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Tabagismo pelo mundo

André Luis Schmidt da Silva

Biólogo – Museu Dinâmico Interdisciplinar/UEM

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O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres e 1 bilhão de homens), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar.

O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos).

O INCA desenvolve papel importante como Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Programa “Tabaco ou Saúde” na América Latina, cujo objetivo é estimular e apoiar políticas e atividades de controle do tabagismo nessa região, e no apoio a elaboração da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco idealizada pela OMS para estabelecer padrões de controle do tabagismo em todo o mundo.

Doenças associadas ao uso dos derivados do tabaco2

A presença de cerca de 4.720 substâncias presentes na fumaça dos derivados do tabaco faz com que o tabagismo seja responsável por aproximadamente 50 doenças. Muitos estudos desenvolvidos até o momento evidenciam que o consumo de derivados do tabaco causa quase 50 doenças diferentes.

Está comprovado que o tabagismo é responsável por:
• 200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora);
• 25% das mortes causadas por doença coronariana – angina e infarto do miocárdio;
• 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos;
• 85% das mortes causadas por bronquite crônica e enfisema pulmonar (doença pulmonar obstrutiva crônica);
• 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);
• 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral);
• 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia).

No Brasil, o câncer de pulmão é o tipo de tumor mais letal e também uma das principais causas de morte no país. São esperados 28 mil novos casos de câncer de pulmão, sendo 18 mil homens e 10 mil mulheres. Ao final do século XXI, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitável.

O consumo de tabaco é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão. Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão.

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22 de Junho de 2014 at 23:15 1 comentário

Enfisema Pulmonar

Professora Tania Soares

  • O QUE É?

Trata-se de uma doença crônica, na qual os tecidos dos pulmões são gradualmente destruídos, tornando-se hiperinsuflados (muito distendidos). Esta destruição ocorre nos alvéolos pulmonares, onde acontece a troca do oxigênio pelo gás carbônico. Então, o sangue circulante no organismo fica menos oxigenado e a pessoa passa a sentir falta de ar para realizar tarefas ou
exercitar-se. Além disso, os pulmões perdem a elasticidade, tornando mais difícil a saída do ar após cada inspiração.

  • QUAIS AS CAUSAS?

A maioria dos casos é devido ao tabagismo. Sendo que à medida que vão fumando, vão piorando a sua capacidade pulmonar. E isso ocorre com cerca de
10-15% dos fumantes mais suscetíveis ao efeito nocivo do fumo. Geralmente, essas alterações são sentidas após anos do uso de tabaco. Poucos casos são devidos à deficiência de alfa-1-antripsina, que é uma enzima produzida nos  pulmões.

  • COMO PREVENIR?

Evitar o tabagismo e reduzir a exposição a poluição do ar.

Lembrando que…

  • Quanto mais cigarros por dia ou mais anos fumando, maior a chance de desenvolvimento da doença. A forma de se prevenir é não fumar.
  • A interrupção do tabagismo também é benéfica em qualquer fase da doença, pois não acelera a progressão da mesma.

23 de Julho de 2012 at 9:40 Deixe um comentário


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