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Saiba Como Evitar As Fraturas

Patrícia Schaider
Farmacêutica. Mestranda em Biociências Aplicadas à Farmácia – UEM.

01O alto número de fraturas devido ao enfraquecimento ósseo, é considerado um problema de saúde pública. Este enfraquecimento é conhecido por osteosporose que é uma doença que se caracteriza por uma baixa massa óssea, gerando uma diminuição da qualidade de vida do indivíduo. Dev

emos estar atentos as formas de


O que causa a diminuição de cálcio e vitamina D no organismo?
prevenção. A alimentação desempenha um papel importante na saúde dos ossos. Os dois nutrientes essenciais para a saúde dos ossos são o cálcio e a vitamina D.

Geralmente a diminuição de vitamina D e cálcio, estão relacionados a má nutrição e a exposição diminuída ao sol.Alguns estudos (SENECA) , demonstram que cerca de um terço dos indivíduos estudados em 19 cidades de 10 países da Europa, apresentam resultados com a ingesta de cálcio diminuída, assim como a concentração de vitamina D no organismo.

  • O que fazer para prevenir a osteoporose?

02A melhor maneira de alcançar a concentração adequada de cálcio no organismo é através da ingestão de cálcio na dieta. A principal fonte de cálcio na dieta são os produtos lácteos (leite, iogurtes e queijo), de peixes (sardinha com ossos), alguns legumes e frutas. No entanto, quando as fontes dietéticas são escassas ou não bem tolerada, podemos utilizar medicamentos que contenham cálcio e vitamina D (Suplementos).

03Exposição solar adequada pode prevenir e curar a insuficiência de vitamina D., Mas devemos tomar cuidado para que a exposição ao sol não ultrapasse o recomendado , evitando assim algumas doenças que acometem a pele.
Alguns alimentos interferem na absorção de cálcio, como o café e refrigerante , que possuem cafeína além de fósforo que age como diurético retirando o cálcio dos ossos, entre outros como o sal, gorduras e chocolates.
Além de uma alimentação saudável, a suplementação com cálcio e vitamina D na forma de medicamento, se torna um meio seguro e barato de prevenir fraturas osteoporóticas.

20 de Junho de 2013 at 21:52 Deixe um comentário

A música pode mudar seu cérebro!

Profa. Dra. Débora de Mello Gonçales  Sant´Ana

Farmacêutica e Pedagoga. Professora da Universidade Estadual de Maringá

01Não é preciso observar por muito tempo ficarmos admirados com a agilidade dos músicos, principalmente os profissionais. São capazes de executar movimentos diferentes em cada uma das mãos, seguir uma partitura com linguagem própria e ainda manter o ritmo. Como isso é possível? O cérebro dos praticantes de música à longo prazo, como os músicos profissionais, funciona de forma distinta, com maior capacidade de aprendizado, maior controle emocional e até mesmo melhor humor.  Para o desenvolvimento de tantas atividades, os músicos usam mais os dois lados do cérebro ao mesmo tempo (hemisférios cerebrais) do que normalmente nós, os não músicos fazemos. Estudos de imagem (como tomografias e ressonâncias magnéticas especiais) realizados com crianças que tocavam instrumentos musicais por 15 meses sequenciais demonstraram aumento na área do corpo caloso, uma região de comunicação entre os dois hemisférios cerebrais. Este aumento facilita a coordenação de movimentos motores ambidestros e distintos. Acredita-se ainda que o desenvolvimento de tantas atividades motoras, de planejamento, equilíbrio, audição e memória envolvam muitas áreas cerebrais ao mesmo tempo nos músicos.

02E em relação as crianças? Sempre nos perguntamos como e quanto a música pode influenciar seu desenvolvimento e funcionamento cerebral. Piaget (1973) descreveu que para o desenvolvimento integral do intelecto humano deve haver uma interação entre aspectos biológicos, sociais e físicos. O desenvolvimento da musicalidade na criança também depende da interação entre estes fatores.  A música é entendida pelo cérebro como uma forma de linguagem. Assim como a linguagem falada “envolve inflexões, entonações, ritmo, andamento e um contorno melódico …. a música é uma arte que se utiliza da linguagem de símbolos naturais ou convenções para a comunicação e expressão”.

Estudos realizados com estudantes universitários demonstraram que após a audição de sonatas de música clássica (ex: Mozart) melhoraram suas capacidades de relações espaciais e geometria ou atividades que dependiam das funções do lobo frontal. Não existem relatos de que bebês que ouvem uma música especificamente tenham aumento de inteligência, apesar de estudos terem sido interpretados desta forma por leitores, o que levou a uma simplificação exagerada dos resultados de estudos. Neste caso, ocorreu o conhecido “efeito Mozart” que distribuiu indiscriminadamente a informação de que a audição de Mozart por bebês os tornaria mais inteligentes. Este foi um mito presente em nossa sociedade por mais de dez anos e que levou a um consumo de obras por muitos pais desejosos de aumentar a inteligência de seus filhos. Certamente os bebês que ouvem ou ouviram Mozart tiveram ganhos em muitos aspectos de sua via, porém, o mecanismo não é direto, mas possivelmente por  estabilização do humor e melhora da atenção.

Por isso, pense bem, ouvir e praticar música pode sim ajuda-lo na busca de ter um cérebro ativo e ainda melhor.

(Ilustração 01 de Mário Donadon Leal)

5 de Junho de 2013 at 10:16 6 comentários

Aproveitamento dos alimentos de forma integral: uma ferramenta melhora da qualidade nutritiva e redução dos gastos com a alimentação

Renato Castro da Silva
Nutricionista. Mestrando em Biociências Aplicadas à Farmácia

Estima-se que 30% da produção mundial de alimentos sejam desperdiçados devido às falhas no processo transporte e distribuição. Mediante o preparo de hortaliças e frutas há perda de aproximadamente 20% a 30% em relação ao volume comprado.  Isso coloca o Brasil no topo da lista dos países que mais desperdiça alimentos, embora seja o maior produtor de alimentos in natura. O desperdício daria para alimentar 10 milhões pessoas/dia. Nesse contexto surge a necessidade da adoção de medidas que permitam mudar essa realidade e permitir o acesso e a disponibilidade de alimentos aos indivíduos de forma permanente e quali/quantitativamente adequada, sem comprometer as demais necessidades básicas e de forma sustentável.

O aproveitamento integral de alimentos compreende a utilização em preparações culinárias da alimentação cotidiana das partes não convencionais dos alimentos (cascas, talos, folhas e sementes) que possuem um alto teor de vitaminas, sais minerais e fibras, além de um reduzido valor calórico, que contribui com a prevenção de um do maior problema epidemiológico de todo o globo terrestre, a obesidade. A adoção dessa estratégia melhora o valor nutritivo da alimentação, além de reduzir os custos no preparo das refeições diárias, o que consequentemente melhora o acesso e a disponibilidade do alimento.

Em se tratando desse tema há que se tomar o cuidado com a higiene no preparo, procurando sempre lavar as aparas (pontas), cascas, talos, folhas e sementes dos alimentos antes do preparo e se possível deixar de molho por 15 minutos numa solução de 1 (uma) colher de sopa de água sanitária com indicação para uso em alimentos em 1 (um) litro de água, uma vez para assegurar que haja segurança alimentar que tenhamos alimentos em quantidade e qualidade significativa e que este seja microbiologicamente seguro. Caso as partes não convencionais não sejam utilizadas no dia de sua obtenção proceder a higienização e armazenar em recipiente fechado na geladeira e/ou freezer.

Abaixo descreve-se alguns tipos de partes não convencionais de alimentos que são alvo de aproveitamento integral e algumas idéias de preparações que podem ser implementadas usando-se a criatividade:

Folhas de: cenoura, beterraba, batata doce, nabo, couve-flor, abóbora, mostarda, hortelã e rabanete (em tortas salgadas, incorporados em molhos, refogados, quiches, farofas, tutu de feijão, sopas e cremes)

Cascas de: batata inglesa, banana, tangerina, laranja, mamão, pepino, maçã, abacaxi, berinjela, beterraba, melão, maracujá, goiaba, manga, abóbora (em doces, geléias, doces cristalizados, compotas, bolos e tortas, coberturas para bolo)

Talos de: couve-flor, brócolis, beterraba, couve manteiga (em sucos, frapês, farofa, recheio de assados, tortas, com arroz, sopas)

Entrecascas (parte branca da casca) de melancia (ensopado com carne, geléias, doces e compotas), maracujá (recheado com carne, ricota com ervas finas, para dar consistência em geléias e molhos)

Veja uma sugestão de torta de fácil preparo, baixo custo, saborosa e nutritiva que contempla o aproveitamento da casca da banana que é desprezado em muitos lares brasileiros.

01Torta de Casca de Banana

Ingredientes: 

2 xícaras (chá) de casca de banana madura

4 gemas

4 claras em neve

2 1/2 xícaras (chá) de açúcar

3 xícaras (chá) de farinha de rosca (pão amanhecido torrado e ralado)

5 colheres (sopa) rasas de margarina

2 colheres (sopa) de fermento em pó

Canela em pó para polvilhar

Modo de Preparo: Bater no liquidificador as cascas de banana com 1/2 xícara (chá) de água. Reservar. Na batedeira, colocar a margarina, a gema e o açúcar, batendo até ficar homogênea. Misturar as cascas de banana batidas, a farinha e o fermento. Por último, as claras em neve, polvilhando com a canela antes de ir ao forno. Sugestão: Cortar a polpa da banana em tiras e passar na farinha de rosca colocando metade da massa na assadeira e distribuir as tirar passadas na farinha e depois cobrir com o restante da massa. Levar ao forno em forma untada, assar durante 30 ou 35 minutos.

Rendimento: aproximadamente 1,8 kg (30 pedaços de 60 g cada).

3 de Junho de 2013 at 8:50 Deixe um comentário

Blastocystis hominis: que bicho é esse?

Maria Teresinha Gomes Casavechia

Programa de Pós-Graduação em Biociências Aplicadas à Farmácia

 

Você já ouviu falar de Blastocystis hominis? Este controverso e não muito conhecido parasito é frequentemente encontrado no trato intestinal do homem e de muitos outros animais no mundo inteiro. No entanto sua prevalência é mais elevada nos países em desenvolvimento. E sabe por quê? Devido às condições de higiene precárias, contato com animais domésticos, superlotação, consumo de água e alimentos contaminados, falta de saneamento básico e de remoção de resíduos. No Brasil há registros desse parasito em diversos estados.

01

O ciclo de vida do Blastocystis hominis ainda tem sido discutido, mas acredita-se que ele alcance o meio exterior através das fezes de indivíduos e animais parasitados e a partir daí se propague para os diversos hospedeiros. Os mecanismos de transmissão também não estão totalmente definidos, mas sabe-se que a infecção por esse parasito ocorre pela via fecal-oral, por meio de alimentos e águas contaminadas. Quando é ingerido, o parasito se aloja no intestino grosso, e novamente há dúvidas quanto ao potencial patogênico do Blastocystis. Em alguns casos a infecção será assintomática, no entanto em outros, sintomática. Os principais sintomas relatados são diarréia, cólica, desconforto abdominal, náuseas e vômitos, que podem persistir por semanas ou meses, se não houver tratamento. Já foi demonstrada a associação de sintomas com a infecção por este parasito, principalmente em indivíduos imunocomprometidos e transplantados bem como na síndrome do intestino irritável, sugerindo responsabilidade do Blatocystis na geração de sintomas.

E o que será que nós podemos fazer para o combate a esta intrigante parasitose? No que diz respeito à nossa proteção individual podemos lavar bem e tratar todos os alimentos crus e consumir águas tratadas. A realização de exames parasitológicos de fezes e o tratamento dos infectados também são de grande valia. A proteção do meio ambiente contra os dejetos humanos e dos animais evita a disseminação para outros indivíduos. E finalmente, campanhas de educação sanitária com orientações básicas para a população.

Agora você já ouviu falar Blastocystis hominis e embora existam tantas controvérsias, pesquisas estão sendo realizadas para uma completa elucidação deste parasito!

29 de Maio de 2013 at 10:03 25 comentários

Sangue? O meu é “O” e o seu?

Camila Rodrigues e Josiane Bazzo de Alencar
Mestrandas do Programa de Pós-graduação em Biociências Aplicadas a Farmácia – PBF UEM

01

Quando questionados qual o nosso tipo sanguíneo pensamos que, basicamente as pessoas podem ser de 4 tipos: A, B, AB ou O. E em relação ao fator Rh, positivo ou negativo, de acordo com o tipo sanguíneo de nossos pais, visto que há uma herança genética envolvida. De fato, os grupos sanguíneos mais conhecidos são os do sistema ABO (A, B, AB E O) e Rh (+ e -). Contudo, além destes, temos outros 33 sistemas com mais de 250 antígenos, os quais a maioria das pessoas desconhece a existência e a importância!!!!. Estes antígenos nada mais são do que moléculas da superfície de hemácias (recobrem as células vermelhas do sangue por fora) e que podem ser reconhecidas como diferentes, ao serem transfundidas de um indivíduo para o outro. Em resposta a isto, nosso sistema imunológico produz os anticorpos que irão destruir essas hemácias diferentes.

Em transfusões sanguíneas, os antígenos que causam maiores complicações, no indivíduo que receberá o sangue de outra pessoa (receptor), são do sistema ABO e Rh, por isso são os mais conhecidos. Porém, existem outros grupos que também podem causar complicações, como os sistemas denominados Duffy, Kell, Kidd, MNS e Diego (representados na figura acima). Dentre as reações mais graves podemos destacar: destruição das hemácias, que faz com que ocorram modificações na viscosidade do sangue, podendo até causar a morte do indivíduo receptor.

Essas reações acontecem devido à produção de anticorpos pelo sistema imune do paciente receptor do sangue, com o objetivo de eliminar células que contenham antígenos diferentes do próprio indivíduo. Mas, por que um indivíduo nem sempre responde com rejeição na primeira transfusão? Para produzir esses anticorpos, o indivíduo tem que entrar em contato pela primeira vez com o antígeno desconhecido, então o sistema imune passa a produzir anticorpos contra ele, sem desenvolver nenhuma reação grave. Em um segundo contato, o sistema imune consegue reconhecer estes antígenos como estranhos, pois nosso corpo já tem anticorpos produzidos pelo primeiro contato, acarretando a destruição das hemácias. Por exemplo, um indivíduo Rh negativo só deve receber transfusão de Rh negativo, caso receba sangue Rh positivo, ocorrerá formação de anticorpos contra Rh.

02

O sistema ABO é a única exceção neste caso, pois todos nós produzimos naturalmente os anticorpos ao longo da vida, ao ingerirmos alimentos e em contato com algumas bactérias que contêm antígenos de membrana semelhantes. Como exemplo, se uma pessoa tiver sangue tipo B, ao entrar em contato com o sangue do tipo A pela primeira vez, ela já terá os anticorpos produzidos naturalmente contra o antígeno A e a reação ocorrerá imediatamente.

Devido à gravidade das reações causadas pelo reconhecimento de antígenos estranhos ao organismo, é de suma importância o conhecimento, não somente dos sistemas ABO e Rh, mas também dos outros sistemas que podem causar as mesmas reações.  Nos bancos de sangue, este trabalho de triagem das bolsas de sangue vem se tornando cada vez mais rigoroso, com o intuito de aumentar o número de transfusões mais compatíveis e diminuir o risco dos pacientes produzirem anticorpos que possam levar a possíveis complicações em uma segunda transfusão.

Ficou interessado em saber mais? Acesse: http://hemovida.com.br/tipossanguineos.php

27 de Maio de 2013 at 9:55 Deixe um comentário

Porque é tão importante tomar antibióticos corretamente?

Thais Marcelle Bosisio Trevizoli
Pós-graduanda do programa Biociências Aplicadas à Farmácia –  Área de Infecção Hospitalar

01A resistência das bactérias aos antibióticos tem aumentado muito nos últimos anos. Ela pode surgir nas bactérias devido à alterações genéticas, mas quando se toma o antibiótico, as que possuem resistência podem sobreviver enquanto as que são sensíveis morrem, gerando uma seleção das bactérias resistentes. Por isso é muito importante evitar o uso desnecessário de antibióticos e quando necessário, fazer o tratamento corretamente.

O tratamento correto do antibiótico envolve a escolha adequada do fármaco, a dose, o intervalo (horários) e número de doses (duração em dias do tratamento). O fármaco e a dose são determinados pelo médico, mas o paciente que é o responsável pelo horário e por realizar o tratamento completo. A ação dos antibióticos depende de sua quantidade (concentração) no sangue. O atraso de uma dose diminui a concentração no sangue dando a oportunidade das bactérias se multiplicarem neste tempo. Além disto, muitas pessoas têm o costume de interromper o tratamento com a melhora dos sintomas, mas no caso de antibióticos a interrupção pode prejudicar a morte de todas as bactérias, e as que ficaram vivas podem voltar a crescer. É importante lembrar também que alguns antibióticos fazem interação com o leite, reduzindo seu efeito, devendo então ser tomado com água, de acordo com a bula.

Os problemas de uma infecção por bactéria resistente são a dificuldade no tratamento, tempo de infecção prolongado, maior risco de complicações, óbitos, entre outros. Uma resolução do Ministério da Saúde publicada em 2010 determinou que os antibióticos no Brasil só devem ser vendidos através de receita médica de controle especial, auxiliando na diminuição do uso indiscriminado. O próximo passo é uma conscientização do uso correto: nos horários certos e o tratamento completo.

23 de Maio de 2013 at 9:18 6 comentários

Vacina contra o Vírus HPV: novidade no combate ao câncer de colo de útero

Natalia Malaguti – Mestranda do Programa de pós-graduação em Biociências Aplicadas a Farmácia

Raquel Pantarotto Souza – Doutoranda do Programa de pós-graduação em Biociências Aplicadas a Farmácia.

O câncer de colo de útero se tornou, nos dias atuais, um importante problema de saúde pública. Sabe-se que essa doença é o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama. A causa do câncer do colo uterino está diretamente associada à infecção persistente pelo Papilomavírus humano (HPV), sendo encontrado em 99,7% dos casos da doença. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV. Eles são classificados em HPV de baixo risco de desenvolver câncer  e de alto risco de desenvolver câncer, no entanto Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

Na tentativa de reduzir o número de mortes por este câncer surgiu a necessidade de desenvolver uma forma de prevenção ao HPV: As vacinas contra este vírus! Estas são preventivas, tendo como objetivo evitar a infecção pelos tipos de HPV nelas contidos.

Atualmente existem duas vacinas contra o HPV aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e que estão comercialmente disponíveis. A vacina quadrivalente, da empresa Merck Sharp & Dohme (nome comercial Gardasil) confere proteção contra HPV dos tipos 6, 11, 16 e 18, sendo que os HPV 6 e 11 são de baixo risco e, mundialmente, são os mais prevalentes nas verrugas genitais observadas na infecção tanto em homens quanto em mulheres, e os HPV 16 e 18 são de alto risco, e responsáveis pela grande parte das lesões genitais pré-cancerosas do colo do útero e câncer do colo do útero em mulheres. Já a vacina bivalente, da empresa GlaxoSmithKline (nome comercial Cervarix), confere proteção contra HPV 16 e 18. E estas vacinas tem um preço aproximado de 250,00 reais por dose.

De acordo com o registro na ANVISA, a vacina quadrivalente é indicada para mulheres e homens entre 9 e 26 anos de idade e a bivalente para mulheres entre 10 e 25 anos de idade. As vacinas são compostas por 3 doses:

  • 1.ª dose
  • 2.ª dose – 2 meses após a 1.ª dose;
  • 3.ª dose – 6 meses após a 1.ª dose.

Mas fiquem atentos, pois nenhuma delas  é terapêutica, ou seja, não há eficácia na cura de infecções ou lesões já existentes. Ambas possuem maior indicação para meninas que ainda não iniciaram a vida sexual, uma vez que apresentam maior eficácia na proteção de indivíduos não expostos aos tipos virais presentes nas vacinas. Não há, até o momento, evidência científica de benefício significativo em vacinar mulheres previamente expostas ao HPV. Isso quer dizer que algumas mulheres podem se beneficiar e outras não. Nesses casos a decisão sobre a vacinação deve ser individualizada, levando em conta as expectativas e a relação custo-benefício pessoal. Não existe risco à saúde caso uma pessoa que já tenha tido contato com o HPV for vacinada.

E a pergunta que você esta se fazendo é: A vacina está disponível na rede pública de saúde ou não? Não! Aqui no Brasil o projeto que disponibiliza a vacina na rede pública foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. Agora, o projeto da senadora Vanessa Grazziotin, seguirá para a Comissão de Assuntos Sociais e, se aprovado, irá direto para a Câmara dos Deputados. Para entrar em vigor a proposta tem que ser aprovada no Congresso e depois ser sancionada pela presidenta Dilma.

Em resumo, a idéia é oferecer para a população um aliado no combate ao HPV, e consequentemente, contribuir para a diminuição dos casos de câncer do colo de útero.

20 de Maio de 2013 at 8:46 Deixe um comentário

Porque as articulações estalam?

Carmem Patrícia Barbosa Lopes

Fisioterapeuta.  Professora Doutora do Departamento de Ciências Morfológicas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e do UniCesumar.

Enquanto alguns se sentem aliviados com o estalar de suas articulações, outros se sentem incomodados ao ouvir o “creck” característico do estalar dos dedos ou do pescoço do colega ao lado. No entanto, todos sempre se questionam: Por que as articulações estalam? Será que estalar os dedos engrossa a articulação, como diz minha mãe? Será que estalar a coluna põe mesmo as vértebras “no lugar”? Para responder a estas e outras questões, precisamos primeiro entender a constituição das principais articulações do corpo, as chamadas articulações sinoviais.

 Elas são muito móveis, revestidas por uma capa de tecido conjuntivo (chamada cápsula articular) cuja face interna (a membrana sinovial) produz o líquido sinovial que é lançado em seu interior. A superfície dos ossos que se articulam é revestida por uma cartilagem que ajuda a proteger os ossos do atrito causado pelo movimento articular, como pode ser observado na imagem abaixo.

Várias teorias tentam explicar por que as articulações estalam. A primeira delas afirma que o barulho se deve ao fato de que a cápsula articular é relativamente rígida, como um plástico duro que faz barulho ao ser comprimido (imagine uma garrafa pet sendo amassada).

Outra teoria afirma que, quando o tendão se desloca (tendão é um tecido fibroso que liga os músculos a outras estruturas anatômicas), ele passa por dentro de uma espécie de túnel que o protege. Quando se comprime a articulação para que ela seja estalada, ocorre um grande atrito entre o tendão e as paredes desse túnel causando o barulho característico do estalido.

Alguns afirmam que o barulho decorre da diminuição da quantidade de líquido sinovial nas articulações o que causa certo atrito entre as cartilagens articulares. Por fim, a teoria que mais apresenta estudos científicos comprobatórios é a que afirma que o estalido articular se deve a um deslocamento de gases diluídos no líquido sinovial os quais formam bolhas dentro da articulação (chamado “fenômeno de cavitação”).

Roston e Haines, em 1947, foram os primeiros pesquisadores a investigar por que as articulações faziam barulho quando comprimidas. Eles realizaram um experimento tracionando os ossos das mãos e observaram que, conforme a tensão de afastamento aumentava, aumentava também a distância entre os ossos e mesmo após o estalido, esta distância ficava ainda grande com formação de bolhas de gases dentro do líquido sinovial quando a pressão local era reduzida.

As pesquisas de Roston e Haines foram confirmadas por Unsworth e colaboradores os quais, em 1972 evidenciaram que, após o estalo articular, o espaço entre os ossos das articulações aumentava e só voltava ao normal depois de 15 minutos. A maior parte do gás diluído no líquido sinovial é dióxido de carbono (80%) o qual, após o estalo, demora aproximadamente 30 minutos para se dissolver no líquido sinovial. Curiosamente, este intervalo é bem próximo ao tempo necessário para que a articulação possa ser estalada novamente.

Além disso, em 1988 Mierau e colaboradores descobriram que, após o estalo, as articulações apresentam uma escala significativamente maior de movimento. Isso indica que o fenômeno sonoro está associado a um aumento temporário na amplitude de movimento de uma articulação.

Por isso, algumas técnicas de manipulação (como a osteopatia, por exemplo) usam o estalido articular em algumas de suas práticas. No entanto, tal técnica é aplicada por profissionais qualificados que se submetem a um programa de treinamento contínuo para poder “por a coluna no lugar”. Assim, este hábito não pode ser realizado por pessoas leigas, pois podem piorar um quadro de uma hérnia de disco, por exemplo.

Mais pesquisas precisam ser feitas para identificar com precisão por que as articulações estalam. No entanto, não podemos nos esquecer de que às vezes o estalido articular pode estar associado a alguma disfunção articular e, por isso, necessitam de maior atenção. Este é o caso, por exemplo, de estalidos que são acompanhados de dor ou frouxidão dos ligamentos. Do contrário, tal hábito não é prejudicial e não engrossa as articulações desde que a dor seja o limite.

Desta forma, para manter as articulações funcionando por muito tempo, é importante manter uma vida saudável. Uma boa dica é não deixar que o peso corpóreo ultrapasse o valor ideal para sua altura, alimentar-se bem e praticar exercícios físicos moderados com tênis apropriado (os melhores devem ter amortecedores para diminuir o impacto do peso corpóreo sobre as articulações). Tais práticas simples poderão ajudar você a manter suas articulações sempre saudáveis por muitos anos, pois afinal…saúde é mesmo o que interessa!

15 de Maio de 2013 at 9:40 7 comentários

Por que em dias nublados algumas pessoas sentem-se deprimidas?

Larissa Renata de Oliveira Bianchi
Doutoranda em Biologia Comparada- UEM

01Nos dias em que o Sol não se manifesta com grande intensidade, temos a sensação de que estamos na transição do dia com a noite, são dias mais escuros, nublados e acinzentados. Essa tem sido nossa realidade ultimamente, pois em Maringá, o outono deste ano, esta tendo dias com baixa incidência de luminosidade, caracterizado por dias nublados e mais turvos, causando em uma parcela da população uma sensação de tristeza e angustia.

A incidência de luz diminuída altera a produção da melatonina, hormônio esse produzido pela glândula pineal que é responsável por ficarmos sonolentos, isso explica porque neste dias mais escuros temos vontade dormir e ficar em casa, de preferência tomando um chá no sofá. É por isso que em períodos onde a taxa de luminosidade esta diminuída, muitas pessoas apresentam manifestações neuropsicológicas que podem levar à depressão conhecida como depressão sazonal.

02A cronobiologia (ciências que estuda os ritmos biológicos) observa muitas variações ocorridas no ser humano ao longo do dia, o que em geral leva à modificações no seu desempenho, surgindo a fadiga, o cansaço, alterações de humor, ansiedade, estresse, inquietações, tristezas e até a depressão. Essas variações sofrem interferência da radiação e luminosidade solar.

Já se sabe que em alguns locais do planeta terra,dependendo da latitude onde se localizam, há significativas reduções nas horas de sol nos períodos do outono-inverno provocando maior incidência de transtornos afetivos de sazonalidade, como por exemplo, depressão e estresse.

03

Portanto, se você sente-se entristecido no período de menor luminosidade ambiental saiba que este sentimento é comum. Mas, se estes sentimentos persistem e comprometem sua rotina cotidiana, vale a pena procurar um médico, pois, em alguns casos é preciso tratar os casos de depressão sazonal, mesmo que por períodos de tempo reduzidos.

8 de Maio de 2013 at 9:46 Deixe um comentário

Você faz o exame de Papanicolaou periodicamente?

Vanessa Galdino Araújo

Mestrado em Biociências Aplicadas á Farmácia

O Papilomavírus Humano ou HPV é um vírus que infecta células da pele e da mucosa (tecido que reveste a parte interna das cavidades do corpo), causando vários tipos de lesões como a verruga comum e a verruga genital. A infecção por  alguns  tipos de HPV, que são considerados de alto risco para o desenvolvimento do câncer, levam à transformações de células epiteliais, (células responsáveis por revestir a superfície externa do corpo), e representam o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo uterino.

O HPV é transmitido principalmente através do contato sexual, mas, gestantes infectadas podem transmitir o vírus para o feto durante a gestação ou no parto.

O exame mais utilizado para diagnóstico do HPV é o Papanicolaou, um exame preventivo que detecta as alterações que o vírus pode causar nas células; através da avaliação destas alterações, o médico irá identificar infecção ou suspeita de células cancerígenas.

O principal objetivo deste exame é detectar o câncer de colo do útero, permitindo a detecção de lesões pré-malignas e malignas; mas além deste benefício ele fornece informações importantes, como alterações inflamatórias, infecciosas e a presença de alguns agentes microbianos: Gardnerellavaginalis, Candida sp., Trichomonasvaginalis, Leptotrixvaginalis, Actinomyces sp.

O câncer de colo de útero é uma neoplasia freqüente de alto índice de mortalidade. É o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres, com aproximadamente 500 mil casos novos por ano. Todavia, quando detectado precocemente pode ser curado. Por isso é tão importante o exame Papanicolaou, porque poderá detectar alterações precocemente e reduzir o risco de morte.

Diante dessas informações percebe-se a relevância de realizar consultas regularmente ao seu ginecologista para fazer todos os exames de prevenção, o exame de Papanicolaou pode ser feito gratuitamente em qualquer Unidade Básica de Saúde do Sistema Único de Saúde, procure por um Serviço de Saúde da Mulher pelo menos uma vez ao ano.

3 de Maio de 2013 at 8:56 Deixe um comentário

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