você pegue um papelzinho com um número de telefone. O seu cérebro usa um grupo de neurônios para processar essa informação. Para memorizá-la, fortalece as ligações entre eles – e aí, quando você quiser se lembrar do número, ativa esses mesmos neurônios.

 Só que nesse processo parte do cérebro age como se a tal informação (o número do telefone) fosse uma coisa inteiramente nova, que deve ser aprendida. E esse “pseudoaprendizado” acaba alterando, ainda que só um pouquinho, as conexões entre os neurônios. Isso interfere com outros grupos de neurônios, que guardavam outras memórias, e chegamos ao resultado: ao se lembrar de uma coisa, você esquece outras.

Esquecemos porque os mecanismos que formam e evocam a memórias são saturáveis. Não podemos fazê-lo funcionar constantemente de maneira simultânea para todas as memórias possíveis, as existentes e as que adquirimos a cada minuto. Isso obriga naturalmente a perder memórias preexistentes, por falta de uso, para dar lugar a outras novas.

Aprender a distinguir as informações que devemos deixar de lado e as que devemos guardar é uma arte difícil. Mas dela depende nossa SOBREVIVÊNCIA e nosso EQUILÍBRIO EMOCIONAL  e COGNITIVO.

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11 de Agosto de 2014 at 21:24 Deixe um comentário

Alzheimer: amar acima de tudo, àquele que já não possa mais se lembrar de você!

Maiara Carnotti

Disponível em  Acesso em abril, 2014.

Disponível em <http://euvaldorosa.com.br/blog2013/?p=1281 > Acesso em abril, 2014.

A doença de Alzheimer se apresenta como demência ou perda de memória, orientação, atenção e linguagem. Apesar dos vários avanços alcançados no tratamento, ainda não existe uma cura. Essa doença além de afetar o paciente, que em sua grande maioria são idosos, tem imenso impacto na família e nos amigos que convivem com o paciente.

O lado emocional familiar é bastante abalado e muitas vezes estes se veem obrigados a mudar suas rotinas, para se adaptar às novas necessidades do ente querido. A carga dos cuidados necessários acaba tornando os familiares reféns desta doença, esgotando suas energias, desestruturando suas crenças e o lado emocional e moral. Isso reflete em doenças físicas dos cuidadores, estresse, dificuldade de aceitar o diagnóstico, perda de peso, insônia, abuso físico e verbal do paciente, uso de álcool e medicamentos psicotrópicos.

É importante no momento do diagnóstico, uma conversa esclarecedora e sincera entre o médico, família e o doente. Procurar ajuda em serviços sociais assim como grupos de apoio e profissionais qualificados, como exemplo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz).

Estudos mostram que a maioria dos cuidadores de pacientes com Alzheimer são mulheres, casadas que se ocupam com serviços domésticos em seus lares, concluíram o ensino médio e não possuem conhecimento muito amplo sobre a doença e os cuidados necessários. Devido a isso, se sentem inseguras, revoltadas, assustadas, preocupadas, com medo que os entes queridos se tornem inválidos, não reconheçam mais a família ou tenham atitudes obscenas.

            Quando questionados sobre a divisão de tarefas, afirmam que com o avanço da doença a família se mostra indiferente perante os cuidados com o idoso. Todas estas dificuldades refletem diretamente no convívio familiar e numa sobrecarga física e psicológica. Para tornar o caminho mais leve seguem algumas dicas:

  • Mantenha sua rede social;
  • Concilie as atividades, perante sua vida pessoal e familiar;
  • Busque alternativas para divisão de tarefas e aceite perdas;
  • Ofereça autonomia para os pacientes quando possível;
  • Tenha um relacionamento afetivo, compreensivo e de boa qualidade com o portador de Alzheimer.

            Não se sintam sozinhos! Existem livros de apoio como o disponível no site da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz): “Você não está sozinho”, grupos de apoio divididos por região e cidade no Brasil todo, atividades para pacientes, campanhas e ações informativas, textos e dicas para uma vida mais saudável tanto do portador da doença como dos cuidadores. De acordo com a legislação brasileira pessoas com Alzheimer têm direito à assistência médica e a medicamentos gratuitos, além de obter isenção do Imposto de Renda.

Lembre-se o fato de não poder se lembrar de você hoje, não apaga tudo que essa pessoa fez por você um dia!

Leia mais em: www.abraz.org.br

Fale conosco ABRAz: 0800-551906, de segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 16h.

Grupos de apoio no Paraná: Grupo de Apoio em Cascavel e Curitiba(abrazpr@gmail.com).

23 de Junho de 2014 at 23:48 Deixe um comentário


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