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Vacina contra o Vírus HPV: novidade no combate ao câncer de colo de útero

Natalia Malaguti – Mestranda do Programa de pós-graduação em Biociências Aplicadas a Farmácia

Raquel Pantarotto Souza – Doutoranda do Programa de pós-graduação em Biociências Aplicadas a Farmácia.

O câncer de colo de útero se tornou, nos dias atuais, um importante problema de saúde pública. Sabe-se que essa doença é o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama. A causa do câncer do colo uterino está diretamente associada à infecção persistente pelo Papilomavírus humano (HPV), sendo encontrado em 99,7% dos casos da doença. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV. Eles são classificados em HPV de baixo risco de desenvolver câncer  e de alto risco de desenvolver câncer, no entanto Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

Na tentativa de reduzir o número de mortes por este câncer surgiu a necessidade de desenvolver uma forma de prevenção ao HPV: As vacinas contra este vírus! Estas são preventivas, tendo como objetivo evitar a infecção pelos tipos de HPV nelas contidos.

Atualmente existem duas vacinas contra o HPV aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e que estão comercialmente disponíveis. A vacina quadrivalente, da empresa Merck Sharp & Dohme (nome comercial Gardasil) confere proteção contra HPV dos tipos 6, 11, 16 e 18, sendo que os HPV 6 e 11 são de baixo risco e, mundialmente, são os mais prevalentes nas verrugas genitais observadas na infecção tanto em homens quanto em mulheres, e os HPV 16 e 18 são de alto risco, e responsáveis pela grande parte das lesões genitais pré-cancerosas do colo do útero e câncer do colo do útero em mulheres. Já a vacina bivalente, da empresa GlaxoSmithKline (nome comercial Cervarix), confere proteção contra HPV 16 e 18. E estas vacinas tem um preço aproximado de 250,00 reais por dose.

De acordo com o registro na ANVISA, a vacina quadrivalente é indicada para mulheres e homens entre 9 e 26 anos de idade e a bivalente para mulheres entre 10 e 25 anos de idade. As vacinas são compostas por 3 doses:

  • 1.ª dose
  • 2.ª dose – 2 meses após a 1.ª dose;
  • 3.ª dose – 6 meses após a 1.ª dose.

Mas fiquem atentos, pois nenhuma delas  é terapêutica, ou seja, não há eficácia na cura de infecções ou lesões já existentes. Ambas possuem maior indicação para meninas que ainda não iniciaram a vida sexual, uma vez que apresentam maior eficácia na proteção de indivíduos não expostos aos tipos virais presentes nas vacinas. Não há, até o momento, evidência científica de benefício significativo em vacinar mulheres previamente expostas ao HPV. Isso quer dizer que algumas mulheres podem se beneficiar e outras não. Nesses casos a decisão sobre a vacinação deve ser individualizada, levando em conta as expectativas e a relação custo-benefício pessoal. Não existe risco à saúde caso uma pessoa que já tenha tido contato com o HPV for vacinada.

E a pergunta que você esta se fazendo é: A vacina está disponível na rede pública de saúde ou não? Não! Aqui no Brasil o projeto que disponibiliza a vacina na rede pública foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. Agora, o projeto da senadora Vanessa Grazziotin, seguirá para a Comissão de Assuntos Sociais e, se aprovado, irá direto para a Câmara dos Deputados. Para entrar em vigor a proposta tem que ser aprovada no Congresso e depois ser sancionada pela presidenta Dilma.

Em resumo, a idéia é oferecer para a população um aliado no combate ao HPV, e consequentemente, contribuir para a diminuição dos casos de câncer do colo de útero.

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20 de Maio de 2013 at 8:46 Deixe um comentário

Você faz o exame de Papanicolaou periodicamente?

Vanessa Galdino Araújo

Mestrado em Biociências Aplicadas á Farmácia

O Papilomavírus Humano ou HPV é um vírus que infecta células da pele e da mucosa (tecido que reveste a parte interna das cavidades do corpo), causando vários tipos de lesões como a verruga comum e a verruga genital. A infecção por  alguns  tipos de HPV, que são considerados de alto risco para o desenvolvimento do câncer, levam à transformações de células epiteliais, (células responsáveis por revestir a superfície externa do corpo), e representam o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo uterino.

O HPV é transmitido principalmente através do contato sexual, mas, gestantes infectadas podem transmitir o vírus para o feto durante a gestação ou no parto.

O exame mais utilizado para diagnóstico do HPV é o Papanicolaou, um exame preventivo que detecta as alterações que o vírus pode causar nas células; através da avaliação destas alterações, o médico irá identificar infecção ou suspeita de células cancerígenas.

O principal objetivo deste exame é detectar o câncer de colo do útero, permitindo a detecção de lesões pré-malignas e malignas; mas além deste benefício ele fornece informações importantes, como alterações inflamatórias, infecciosas e a presença de alguns agentes microbianos: Gardnerellavaginalis, Candida sp., Trichomonasvaginalis, Leptotrixvaginalis, Actinomyces sp.

O câncer de colo de útero é uma neoplasia freqüente de alto índice de mortalidade. É o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres, com aproximadamente 500 mil casos novos por ano. Todavia, quando detectado precocemente pode ser curado. Por isso é tão importante o exame Papanicolaou, porque poderá detectar alterações precocemente e reduzir o risco de morte.

Diante dessas informações percebe-se a relevância de realizar consultas regularmente ao seu ginecologista para fazer todos os exames de prevenção, o exame de Papanicolaou pode ser feito gratuitamente em qualquer Unidade Básica de Saúde do Sistema Único de Saúde, procure por um Serviço de Saúde da Mulher pelo menos uma vez ao ano.

3 de Maio de 2013 at 8:56 Deixe um comentário

Você sabia que o HPV é o responsável pelo câncer de colo do útero?

Raquel Pantarotto Souza

Natália Malaguti

HPV é a sigla para Papilomavirus Humano, e vem do inglês Human Papillomavius. Este vírus pode infectar a pele e mucosas de seres humanos, e apesar de atingir ambos os sexos, é nas mulheres que ele causa maior transtorno.

Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, dos quais, aproximadamente 40 infectam o sistema genital de homens e mulheres.  Estes são divididos em HPV de alto e baixo risco, de acordo com seu potencial em causar o câncer de colo do útero. Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos, ou seja, cancerígenos.

Dos HPVs de alto risco, 2 tipos  são os responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero (são chamados laboratorialmente de HPV 16 e 18). Dos de baixo risco, dois (principalmente os HPVs 6 e 11), provocam 90% das verrugas genitais, que são altamente contagiosas e de difícil tratamento, porém não estão relacionadas ao câncer.

É preciso ficar atento, porque a infecção pelo HPV é adquirida por meio de contato sexual. Se uma pessoa toca (com as mãos, boca ou genitais) os órgãos genitais de outra pessoa infectada, ela poderá adquirir o vírus. A contaminação por objetos, embora possível, é raríssima. Ou seja, usar toalhas de outras pessoas, sentar no vaso sanitário, ou usar roupas intimas de uma pessoa contaminada com HPV pode levar a contaminação, mas como dito anteriormente, é raríssimo! A melhor prevenção é o uso de camisinha nas relações sexuais.

As manifestações mais comuns na região genital são as verrugas ou Condiloma acuminado, popularmente conhecidas como “crista de galo”. Mas podem ocorrer lesões que não apresentam nenhum sintoma, podendo progredir para o câncer de colo do útero caso não sejam tratadas precocemente.

O diagnóstico se dá através do exame citológico (exame preventivo de Papanicolau). Este identifica alterações celulares causadas pelo vírus. Quando estas alterações são detectadas, o médico utiliza outros métodos para a confirmação do diagnóstico, como a colposcopia (um exame ginecológico que utiliza um microscópio, o colposcópio, que aumenta em até 40x o colo do útero) e a biopsia. Por isso, é importante da visita anual ao ginecologista. Diversos tipos de tratamento podem ser oferecidos (tópico, com laser, cirúrgico). Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada.

A melhor maneira de evitar essa infecção é através da prevenção!!!

24 de Abril de 2013 at 8:42 Deixe um comentário


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