Doar sangue é doar vida, e doar medula óssea?

10 de Abril de 2013 at 8:33 1 comentário

Josiane Bazzo de Alencar, Camila Rodrigues

Mestrandas do Programa de Biociências Aplicadas à Farmácia (PBF) – UEM

Todos já ouvimos as frases “doar sangue é doar vida” ou “doar órgão é doar vida” nas campanhas de saúde. Porém, não nos atemos ou desconhecemos a importância da doação de medula óssea. Em alguns casos de câncer de medula óssea, o tratamento com medicamentos é eficaz, porém algumas pessoas desenvolvem resistência ao tratamento. Neste caso, então, a opção é o transplante de medula óssea.

A medula óssea é um tecido que ocupa o interior dos ossos e é conhecido popularmente como “tutano” nos animais. É o local de fabricação das hemácias, leucócitos e plaquetas. As hemácias são células vermelhas do sangue responsáveis por distribuir o oxigênio por todo o organismo humano. Os leucócitos são as células brancas do sangue, e fazem parte da linha de defesa do corpo ao evitar a instalação de muitas infecções. E as plaquetas, são fragmentos de células, fazem parte da coagulação sanguínea, processo que evita o sangramento excessivo em casos de ferimentos. Quando uma pessoa desenvolve alguns tipos de câncer (leucemia, linfoma ou tumores na medula), estas células deixam de funcionar normalmente e se multiplicam de forma desordenada. Os pacientes, então, passam a ter sintomas clínicos que se tornam agravados com o passar do tempo, e podem evoluir para a morte. Na maioria dos casos em que ocorre o diagnóstico precoce do câncer, o tratamento medicamentoso é eficaz. Porém, quando o diagnóstico é tardio e a doença está em uma fase avançada ou se o paciente passa a não responder ao tratamento, sua medula precisa ser substituída por outra saudável. Este procedimento pode ser realizado através do transplante de medula óssea.

Como ser um doador de medula óssea? É preciso ter boas condições de saúde e ter entre 18 e 55 anos. O Hemocentro é o setor responsável pela coleta de dados pessoais e de uma amostra de sangue, que será encaminhada ao Laboratório de Imunogenética. Os dados da análise serão registrados em um banco de dados de doadores em nível nacional chamado de REDOME – Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. A chance de encontrar uma medula saudável de um doador compatível com o paciente é, em média, de uma em cem mil! Por isso, quanto mais pessoas se cadastrarem, maiores serão as chances de se encontrar um indivíduo compatível que irá salvar a vida de um paciente com câncer.

Caso haja compatibilidade genética entre o indivíduo cadastrado e o receptor, outros exames de sangue serão necessários. E, quando confirmada a compatibilidade, o centro de saúde irá entrar em contato com este indivíduo para que ele confirme sua posição de doador voluntário e posteriormente seja encaminhado ao procedimento clínico de retirada da medula óssea. A doação é um procedimento que se faz em um centro cirúrgico sob efeito de anestesia. A medula é retirada de ossos da bacia com o auxílio de agulha. Esta retirada não causa comprometimento à saúde do doador. Pode haver desconforto no local do procedimento nos primeiros dias após a doação; entretanto, repouso e o uso de analgésico amenizam os sintomas. Para o doador, a doação poderá ser um incômodo passageiro, mas para o receptor, poderá ser uma renovação da vida.

Em 2012, após a divulgação do vídeo de incentivo à doação de medula óssea, realizado por pacientes em tratamento de câncer, pais e funcionários do Hospital Nossa Senhora das Graças de Curitiba-PR, aumentou o cadastro de doadores no hospital em 180%, passando de 180 para mais de 500 doadores por mês (informações do jornal O Estado de S. Paulo).

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ihGCj5mfCk8

Apesar do número crescente de cadastros no Paraná no ano passado, é preciso que a sociedade se conscientize a respeito da importância da doação de medula óssea e continue ajudando os pacientes que precisam da medula saudável para sobreviver, pois doar medula é também doar vida.

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1 Comentário Add your own

  • 1. Priscilla  |  11 de Abril de 2013 às 10:16

    Muito bom meninas.

    Responder

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