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Alzheimer: amar acima de tudo, àquele que já não possa mais se lembrar de você!

Maiara Carnotti

Disponível em  Acesso em abril, 2014.

Disponível em <http://euvaldorosa.com.br/blog2013/?p=1281 > Acesso em abril, 2014.

A doença de Alzheimer se apresenta como demência ou perda de memória, orientação, atenção e linguagem. Apesar dos vários avanços alcançados no tratamento, ainda não existe uma cura. Essa doença além de afetar o paciente, que em sua grande maioria são idosos, tem imenso impacto na família e nos amigos que convivem com o paciente.

O lado emocional familiar é bastante abalado e muitas vezes estes se veem obrigados a mudar suas rotinas, para se adaptar às novas necessidades do ente querido. A carga dos cuidados necessários acaba tornando os familiares reféns desta doença, esgotando suas energias, desestruturando suas crenças e o lado emocional e moral. Isso reflete em doenças físicas dos cuidadores, estresse, dificuldade de aceitar o diagnóstico, perda de peso, insônia, abuso físico e verbal do paciente, uso de álcool e medicamentos psicotrópicos.

É importante no momento do diagnóstico, uma conversa esclarecedora e sincera entre o médico, família e o doente. Procurar ajuda em serviços sociais assim como grupos de apoio e profissionais qualificados, como exemplo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz).

Estudos mostram que a maioria dos cuidadores de pacientes com Alzheimer são mulheres, casadas que se ocupam com serviços domésticos em seus lares, concluíram o ensino médio e não possuem conhecimento muito amplo sobre a doença e os cuidados necessários. Devido a isso, se sentem inseguras, revoltadas, assustadas, preocupadas, com medo que os entes queridos se tornem inválidos, não reconheçam mais a família ou tenham atitudes obscenas.

            Quando questionados sobre a divisão de tarefas, afirmam que com o avanço da doença a família se mostra indiferente perante os cuidados com o idoso. Todas estas dificuldades refletem diretamente no convívio familiar e numa sobrecarga física e psicológica. Para tornar o caminho mais leve seguem algumas dicas:

  • Mantenha sua rede social;
  • Concilie as atividades, perante sua vida pessoal e familiar;
  • Busque alternativas para divisão de tarefas e aceite perdas;
  • Ofereça autonomia para os pacientes quando possível;
  • Tenha um relacionamento afetivo, compreensivo e de boa qualidade com o portador de Alzheimer.

            Não se sintam sozinhos! Existem livros de apoio como o disponível no site da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz): “Você não está sozinho”, grupos de apoio divididos por região e cidade no Brasil todo, atividades para pacientes, campanhas e ações informativas, textos e dicas para uma vida mais saudável tanto do portador da doença como dos cuidadores. De acordo com a legislação brasileira pessoas com Alzheimer têm direito à assistência médica e a medicamentos gratuitos, além de obter isenção do Imposto de Renda.

Lembre-se o fato de não poder se lembrar de você hoje, não apaga tudo que essa pessoa fez por você um dia!

Leia mais em: www.abraz.org.br

Fale conosco ABRAz: 0800-551906, de segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 16h.

Grupos de apoio no Paraná: Grupo de Apoio em Cascavel e Curitiba(abrazpr@gmail.com).

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23 de Junho de 2014 at 23:48 Deixe um comentário

Condromalácia Patelar

Édna Claudia Ederli

Fisioterapeuta, Especialista em Métodos de Ensino e Pesquisa em Morfologia – UEM

A dor anterior do joelho é uma condição muito comum que pode ter uma grande variedade de causas. A condromalácia, dentre outras patologias, é uma das causas da dor patelofemural.

A articulação do joelho é composta pelos seguintes ossos: o fêmur, patela, tíbia e fíbula, sendo uma das articulações de grande mobilidade e do tipo sinovial. A condromalácia patelar, doença que acomete esta articulação é uma patologia antiga e sempre foi relacionada com osteomálacia, pois tem alguns sinais parecidos. Com passar do tempo, pesquisadores foram direcionando e definindo os sinais e sintomas da patologia. A condromalácia é um amolecimento da cartilagem da articulação, seguido de um desgaste que causam micro traumas na tróclea pelo contato continuo da patela nesta articulação.

Sua incidência é maior em mulheres, devido sua estrutura óssea, assim uma das causas mais relatada é o desalinhamento patelar, seguidas de perda de força muscular do músculo quadríceps, desalinhamento do osso ilíaco e atividades físicas.

É diagnosticada através dos sintomas como: dor na região anterior do joelho, edema, sinovite, claudicação (andar mancando). O diagnóstico conclusivo é realizado através de exames de tomografia, sendo o mais preciso atualmente  a Ressonância Magnética (RM), onde é classificado por graus I,II,III,IV e V. Para cada grau é indicado um tratamento: o conservador  por fisioterapia, imobilização e medicamentoso e o cirúrgico por artroscopia.

A Condromalácia patelar é uma patologia complexa e difícil de ser diagnosticada, por ter sintomas parecidos com outras patologias, fazendo com que os especialistas demorem a fechar o diagnóstico. Assim faz com os pacientes sofram muito e por tempo indeterminado, além de serem acometidos sem previsão ou causa precisa com sinais confusos e de grande intensidade.

19 de Outubro de 2012 at 22:33 2 comentários

Neurocisticercose

Acadêmica de Medicina Fernanda Ochoa Gerlin

Profa. Dra. Tania Regina Santos Soares

  • O que é?

A neurocisticercose é caracterizada pela presença de larvas (cisticercos; “canjiquinha”) de um verme chamado Taenia solium (tênia do porco; “solitária do porco”) no Sistema Nervoso Central (SNC), após ingestão de seus ovos. Essa doença é popularmente conhecida como canjiquinha, ladraria, pedra, bicho de porco na cabeça.

  • Como se adquire a doença?

É adquirida pela ingestão acidental de ovos viáveis da tênia do porco que foram eliminados nas fezes de portadores de uma outra doença chamada de teníase (“solitária”). Existem vários mecanismos para isso:

  1. Auto-infecção externa: ocorre em humanos portadores da tênia do porco (que se encontra em seu intestino) quando eliminam proglotes e ovos de sua própria tênia levando-os à boca pelas mãos contaminadas ou pela coprofagia (que significa comer fezes).
  2. Auto-infecção interna:poderá ocorrer em humanos durante vômitos ou movimentos do intestino em sentido contrário, possibilitando a presença de proglotes e ovos da tênia do porco no estômago. Estes depois da digestão, voltam ao intestino delgado e são absorvidos para a corrente sanguínea.
  3. Heteroinfecção: ocorre quando os humanos ingerem alimentos ouágua contaminados com ovos da tênia do porco disseminados no ambiente através das dejeções de outro paciente.

Após a ingestão de alimentos ou água contaminada com ovos da T. solium, estes desenvolvem-se em embriões e penetram na circulação sanguínea através do intestino delgado, depositando-se no SNC. Cerca de 2 meses depois, os embriões transformam-se em larvas encistadas (cisticercos). Os cisticercos
permanecem viáveis no SNC durante 1 a 3 anos.
A reação inflamatória contra o parasita é discreta ou ausente. Somente após a morte do cisticerco é que há intensificação da resposta imunológica e da inflamação, que coincide com o aparecimento ou agravamento dos sintomas.

  • Quais as conseqüências da neurocisticercose?

As manifestações clínicas mais freqüentes são: crises epilépticas (convulsões), hipertensão intracraniana (aumento da pressão dentro do crânio), cefaléias (dores de cabeça), meningite cisticercótica, distúrbios psíquicos. Embora, a doença possa não apresentar sintomas.

  • Como prevenir?
  1. Impedir o acesso do suíno às fezes humanas;
  2. Melhorar o sistema dos serviços de água, esgoto ou fossa;
  3. Tratar os casos humanos de teníase nas populações-alvo;
  4. Promover educação em saúde;
  5. Lavar bem as frutas, verduras e legumes;
  6. Lavar bem as mãos depois de utilizar o banheiro;
  7. Lavar bem as mãos antes de se alimentar;
  8. Só beber água tratada e filtrada (ou fervida)

10 de Setembro de 2012 at 10:13 Deixe um comentário

Gastrite

Acadêmico de Medicina Victor Gualda Galoro
Profa. Dra. Tania Soares

  • O QUE É? 

A gastrite, várias vezes referida como desconfortos relacionados ao aparelho digestivo, é uma inflamação da mucosa do estômago. Essa
enfermidade pode ser aguda ou crônica.

  • COMO SE DESENVOLVE

Gastrite aguda

Por ser de aparecimento súbito, evolução rápida e facilmente associada a um agente causador, permite uma abordagem mais simplificada. Medicamentos, infecções, estresse físico ou psíquico podem levar a esse quadro.

  1. Ácido acetil-salicílico (aspirina, AAS), Anti-Inflamatórios  não esteróides, corticóides, bebidas alcoólicas ou a ingestão acidental ou suicida de certas substâncias corrosivas são exemplos de agentes agressores da mucosa gástrica;
  2. Alimentos contaminados por germes, bactérias, vírus, ou suas toxinas, são causas freqüentes de inflamação aguda do estômago, como parte de uma infecção, genericamente conhecida como gastroenterite aguda;
  3. Uma situação bastante conhecida é a hemorragia digestiva superior aguda, com vômito e evacuações com sangue; A hemorragia digestiva pode ocorrer como complicação de situações graves como o estresse, pela longa permanência dos doentes em UTI, em períodos pós- operatórios, em pacientes com queimaduras em extensas áreas do corpo, em politraumatizados ou em pacientes com infecção generalizada (chamada de septicemia).

Gastrite Crônica

Em relação à gastrite crônica, também existe muita confusão, principalmente no que se refere aos sintomas e à relação com os agentes causadores.

  1. A bactéria Helicobacter pylori pode causar gastrite crônica;
  2. Na gastrite crônica atrófica, situação em que diminui muito as células da mucosa do estômago, existe considerável redução na produção de ácido gástrico, que é importante para a “esterilização” do que ingerimos e para a digestão dos alimentos;
  3. Por vezes a bile que é lançada no duodeno reflui para o estômago e pode causá-la. Esses fatores atuando isoladamente ou em conjunto podem determinar o quadro de gastrite crônica.
  • SINTOMAS

A maioria dos casos crônicos não apresenta sintomas. Já na gastrite aguda, quando existem queixas, são as mais variadas possíveis: Dor em queimação no abdôme, azia, perda de apetite, náuseas e vômito. Até sangramento digestivo em casos graves, demonstrado pela evacuação de fezes preta (melena) e/ou vômitos com sangue (hematêmese).

Por deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, pode ocorrer anemia manifestada por: fraqueza, ardência da língua (glossite), irritação dos cantos dos lábios (comissurite), diarréia e, mais raramente, alterações neurológicas envolvendo memória, orientação e coerência, quadro clínico relacionado à gastrite atrófica.

  • COMO PREVENIR?
  1. Evitar o uso exagerado de  medicações irritativas como anti-inflamatórios e a aspirina. Siga as orientações médicas;
  2. Evitar abuso de bebidas alcoólicas;
  3. O cigarro, por causa da nicotina, é um grande agressor da mucosa gástrica. Diminua ao máximo a quantidade de cigarros, caso não consiga parar de fumar;
  4. Tome com moderação bebidas que contenham cafeína, como:
    refrigerantes, café, chá-mate, entre outras;
  5. Procure comer com calma, fracionadamente e em lugares sossegados;
  6. O nervosismo e os  momentos de tensão são fatores agravantes da gastrite e da hiperacidez, pois provoca no corpo uma reação que aumenta a secreção gástrica. Manter a calma ainda é um dos melhores remédios.

8 de Agosto de 2012 at 10:34 2 comentários

Enfisema Pulmonar

Professora Tania Soares

  • O QUE É?

Trata-se de uma doença crônica, na qual os tecidos dos pulmões são gradualmente destruídos, tornando-se hiperinsuflados (muito distendidos). Esta destruição ocorre nos alvéolos pulmonares, onde acontece a troca do oxigênio pelo gás carbônico. Então, o sangue circulante no organismo fica menos oxigenado e a pessoa passa a sentir falta de ar para realizar tarefas ou
exercitar-se. Além disso, os pulmões perdem a elasticidade, tornando mais difícil a saída do ar após cada inspiração.

  • QUAIS AS CAUSAS?

A maioria dos casos é devido ao tabagismo. Sendo que à medida que vão fumando, vão piorando a sua capacidade pulmonar. E isso ocorre com cerca de
10-15% dos fumantes mais suscetíveis ao efeito nocivo do fumo. Geralmente, essas alterações são sentidas após anos do uso de tabaco. Poucos casos são devidos à deficiência de alfa-1-antripsina, que é uma enzima produzida nos  pulmões.

  • COMO PREVENIR?

Evitar o tabagismo e reduzir a exposição a poluição do ar.

Lembrando que…

  • Quanto mais cigarros por dia ou mais anos fumando, maior a chance de desenvolvimento da doença. A forma de se prevenir é não fumar.
  • A interrupção do tabagismo também é benéfica em qualquer fase da doença, pois não acelera a progressão da mesma.

23 de Julho de 2012 at 9:40 Deixe um comentário


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