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FALTA DE VITAMINA D: UMA PANDEMIA

Ms. Janisleya Silva Ferreira Neves

Farmacêutica Bioquímica-UEM

Doutoranda em Biociências e Fisiopatologia-PBF-UEM

 

 

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Estudos demonstram que a falta de Vitamina D já é uma pandemia, ou seja, uma epidemia que atinge vários países, inclusive o Brasil.

A taxa de manutenção de Vitamina D da população pode ser mantida tomando-se sol, diariamente, nos horários adequados.

A Vitamina D é muito importante. Até o início do século XX sabia-se da identidade da Vitamina D relacionada com os ossos e a musculatura. Nos últimos 20 anos, uma abundante literatura mundial tem demonstrado que a Vitamina D é usada em todo o sistema celular, particularmente no sistema neurológico e no sistema imunológico. Populações com deficiência ou insuficiência de Vitamina D por um longo período podem desenvolver doenças autoimunes, câncer, hipertensão e diabetes. Há uma série de trabalhos que relatam a relação entre Vitamina D e essas doenças.

O neurologista Cícero Coimbra, professor da Universidade Federal de São Paulo, Unifesp, é um especialista em Vitamina D, ele já tratou mais de 1.400 pacientes com esclerose múltipla usando a substância. Coimbra afirma que, atualmente, as pessoas que moram nas grandes cidades tem, em média, o mesmo nível de Vitamina D que ratos de laboratório, que nunca tomam sol.

Com a urbanização e pela modernização das grandes cidades, a população vive em ambientes confinados, sem receber Vitamina D. Antes, andavam pela rua e tomavam sol para fazer compras, agora, usa-se o metrô sob luz artificial, usa-se shopping center, insulfilm na janela do carro, entram com o carro no subsolo, na garagem do prédio e do shopping. Pesquisadores relatam que atualmente, pela modernidade, o homem urbano é capaz de manter-se, ao longo de um ano, sem praticamente exposição solar.

Outra questão também muito importante e quem tem acometido nossas crianças até pela violência urbana, e devido a atrativos como: games, tv, celular, quase não brincam mais ao ar livre. Pesquisas demonstram que pela falta da Vitamina D, o nível de diabetes infanto-juvenil na Europa, por exemplo, tem crescido 6% ao ano.

222A grande maioria das pessoas deficientes em Vitamina D irá apresentar sintomas somente na idade adulta, sobretudo na terceira idade (a partir dos 65 anos), por isso tomar cuidado com a falta deste nutriente é vital para o nosso organismo, e é importante desde a juventude. Um simples exame de sangue detecta os níveis de Vitamina D e deve ser solicitado pelo médico. As queixas mais comuns de deficiência são dores ósseas (latejamento e desconforto) na coluna lombar, quadril, pernas, além de dor e fraqueza na musculatura dos braços. Existe também um risco aumentado de fraturas e osteoporose. Muitos pacientes queixam-se de fraqueza e desânimo. Ressalta-se ainda que o excesso também é prejudicial, podendo causar hipercalcemia, sendo assim, o acompanhamento médico é importante.

Para saber mais:

 http://veja.abril.com.br/blog/viver-bem/nutricao/vitamina-d/

 http://www.anovaordemmundial.com/2011/01/estudo-cancer-de-mama- vitamina-d-em.html

http://www.adrianapessoa.com.br/endocrinologia.php?id=12

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042010000100007

http://www.scielo.br/pdf/abem/v53n5/15.pdf

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302011000800010

20 de Maio de 2014 at 18:13 Deixe um comentário

Sol, a sobremesa que você precisa!

Ricardo Vargas de Andrade 

Nutricionista, mestrando em Biociências Aplicadas à Farmácia

Há muito tempo a vitamina D vem sendo estudada, mas nunca se falou tanto em suplementação como hoje. Esta vitamina é fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo e seus benefícios vão muito além da proteção da massa óssea.

Para obter a vitamina D ativa no organismo é preciso combinar dois bons hábitos. O primeiro consumir alimentos que sejam fontes da vitamina D inativa (ou seja, uma forma que ainda não funciona). As principais fontes são de origem animal como o salmão, sardinha, fígado, gema de ovo, laticínios, e dentre os vegetais aqueles verdes escuros e cereais enriquecidos.

Todavia, de nada vai adiantar consumir estas fontes de vitamina D se não for associado à prática de tomar sol todos os dias ou pelo menos quatro vezes na semana no horário correto, já que a luz solar ira convertê-la da forma inativa em ativa.

Quando se pensa no aproveitamento da vitamina D, tem sido praticado um grande equívoco quando nos é instruído tomar sol antes das 10h da manhã e depois das 15h. Nestes horários a angulação do sol não permite uma grande incidência de raios UVB sobre a pele, são estes raios que promovem a ativação da Vit. D para que esta cumpra seu papel. Nestes horários o tempo de exposição ao sol teria que ser muito grande e ainda assim não poderíamos afirmar que teria sido ativada a Vit. D.

Talvez você esteja um pouco confuso neste momento, pois pode ter crescido ouvindo esta informação. Mas depois de muitas pesquisas os dados tem demonstrado que devemos tomar sol entre 12h até às 14h, e por apenas 20 min. protegendo o rosto e expondo braços e pernas, assim teríamos quantidade suficiente desta vitamina. Esta exposição deve ser feita por pelo menos quatro vezes durante uma semana.

O problema é que o sol não tem feito parte da vida da grande maioria da população brasileira e mesmo vivendo em um país com abundância de sol temos sofrido com a deficiência desta vitamina. Nas grandes cidades muitos saem para trabalhar antes do sol nascer e chegam depois dele se por. Outros têm tomado sol através do vidro da janela dos escritórios e dos para-brisas dos carros, o que impossibilita a utilização da radiação UVB para produção da vitamina D, já que o vidro a absorve.

A deficiência de vitamina D é um problema de saúde pública não só no Brasil como na maior parte do mundo, chegando a 70% da população no Brasil. Diante desta deficiência, temos que suplementar esta vitamina já no primeiro ano de vida. E, na grande maioria dos casos fazer uso do suplemento por toda a vida. Quando há diagnóstico de deficiência deverá ser ingerido de 2.000 – 10.000 UI (unidade internacional) durante três meses e depois utilizar uma dosagem de 1.000 UI por dia para manutenção.

Lembre-se sempre, quando se expuser ao sol de proteger o rosto. Passar protetor, usar chapéu ou boné e expor os membros superiores e inferiores sem proteção. Quando chegamos à terceira idade devemos expor mais o corpo, pois a pele enrugada diminui a produção de vitamina D. Nesta fase é fundamental o uso de suplemento, pois o risco de problemas ósseos é maior devido às mudanças hormonais.

A falta de vitamina D também pode acelerar o processo de envelhecimento cerebral, sendo fundamental em todas as fazes da vida. Neste contexto, é imprescindível sua suplementação entre os idosos para evitar a degeneração do sistema nervoso e o aparecimento de problemas como a doença de Alzheimer ou Esclerose Múltipla.

Nossa escolha deve ser por se expor ao sol, tudo que é natural é melhor do que o artificial, mas, na impossibilidade de tomar sol nos horários corretos faça uso do suplemento. Ainda é importante que realize o exame antes da suplementação para que o profissional de saúde que está lhe acompanhado possa definir a dose de vitamina D a ser utilizada.

15 de Julho de 2013 at 14:10 Deixe um comentário


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