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29 de Junho de 2012 at 13:31 Deixe um comentário

COLUNA VERTEBRAL: É CONHECENDO QUE SE PREVINE SEUS MALES

Lilian Catarim Fabiano1

Carmem Patrícia Barbosa2

1Fisioterapeuta, Especialista em Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia, aluna da Especialização em Anatomia e Histologia Humana da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e mestranda em Biociências e Fisiopatologia (UEM).

2Fisioterapeuta eProfessora Doutora do Departamento de Ciências Morfológicas (Área de Anatomia Humana) da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Você já parou para pensar como a sua coluna vertebralé formada? Você saberia dizer se ela está saudável ou se apresenta alguma disfunção? E ainda, você sabe o que é hiperlordose, hipercifose, escoliose, osteofitose ou hérnia de disco? Bem… se você não soube responder estas perguntas, está na hora de entender um pouco mais sobre o pilar que sustenta seu corpo.

Infelizmente, as doenças da coluna vertebral vem se tornando um verdadeiro problema de saúde pública. Para se ter uma noção, apenas em 2016foram registrados 116.371 casos no Brasil, dos quais grande parte poderia ser evitada. A melhor forma de se prevenir os males da coluna vertebral é conhecendo-a e dela cuidando de maneira preventiva.

Esta importante região do corpo é composta por 33 vértebras sobrepostas e intercaladas por discos intervertebrais de cartilagem que funcionam como uma espécie de amortecedor. Unindo estas vértebras, estão os ligamentos e os músculos, os quais lhe dão suporte e mantém suas curvaturas fisiológicas. Isso mesmo, curvaturas! Isto porque, embora a coluna deva ser retilínea ao ser observada de frente e de trás, quando ela é vista lateralmente existem curvaturas que a habilitam a suportar o peso do corpo e a manter o equilíbrio. São elas: as lordoses cervical e lombar e as cifoses torácica e sacrococcígea.

No entanto, estas curvaturas podem sofrer alteraçõesde acordo com a idade, sobrepeso, doenças degenerativas e com a maneira como as atividades do dia-a-diasão realizadas. Assim, podem surgir, por exemplo, escoliose(umdesvio lateralda coluna em forma de “C” ou de “S”),hiperlordose(aumento da lordose),hipercifose(aumento da cifose; popularmente conhecida como “corcunda”)ehérnia de disco (quando o disco intervertebral sai do seu lugar).

Desta forma, realizar as atividades diárias de maneira adequada e fazer alongamentos e fortalecimentosmusculares orientados, é o melhor que você pode fazer por sua coluna. Assim, observe atentamente as imagens abaixo e tente colocar em prática no seu dia-a-dia.

 

Ao realizar atividades em local baixo ou pegar algo do chão, flexione os joelhos. Desta forma, sua coluna permanecerá reta.
Ao ficar em pé por longo período de tempo (como ao passar roupas), procure alternar a perna de apoio e mantenha sempre a coluna reta.
Tanto em atividades sentadas como em pé, evite inclinar tronco para a frente, pois esta postura pode ocasionar hipercifose.
Quando realizar atividades que precise erguer os bração acima da cabeça, procure ficar sobre algo seguro e que te deixe mais alto.

Para melhor esclarecimento sobre o assunto, assista nosso vídeo informativono site do MUDI e visite a exposição “COLUNA VERTEBRAL:O PILAR QUE SUSTENTA O CORPO”. Além de poder observar uma coluna normal, você poderá visualizar colunas com diversas doenças, preparadas especialmente para o evento. Também é possível fazer uma avaliação da sua coluna, de formagratuita, por profissionais especializados epor meio de aparelhos específicos como o simetrógrafo e o plantígrafo. Agende sua visita.

Além disso, no texto da próxima semana estaremos explicando o que pode ser diagnosticado por meio do simetrógrafo e do plantígrafo, e as formas mais atuais de tratamento para os problemas de coluna. FIQUE ATENTO!!!

 

REFERÊNCIAS

BARBOSA, Carmem Patrícia. Anatomia Humana Aplicada à Educação Física. Maringá-PR; UniCesumar, 2017.

KENDALL, F. P.; McCREARY, K. E.; PROVENCE, P. G. Músculos Provas e Funções. 5. ed. São Paulo: Manole, 2007.

MOORE, Keith L; DALLEY, A. F.; AGUR, A. M. R. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed.  Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

VARGAS SANABRIA, M. Anatomía y exploración física de lacolumna cervical y torácica. Medicina Legal de Costa Rica, Heredia, v. 29, n. 2, Sep. 2012.

 

17 de Abril de 2018 at 10:30 Deixe um comentário

TÉCNICA HIPOPRESSIVA OU TÉCNICA DA “BARRIGA NEGATIVA” NO TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Carolina Miqueleto Santoro1

Carmem Patricia Barbosa2

1Acadêmica do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá-PR, Brasil. 

2Professora Doutora do Departamento de Ciências Morfológicas (DCM), Área de Anatomia Humana da UEM, Maringá-PR, Brasil.

Na semana passada apresentamos um texto sobre incontinência urinária e suas formas de prevenção. Uma das técnicas citadas no texto e atualmente bastante utilizada no combate à incontinência, é a técnica hipopressiva ou também chamada técnica da “barriga negativa”. Você já ouviu falar desta técnica?

Elafoi criada na Europa por Marcel Caufriez e recentemente chegou ao Brasil já sendo aplicada por profissionais da área da saúde, pois incluiexercícios que associam práticas respiratórias e posturais. Inicialmente ela tinha o objetivo de cuidar da saúde de mulheres no período pós-parto. Todavia, depois de muitos estudos na área e da colaboração de profissionais como Piti Pinsach e Tamra Rial, os exercícios hipopressivos foram indicados para o tratamento de outras doenças do assoalho pélvico, assim como para fins estéticos. Inclusive, segundo pesquisas clínicas, eles podem diminuir até 12 centímetros da região abdominal. Olha que maravilha!!!

Mas afinal, o que a técnica hipopressiva tem de tão diferente? O fato dos exercícios serem hipopressivos, ou seja, diminuírem a pressão dentro do abdome, faz algo diferente dos exercícios aos quais estamos acostumados. Isso porque cria um vácuo na região abdominal (o ar é retirado desta cavidade) e os músculos mais profundos da região abdominal e do assoalho pélvico são ativados. O músculo transverso do abdome, por exemplo, é um dos músculos que sofre tal ativação. Além disso, durante a respiração utilizada nesta técnica, o músculo diafragma sobe em direção à cavidade torácica tracionando os órgãos abdominais para cima e fazendo com que eles se reposicionem acima do lugar onde normalmente ficam (normalmente, por influência da gravidade, estes órgãos se posicionam mais para baixo).

Você deve estar pensando o que isso muda em seu corpo? Na verdade, a ação dereposicionar os órgãos é importante porque diminui os riscos de prolapso dos órgãos, ou seja, eles não “caem”. Além disso, a ativação dos músculos do assoalho pélvico faz com que o controle da uretra (canal por onde passa a urina para ser eliminada para fora do corpo)seja mais eficiente, diminuindo assim a incidência de incontinência urinária.

Adicionalmente, muitos pesquisadores comprovaram em estudos aplicados que constipação intestinal, diástase abdominal, problemas sexuais, hérnias e até desvios posturais podem ser tratados com a técnica hipopressiva. E como se ja não fosse o bastante, alguns autores afirmam que até a circulação sanguínea melhora com sua prática.

Ficou interessado? Quer praticar?Primeiro, você deve procurar um profissional habilitado para te conduzir da melhor maneira. Os livros sobre o método afirmam que praticando apenas 30 minutos uma vez por semana, acrescidos de 5 minutos ao dia, os resultados são certos! Inclusive, os autores afirmam que em 12 semanas já é possível observar melhora nos parâmetros estéticos e na própria saúde.

É muito importante entender que os EXERCÍCIOS HIPOPRESSIVOS NÃO FARÃO VOCÊ PERDER GORDURA!O que ocorre é o afunilamento da cintura, uma vez que os órgãos são reposicionados e os músculos mais profundos tornam-se tonificados e hipertrofiados.

Finalizamos com algumas dicas importantes para quem quer fazer estes exercícios: Procure um profissional qualificado, aprenda corretamente a nova técnica e lembre-se de quenão se deve fazer esforço físico após as refeições. Ademais, antes de se exercitar, certifique-se de que sua bexiga urinária está vazia. Estas medidas preventivas simples podem minimizar o aparecimento da incontinência urinária.

REFERÊNCIAS

RIAL T, PINSACH P. Técnicas hipopressivas. 9ª ed. Vigo, Espanha: EdicionesCardeñoso; 2015

CAUFRIEZ M. El método hipopressivo del dr. Marcel Caufriez. MC editions. 2016: 11-45.

3 de Abril de 2018 at 8:35 Deixe um comentário

CONHECENDO A INCONTINÊNCIA URINÁRIA: O QUE É, QUAIS SEUS SINTOMAS E COMO TRATAR

Carolina Miqueleto Santoro1

Carmem Patrícia Barbosa2

1Acadêmica do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá-PR, Brasil.

2Fisioterapeuta e Professora Doutora do Departamento de Ciências Morfológicas (Área de Concentração: Anatomia Humana) da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Você já parou pra pensar sobre incontinência urinária? Você sabe o que ela realmente é e como é possível preveni-la? Será que ela tem tratamento? Pois bem…acho que está na hora de falarmos mais abertamente sobre este assunto, não acha?!

A incontinência urinária é caracterizada como qualquer perda involuntária de urina. Esta doença tem sido apontada como a epidemia do século XXI, pois sua incidência é altíssima e gera graves consequências psicofisiológicas para seus portadores. Estudos demonstram que ela afeta principalmente mulheres, de forma que cerca de 50% da população feminina poderá ser afetada por esta disfunção em algum momento da vida.

Existem vários tipos de incontinência urinária como, por exemplo, a de esforço, a de urgência e a mista. Na incontinência urinária de esforço, a perda de urina ocorre durante a realização de algum esforço físico que aumente a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, pular, correr ou rir intensamente. Por outro lado, enquanto na incontinência de urgência a perda de urina ocorre sempre que a pessoa tem uma vontade muito forte e inadiável de urinar, na mista a perda de urina pode acontecer por uma combinação dos fatores citados anteriormente.

Algumas situações podem causar este transtorno como, por exemplo, múltiplos partos vaginais (normais), algumas cirurgias pélvicas, traumas na região pélvica, assim como o envelhecimento, a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo e a menopausa. Dados da Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica (2013) apontam um aumento de 25% na incidência de incontinência urinária após a menopausa.Apesar disso, apenas uma em cada quatro mulheres com esta doença buscam ajuda de um profissional especializado e, para piorar, guardam segredo por constrangimento e vergonha da situação.

O diagnóstico é feito por exames clínicos e testes especiais realizados por profissionais habilitados. O tratamento varia conforme o tipo de incontinência, mas de maneira geral, a fisioterapia uroginecológica tem sido um método não invasivo que fortalece os músculos do assoalho pélvico e reduz a incontinência urinária. Outras técnicas que podem ser usadas são a reeducação pélvica perineal,os exercícios de Kegel,o biofeedback, o uso de cones vaginais, a eletroestimulação, a terapia manual para reeducação e propriocepção, a massagem perineal e as técnicas hipopressivas.

Vale a pena dizer que por meio das inúmeras formas de tratamento é possível não só prevenir e tratar a incontinência urinária, mas também outras disfunções relacionadas ao assoalho pélvico. Além disso, é de extrema importância cuidar da saúde pélvica e buscar informações sobre as doenças que podem afetá-la, sem nenhum tipo de vergonha ou constrangimento, mesmo que os sintomas pareçam simples ou insignificantes.Inclusive, no dia 14 de março é comemorado o Dia Internacional da Incontinência Urinária do qual a Sociedade Brasileira de Urologia participa ativamente. Portanto, a atitude mais adequada a ser tomada é informar seu médico sobre qualquer sintoma para que este profissional o oriente quanto aos passos seguintes.

 

PORTANTO, NÃO SE CONSTRANJA. INFORME-SE E PASSE INFORMAÇÕES IMPORTANTES ÀS PESSOAS A QUEM VOCÊ QUER BEM!!!

REFERÊNCIAS

Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica [homepage na Internet]. Incontinência Urinária. Disponível em: http://www.abfp.org.br/incontinencia-urinaria.

BOTELHO F, SILVA C, CRUZ F. Incontinência urinária feminina. Acta Urológica. 2007; 24(1): 79-82.

NORTON P, BRUBAKER L. Urinary incontinence in women. Lancet. 2006 07 de janeiro; 367(9504): 57-67.

26 de Março de 2018 at 11:33 Deixe um comentário

Hipátia de Alexandria: inspiradora da matemática, filosofia e astronomia

Nathália Cristina Gonzalez Ribeiro

Bióloga – Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Biologia Comparada – UEM

Entre os anos 370 e 415 d.C, viveu na antiga e famosa cidade de Alexandria, no Egito, uma mulher à frente de seu tempo: Hipátia, filha do matemático e astrônomo Theon, considerada por muitos historiadores como a primeira matemática, filósofa e astrônoma de que se tem notícia.

Em um período onde não era comum mulheres dedicarem-se aos estudos, Hipátia destinou toda a sua vida aos estudos e ao trabalho, tendo lecionado matemática, astronomia, e as filosofias de Pitágoras, Platão e Aristóteles no Mouseion de Alexandria, a principal instituição cultural do mundo na antiguidade.

Na época, ficou conhecida como a mais avançada pensadora e interessava-se por desvendar os até então segredos do sistema solar, tendo contribuído fortemente para os esclarecimentos sobre o movimento elíptico da Terra ao redor do Sol, tema polêmico para aquela sociedade.

Apesar do desenvolvimento intelectual e cultural de Alexandria, grande parte da população vivia imersa em conflitos religiosos e políticos. Fanáticos cristãos, judeus e pagãos realizavam constantemente confrontos violentos e esforçavam-se para influenciar as decisões políticas. Em meio a esse cenário, Hipátia, devota apenas da filosofia, contrariava tais interesses, pois, além de não ser seguidora de nenhuma religião, o prefeito, seu ex-aluno, tinha-a como conselheira.

Hipátia, interpretada por Rachel Weisz no filme Alexandria

Tendo recusado-se a converter-se ao cristianismo, Hipátia passou a ser considerada uma “bruxa”. Foi perseguida por ser pagã, culta, amada, influente e mulher, e brutalmente assassinada no interior de uma igreja.

Pouco de seus trabalhos escritos foi preservado, mas sua história foi redescoberta e está preservada em muitos textos e no filme espanhol Alexandria (Ágora), de 2009.

 

Para saber mais:

http://animamundhy.com.br/blog/filosofa-astronoma-matematica-historia-hypatia-alexandria-mulheres-pioneiras

https://www.infoescola.com/biografias/hipatia/

https://rainhastragicas.com/2017/03/07/hipatia-de-alexandria/

13 de Março de 2018 at 10:40 Deixe um comentário

Inteligência Artificial (IA) versus Filme transcendente

Autor: Fabricio Morelli

Biomédico. Mestre em Biociências e Fisiopatologia, Universidade Estadual de Maringá.

A inteligência artificial (IA) é considerada como a “quarta revolução industrial” pelo professor Alberto Ferreira de Souza*, essa tecnologia veio para ficar, e hoje em dia somente se discute como avançar nesses aspectos e não mais se ela só é uma tendência, assim como também acorreu nas outras três revoluções industriais. IA é um ramo de pesquisa da ciência da computação que se propõe a desenvolver mecanismos e dispositivos tecnológicos que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas, enfim, a capacidade de ser inteligente. Os avanços desenvolvidos na área não querem permitir que a máquina decida tudo por nós, mas sim que ela consiga destacar o que é mais relevante para nós ao invés de perdemos horas em cima de coisas que não são do nosso interesse.

O transcendente mostra uma visão futurista sobre o assunto, mas algumas ideias do filme que foi lançado em 2014, é uma realidade e outras se tornarão realidade em um curto espaço de tempo. É o caso em uma cena da longa-metragem, a máquina ajuda a polícia a encontrar alguns extremistas que participaram da morte do Dr. Will Caster, através de câmeras. Essa tecnologia já está presente em alguns aeroportos e em grandes centros, onde o reconhecimento facial é utilizado. No vídeo aborda uma transferência de todo o conhecimento que existe na memória do Dr. Will Caster (interpretado por Johnny Depp) para uma máquina que a cada dia se torna mais forte e consciente, realizando descobertas pela ciência, tecnologia e desenvolvimento. De certa forma ele tenta melhorar o mundo, mas a população acaba ficando com medo de se tornarem refém da IA e acabam destruindo a máquina. IA está aí para ser usada, querendo ou não é uma tecnologia estará a serviço da população, existe o lado bom ou ruim, cabe a cada um saber viver em harmonia com os avanços tecnológicos. O mundo está em constante mudança, a população levando uma vida mais acelerada e a tecnologia vem para facilitar a nossa vida.

Leia mais sobre o assunto:

Smart Reads – Inteligência Artificial: Compreender em que consiste a I.A. e o que implica a aprendizagem das máquinas. 2017.

Filme: Transcendece:  A Revolução

*Professor Alberto Ferreira de Souza: Professor em Ciência da Computação e Coordenador do Laboratório de Computação de Alto Desempenho (LCAD – Laboratório de Computação de alto desempenho) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

26 de Fevereiro de 2018 at 8:31 Deixe um comentário

Charges e Memes na divulgação Científica

Autora: Camila Sant’anna dos Santos,

doutoranda em Biologia Comparada – PGB UEM.

A universidade possui três pilares de sustentação: pesquisa, ensino e extensão. A extensão é a parte responsável pela divulgação científica, que pode ser feita através de diversos meios e tem como objetivo dar um retorno para a população do que é feito dentro da academia. É importante que a divulgação científica consiga transpor a linguagem especializada das pesquisas para uma linguagem não especializada, com o objetivo de tornar o conteúdo acessível ao maior número de pessoas possível. Dentro das diversas formas de divulgação, como revistas, programas de televisão, feiras acadêmicas, panfletos, aplicativos de celular, filmes e etc, estão as charges e, mais recentemente, os memes.

As charges classicamente são feitas por um desenho único, normalmente representado através de caricaturas, podendo conter ou não legendas ou balões, que são veiculados pela imprensa e tratam de algum conhecimento atual, classicamente com críticas, focando em um ou mais personagens envolvidos.  No exemplo abaixo uma Charge clássica de 1870, envolvendo Charles Darwin e a polêmica da teoria da Evolução, onde o pesquisador é representado com corpo de macaco, num deboche à afirmação de que a espécie humana teria evoluído a partir dos macacos.

Mais comum nas redes sociais do que as charges, os “memes” são muito mais antigos do que imaginamos. O termo foi usado pela primeira vez em 1976 pelo biólogo Richard Dawkins no seu livro “ O gene egoísta” para ilustrar a porção mínima e de rápida replicação da memória, numa analogia ao conceito de gene. Posteriormente o termo foi adotado para identificar imagens simples que se multiplicam rapidamente pela internet. Essas imagens possuem os mesmos pressupostos da charge de tratar de maneira divertida uma crítica a qualquer situação cotidiana, e também pode ser usado como forma de divulgação científica aliando o humor ao conteúdo. Como exemplo, o “meme” abaixo traz uma figura de duas moléculas dos hormônios estrogênio (conhecido como hormônio feminino) e testosterona (hormônio masculino) e faz uma alusão a estabilidade da ligação entre as moléculas que compõem cada uma delas.

No Rio de Janeiro, a Universidade Federal Fluminense criou o primeiro museu de memes do país, que reúne um acervo imenso sobre todos os conteúdos relacionados ao assunto, organizado em categorias para facilitar a pesquisa. O museu, além das exposições também promove debates e grupos de estudo sobre o tema.

 

Para saber mais: http://www.museudememes.com.br

20 de Fevereiro de 2018 at 7:11 Deixe um comentário

Acreditação Hospitalar?

autora

Jovelina Guimaraes Borges Morante

Mestranda – PBF

Você sabe o que um hospital precisa ter para ser considerado como uma instituição que garante a qualidade nos serviços de cuidado ao paciente?

É para isso que existem as certificações de qualidade, que são as avaliações externas que atestam a qualidade nas organizações de serviços de saúde. A acreditação é uma avaliação externa que certifica a qualidade de uma organização ou serviço de saúde, por meio de padrões que fundamentam o mínimo de qualidade aceitável na prestação do cuidado ao paciente.

Quem primeiro se preocupou com a taxa de erros de um hospital foi Ernest Codman, no ano 1913. Ele foi o primeiro profissional de saúde a identificar a necessidade de se avaliar o resultado em saúde, obtido pela prestação de serviços médicos em uma instituição hospitalar. A diversidade de atuação entre os médicos era gritante, enquanto uns eram supercompetentes, outros, não chegavam ao mínimo de competência no exercício da profissão.

Era preciso estabelecer padrões mínimos de qualidade, requisitos para infraestrutura hospitalar e ainda registrar adequadamente as informações sobre a saúde de um paciente. Apesar de óbvio para nossa geração, na época de Codman, a idéia de contestar a competência médica foi repudiada entre os profissionais. Codman frustrado com a falta de entendimento de suas teorias resolve abrir o seu próprio hospital, o The End Result, e nele emprega suas ideias e teorias, como a de divulgar para a sociedade a taxa de erros de seu hospital, desafiando outros a assumirem a mesma postura. Ele queria que a sociedade desenvolvesse censo crítico para avaliar e decidir pelas instituições e profissionais médicos com mais excelência na prestação do cuidado em saúde.

Codman Ernest

Em conjunto a outros médicos simpatizantes de suas teorias, Codman presidiu um dos comitês do American College of Surgeons em 1912 para discutir o que uma instituição precisaria ter no mínimo para ser considerada um hospital com qualidade nos serviços prestados à saúde. Foi assim que nasceu o The Minimum Standard (padrão mínimo), no ano de 1918, para estabelecer os padrões mínimos de qualidade de um hospital.

Após essa iniciativa, os gestores do American of College submeteram o The Minimum Standard aos 692 hospitais existentes no Canadá e Estados Unidos, que voluntariamente aceitaram confrontar seus serviços com os padrões da ACS. E dessa avaliação inicial, apenas 89 hospitais atendiam aos padrões mínimos do American of College. O programa de padronização da reforma hospitalar de Codman foi ganhando espaço e prestígio, à medida que o tempo passava mais hospitais se interessavam a adotar os padrões do The Minimum Standard, para conseguir o certificado emitido pelo American of College que atestava que determinado hospital atendia a padrões mínimos de qualidade. A evolução desse movimento de reforma hospitalar teve seu ápice em 1951, com a fundação da Joint Commission onAccreditation of Hospitals (JCAH), oficialmente criada para credenciar hospitais comprometidos com a melhoria da qualidade nos serviços de saúde. A JCAH foi a primeira metodologia de acreditação em todo o mundo, e realmente veio a influenciar outras nações a fazer o mesmo.

Desde momento em diante, culminou em todo o mundo diversas iniciativas voltadas a melhoria da qualidade nos serviços de saúde, principalmente a nível hospitalar. O Brasil possui metodologia própria de acreditação hospitalar, oficialmente regulada pela ONA – Organização Nacional de Acreditação – que estabelece os padrões de qualidade que uma organização de saúde precisa adotar para garantir a excelência em seus serviços.

A Acreditação é um método de avaliação voluntário, periódico e reservado, que busca garantir a qualidade da assistência por meio de padrões previamente definidos. Constitui, essencialmente, um programa de educação continuada e, jamais, uma forma de fiscalização. (ONA, 2014, p. 13)

No Brasil coexistem diversos modelos de certificação de qualidade para os serviços de saúde a nível hospitalar, no entanto, a metodologia de acreditação é mais específica a esses serviços. Até o momento, um hospital no Brasil não é obrigado a adotar a acreditação para aferir qualidade, mas caso o projeto de Lei 5503/2013 seja aprovado esse cenário terá uma mudança radical, pois o mesmo insere na Lei nº 8080 o art. 39 que vai obrigar organizações hospitalares a obter certificação de qualidade dos seus serviços.

 

REFERÊNCIAS

 

THE JOINT COMISSION. History of The Joint Commission. THE JOINT COMISSION. Disponível em: https://www.jointcommission.org/about_us/history.aspx Acesso em: 05/09/17

WRIGHT, J. R. The American College of Surgeons, Minimum Standardsfor Hospitals, and the Provision of High-QualityLaboratory Services. Arch Pathol Lab Med, Chicago, United States, v. 141. Maio, 2017.

NEUHAUSER, D.  Ernest Amory Codman MD. Qual Saf Health Care, England, v. 11, P: 104-105, 2002.

ONA. Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde. São Paulo: ONA, 2014.

 

 

 

5 de Fevereiro de 2018 at 9:53 Deixe um comentário

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